<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850</id><updated>2012-03-08T07:45:51.432-01:00</updated><title type='text'>Alto dos Cedros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://altodoscedros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-3405833009623479330</id><published>2012-03-08T07:37:00.001-01:00</published><updated>2012-03-08T07:45:51.443-01:00</updated><title type='text'>Pelos trilhos da Ribeirinha na demanda do Alto dos Cedros - um texto de Carlos Fagundes publicado no Pico da Vigia, aqui transcrito com a devida vénia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Integrando o projecto "Freguesias Comvida" orgaqnizado pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal das Lajes do Pico, a freguesia da Ribeirinha do Pico, a mais jovem do concelho lajense, organizou, entre os dias 27 de Fevereiro e 4 de Março, uma semana cultural e desportiva, duarnte a qual teve lugar um comjunto de actividades diversíssimas, das quais se destacaram worshops, tertúlias, feira do livro, música, teatro. literatura, programas edicativos, trilhos, jogos de salão, jogos tradicionais, passweios fotografia, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre estas actividades que, segundo a opinião dos seus organizadores, tiveram uma adesão bastante significativa por parte da população, teve lugar, na manhã do dia 4 uma interessantíssima caminhada pedestre por trilhos antigos, outrora calcorreados pelos homens e pelas mulheres da Ribeirinha, de pés descalços ou de albarcas, a labutar nas sua lides agrícolas diárias. Trata-se de caminhos outrora repletos de pessoas, de animais, de vida, de pujança e animação, percorridos por carros de bois a sulcar-lhe as pedras, e a marcá-las para sempre com tilheiras, ainda bem visíveis, mas hoje abandonados e quase desertos, a abarrotar de árvores, de vegetação, de sombras, de ecos da chiadeira de carros e de murmúrios silenciosos, mas ainda detentores duma beleza sublime e de uma graciosidade inaudita.&lt;br /&gt;O grupo, que se dispôs a percorrer estes esternos caminhos de um passado recente mas ainda bem presente nalgumas memórias, era constituído por vinte e três pessoas, sob a orientação do sr. Flávio, um ribeirinhense de gema, profundo conhecedor e amante da sua terra. Cada vereda, cada caminho, cada atalho, cada pedra, cada árvore, cada planta, cada erva, ncada pássaro e até cada árvore derrubada, parecem estar-lhe no sangue e pertencerem ao seu quotidiano, ao mesmo tempo que, nos seus périplos pela natureza, estabelece com cada um dos seus elementos uma perfeita relação de estima, de respeito, de reconhecimento e de profunda amizade.&lt;br /&gt;Saindo do largo do império, ali mesmo junto à Ribeira do Fundo, a receber lá em cima a confluência das ribeiras dos Valinhos e do Poço da Areia, atravessamos a Rua da Igreja e entramos na Canada do Outeirão, com destino à parte mais interior da freguesia e da ilha. Depressa atingimos a Estrada Nacional, antes porém, examinámos aquilo que outrora foi umka eira de debulhar o trigo e o centeio, embora já sem moirão e bastante abandonada. De seguida iniciámos a subida do Caminho Novo, até à Travessa, sendo possível observar a mistura com alguns terrenos de cultivo de inhames e pastagens, uma vegetação onde dominam os insensos e as faias, intercalados com algumas acácias gigantes, espécie importada da Austrália e que durante muitos anos abasteceram a pujante construção naval da vizinha freguesuia de Santo Amaro. O caminho está pejado de erva néveda, de erva férrea, de erva branca, de salsa-parrilha, de junça brava e de mentrasto, a conferir-lhe um perfume adocicado e um sabor amarelecido. São os saborosos inhames destas paragens que outrora, juntamente com os "torresmos tolos", guardados juntamente com pedacinhos de linguiça na "cabouca", serviam de lauta refeição matinal, a revigorar, logo pela madrugada, os homens que cavavam estes campos e que carregavam molhos, cestos e sacos por estas íngremes e sinuosas veredas. Zona de densos arvoredos, de arbustos, de ervas, de flores e de frutos, é território priveligiado da "Forfalha" ou "Estrelinha", um dos mais pequenos pássaros do Pico.&lt;br /&gt;Terminado o caminho velho, entrámos na Travessa que nos conduziu à Ribeira do Poço da Areia, descendo, de seguida, até à estrada Nacional, ao longo da sua margem dierita, povoada por um denso arvoredo, muito dele derrubado por fortes vendavais, onde pontificam muitas espécies endémicas como a Urze, o Pau Branco, o Sanguinho, o Loureiro e o Vinhático.&lt;br /&gt;Depois a Mata, outrora local da grande festa dos lavradores a rivalizar com a da Baixa, celebrada junto ao mar, a Terra Alta e a descida do Caminho Velho, onde também sdão visíveis as rilkheiras marcadas pelas rodas dos carros de bois a circular por lai abaixo anos a fio. Finalmente a descida da Ladeira, a meio da qual virámos para o Caminho da Rocha, na demanda do mais belo e mais emblemático miradouro da Freguesia: o Alto dos Cedros. Dali, apesar do nevoeiro e da neblina reinantes, foi possível apreciar uma das mais belas paisagens da ilha do Pico, da sua costa norte, altiva e imponente, a abarrotar de verdura, com Sãso Jorge lá ao fundo, separado da ilha Montanha pela insustentável e perene braveza do oceano.&lt;br /&gt;É verdade que por ali não há cedros, apenas zimbreiros. Perante a estranheza dos presentes, a explicação foi rápida e eficiente: que a origem daquele topónimo, nada tem a ver com a espécie vegetal sua homónima, mas sim com uma importante e ilustre família ribeirinhense, de apelido "Cedros", que por ali abaixo, outrora, possuía terras, hortas, vinhas e adegas.&lt;br /&gt;ASemana Cultural e Desportiva da Ribeirinha encerrou, à noite, com um sarau, durante o qual foi apresentado o livro de Guiomar de Lima, sobre Dom José Vieira Alvernaz, Patriarca das Índias e um dos mais ilustres fihlos daquela freguesia picoense e em que actuou, sob a direcção do Maestro Emílio Porto, também ele natural da Ribeirinha, o Grupo Coral das Lajes do Pico, deliciando o público com uma soberba interpretação de alguns dos mais nbelos temas musicais do seu vasto repertório. (Transcrição do blog Pico da Vigia, com a devida vénia).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-3405833009623479330?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3405833009623479330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3405833009623479330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/03/pelos-trilhos-da-ribeirinha-na-demanda.html' title='Pelos trilhos da Ribeirinha na demanda do Alto dos Cedros - um texto de Carlos Fagundes publicado no Pico da Vigia, aqui transcrito com a devida vénia'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1044668956774631849</id><published>2012-03-07T15:20:00.002-01:00</published><updated>2012-03-07T16:27:12.584-01:00</updated><title type='text'>Na apresentação da biografia de D. José Vieira Alvernaz - 04.03.2012</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A todos os presentes damos as boas vindas, para uma sessão cultural pouco vulgar. Não recordo, por aqui, sessões culturais desta natureza, ou seja uma apresentação pública de um livro. E logo, para começar, de um livro biográfico de um filho desta terra - José Vieira Alvernaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem foi o seu biógrafo? A pergunta tem de fazer-se no feminino, já que se trata de uma senhora - Maria Guiomar Lima, aqui sentada ao meu lado. Comecemos então por aqui. Quem é esta senhorea?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria guiomar Lima nasceu nesta freguesia da Ribeirinha, na altura lugar da Piedade, a 7 de Fevereiro de 1950. É filha de João Lima e de Maria de Jesus Azevedo Lima. Ainda jovem, na companhia dos seus pais, foi viver para Angra, no ano de 1959. Nesta cidade viveu e fez os seus estudos no Liceu de Angra do Heroismo até 1972.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está joje aqui connosco, a convite da Junta de Freguesia, para apresentar o seu livro sobre a vida de D. José Vieira Alvernaz.&lt;/div&gt;Seja bemvinda à sua terra natal.&lt;br /&gt;Obrigado pela sua presença.&lt;br /&gt;Obrigado por me ter dado esta primeira fala.&lt;br /&gt;Obrigado pela prenda que nos traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o Patriarca Vieira Alvernaz regressou de Goa em 1963, passou a residir na sua casa em Santa Luzia de Angra. E aqui, ocupava o tempo, dando explicações a alunos e alunas que o procuravam. Foram muitos que o fizeram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Guiomar foi uma dessas alunas. Teve, pois, o privilégio de, durante largos anos, conhecer e entender o homem que lhe dava excplicações. De beber de um estudo acompanhado, paciente e metódico, como paciente e metódico era o senhor Patriarca. Era, no dizer do povo, "um poço de sabedoria".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde licenciou-se em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa. Iniciou um mestrado em comunicação social na Universidade Nova, foi jornalista duramte três décadas, tendo trabalhado no Jornal Novo, Diário de Notícias, Diário de Lisboa, semanário O Independente e outros. Fez parte da célebre e malograda expedição a Timor, no navio Lusitânia, impedido que foi, por forças navais indonésias de sulcar as águas timorenses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A investigação destinada à publicação desta obra decorreu entre 2005 e 2009 sob a orientação do Professor Artur Teodoro de Matos da Universidade Católica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recordando os contactos personalizados - do tempo das explicações em Angra, que foram as primeiras fontes de informação - meteu mãos à obra, com o desejo de tornar mais conhecido e reconhecido o senhor D. José Vieira Alvernaz, sobretudo pela acção que teve durante a ocupação do território pela União Indiana.&lt;br /&gt;Chamo a atenção para o capítulo que fala dos dias difíceis da ocupação. E permiram-me que repita o que já disse noutro lugar: "os grandes homens medem-se também pela coragem de desobedecer ao chefe quando se trata de salvar vidas". Salazar não lhe perdoou, mas Salazar é que perdeu.&lt;br /&gt;Maria Guiomar conversou com ex-combatentes da Índia. Combatentes feitos prisioneiros, entre os qauis o Capitão Manuel Bernardo Riqueza, picoense, natural de São João. Conversou com Pezarat Correia, Adriano Moreira, com o neto do então Governador da Índia, General Vassalo e Silva, com muitas outras individsualidades daquele tempo.&lt;br /&gt;Procurou nos arquivos nacionais: Arquivo Histórico Ultramarino, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Biblioteca Nacional, Sociedade de Geografia de Lisboa, jornais insulares e nacionais. Foi a Roma a andou nos corredores cemtrais da Igreja Católica, sobretudo no Pontifício Colégio Português.&lt;br /&gt;Concorreu a uma bolsa de estudos da Fundação do Oriente, e foi até às dioceses de Goa e Cochim. Procurou informações nos arquivos, leu jornais da Índia Portuguesa e os boletins eclesiásticos. Falou com sacerdotes e leigos que conheceram D. José. Nestas curtas estadias teve oportunidade de consultar e ouvir os ecos deixados por Alvernaz nas terras do Oriente.&lt;br /&gt;Para ler a biografgia, melhor será começar pelo percurso que Maria Guiomar fez, e que está na página 247 e seguintes.&lt;br /&gt;Eu chamo-lhe uma nova viagem para a Índia, mas para outras descobertas, com muitos novos portos, muitos novos ancoradouros, muitos testemunhos, todos dados com alegria e afecto, desta feita sem cabo das tormentas, nem adamastores de meter medo. Tudo para descobrir terras pisadas por um filho desta terra, conhecer o seu trabalho, os testemunhos que lá deixou, para, finalmente, nos dar a conhecer, a todos, o que foi a vida deste homem. Uma prenda para os Açores.&lt;br /&gt;Lembro que prepara um novo livro. Desta feita sobre o Cardeal Costa Nunes. E eu ficaria por aqui. Maria Guiomar vai dizer o mais importante. Eu limitar-me-ia a acrescentar o seguinte: esta biografia que aqui hoje se apresenta é a biografia de um santo.&lt;br /&gt;Transcrevo o que está escrito nas primeiras linhas do livro, e que são reveladoras da santidade deste homem: "Era Outono de 1962, o&amp;nbsp; Concílio Ecuménico Vaticano II ia começar. Um homem alto, magro, de barbas brancas desembarcou no aeroporto de Roma, vindo do Oriente. Queimado pelo sol, usava a batina clara e o chapaéu dos bispos missionários e parecia exausto com o olhar cansado de quem não dormia há muito. Procurou uma cara conhecida entre a multidão que aguardava passageiros, mas não viu ninguém à sua espera e baixou a cabeça ainda mais abatido. Em seguida endireitou-se, firme, espadaúdo, pegou na sua pequena mala de viagem e tomou um transporte público para o centro da cidade".&lt;br /&gt;Parabéns à Maria Guiomar Lima por esta viagem à Índia, à descoberta das obras e feitos que por lá deixou José Vieira Alvernaz filho da Ribeirinha desta Ilha do Pico, filho dos Açores, de Portugal e do Mundo. Ribeirinha, 4 de Março de 2012. Manuel Emílio Porto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1044668956774631849?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1044668956774631849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1044668956774631849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/03/na-apresentacao-da-biografia-de-d-jose.html' title='Na apresentação da biografia de D. José Vieira Alvernaz - 04.03.2012'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4209612132629801846</id><published>2012-03-06T08:43:00.002-01:00</published><updated>2012-03-06T08:43:38.661-01:00</updated><title type='text'>Um livro que vem para clarificar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Acaba de sair o livro “Jesus de Nazaré e as Mulheres”. E acabo de ler a entrevista que o seu autor, Artur Cunha de Oliveira, deu ao Correio dos Açores de 1 de Março de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Cunha de Oliveira é estudioso seguro. Não apresenta nada que não seja fundamentado e bem fundamentado. Há todavia, sempre houve, ressonâncias negativas. Que irão aparecer, com certeza. Ou talvez não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje é certo que nem tudo o que sai do Vaticano tem o selo de garantia. Historicamente, quantas verdades saídas e abençoadas com bênções do céu acabaram em mentiras no cesto dos papéis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não vou comentar a questão de Madalena, porque não estou fundamentado, não é o que mais importa nos dias que correm, acredito na explicação dada por Cunha de Oliveira, e vou para a seguinte afirmação que ele, muito bem, coloca: “Na Igreja Católica há uma necessidade absoluta de repensar muitas coisas e de colocar a verdade acima de tudo. Uma coisa é a lenda, a crença, a fé, e outra é a história e a verdade.” Mais: eu diria que os tempos mudaram e mudaram por completo. Mudaram do avesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Este é um ano para continuar a insistir nas reformas há muito badaladas e nunca concretizadas. Decorrem 50 anos do concílio Vaticano II, um concílio que tanto prometeu, mas que nunca foi além do vernáculo na missa. Alguém, de créditos firmados, diz que o Concílio é agora. Vou mais longe: é agora, sim, mas já devia ter sido. Muito tempo se perdeu atrás de vaidades e preconceitos sem pés nem cabeça. Os apelos a uma prática antiquada são cada vez mais pontos de desorientação e afastamentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Parece que existem duas forças antagónicas. Uma que parte do Vaticano e que aponta sempre no sentido do seu passado interno. Outra que espera abertura a novas formas de estar dentro da Igreja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O Vaticano II deixou portas abertas para muitas reformas, tais como a abolição de condições para o exercício da evangelização. A todos os níveis. As fidelidades só se justificam quando existem condições para a sua manutenção. Desaparecem quando as condições mudam, e passam a ser outras. Quando é que o Vaticano aceita e subscreve a declaração universal dos direitos do homem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nada pode ser eterno. Só há um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cristão e sacerdote&lt;/i&gt; para sempre - &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;in aeternum&lt;/i&gt; – Jesus Cristo. Os outros – os que o seguem – são cristãos e sacerdotes &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;efémeros, como efémera é a vida neste mundo,&lt;/i&gt; enquanto optam livremente pelo compromisso assumido, enquanto as condições se mantém. Não há marcas, ou selos indeléveis, como fizeram crer os teólogos medievais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4209612132629801846?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4209612132629801846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4209612132629801846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/03/um-livro-que-vem-para-clarificar.html' title='Um livro que vem para clarificar'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-9050527263207910671</id><published>2012-02-25T11:22:00.012-01:00</published><updated>2012-02-29T07:55:38.498-01:00</updated><title type='text'>Sentido único, não há outro!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Não penses. Se pensas, não fales. Se pensas e falas, não escrevas. Se pensas e falas e escreves, não assines com o teu nome. Se pensas e falas e escreves e assinas com o teu nome, não fiques surpreendido”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Parece anedota, mas não é. É o que sucede a quem anda nos corredores do Vaticano ou das Cúrias. Ou de quem se atreve a querer saber os porquês ou as causas das ordens e despachos. É o que afirma um conceituado jesuíta, consultor de uma das congregações do Vaticano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Antes de continuar, convém dizer que também aconteceu nas sociedades de poder concentrado numa só pessoa. Exemplos, na História, não faltam, infelizmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E quanto à Igreja, toda a gente se recorda do aviso: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Roma locuta est, causa finita est.&lt;/i&gt; Numa tradução livre, seria assim: Roma disse, está dito, mais nada a dizer, acabou a discussão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Muito se repetia nas aulas de teologia. Uma forma de vincar bem a infalibilidade. Com o amadurecimento do espírito, que é Santo, tudo se nos revela com mais clareza, como um amanhecer lento e suave em direcção ao sol radioso do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A verdade é que o Vaticano II tentou amenizar este axioma com a colegialidade episcopal. Era uma forma de tomar decisões consensuais e não pessoais. Hoje diz-se, e parece claro, que foi a prática mais difícil de concretizar. Depressa se voltou a trás, depressa se pôs a defesa por causa do mar não entrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Quando os poderes tradicionais começaram a dar sinais de insegurança, ameaçando abrir fendas, brechas, tudo aconteceu. A colegialidade ficou na gaveta e logo uma reforma cirúrgica se fez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mais uns cânones, do direito canónico, de carácter assertivo, dogmático e vinculativo. O assunto ficou resolvido. Tudo ficou selado, aferrolhado a fechado a sete chaves. Ninguém pode fazer juízos sobre o Papa; ele é o representante de Deus, e como tal nunca se engana. “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Contra uma sentença ou decreto do Pontífice Romano não há apelo nem recurso (Cânone 333, § 3).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Assim está baseado todo o poder dentro da Igreja Católica, Apostólica, Romana. A Igreja do Papado, e da sua Cúria. E, muito naturalmente, assim é em toda a pirâmide, desde o cimo até às bases. Temos por aí exemplos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há dias, mais uma vez se ouviu, pela boca do novo Cardeal português, de que a família é a base da educação, da paz e boa convivência social. A mãe deve ter mais tempo para os filhos, para ficar em casa e cuidar deles.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Se no passado assim aconteceu, hoje já não é assim. E mal vai a Igreja de Roma se não abre as janelas para o mundo que a rodeia. É tempo de estudar o Evangelho e aplicá-lo aos tempos de hoje. Sem ordens morais, nem condenações, nem condições impostas para servir o Senhor Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Cito as palavras elucidativas de um Cardeal que participou no concilio Vaticano II: “Estou convencido de que quem governa a Igreja pode mostrar um caminho melhor do que aquele que conseguiu mostrar a encíclica &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Humanae vitae&lt;/i&gt;. A Igreja recuperará assim a credibilidade e a competência. (…) Provavelmente, o Papa não retirará do mapa a encíclica, mas pode redigir uma nova e até ir mais longe. O desejo de que o magistério diga qualquer coisa de positivo sobre a sexualidade, justifica-se. Noutros tempos, talvez tenha havido, demasiados pronunciamentos oficiais da Igreja, relativamente ao sexto mandamento. Algumas vezes teria sido melhor que tivesse ficado calada.” (Cardeal Carlo Maria Martini). E o mesmo Cardeal continua: “Depois de ler a primeira encíclica de Bento XVI, “Deus caritas est/Deus é amor”, que julgo ser o primeiro documento papal a falar de modo positivo do amor eros, pensei que a revogação na continuidade da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Humanae vitae&lt;/i&gt; estava para acontecer. Depois veio a encíclica sobre a esperança. Mas é melhor não esperar por tal”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O mesmo Cardeal desabafa, dizendo que em novo sonhava com outra igreja mais interventiva. Hoje, com oitenta e tal anos, diz que se limita a “rezar pela Igreja”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É do conhecimento público: a Tradição, na Igreja, está ligada à Cúria. O que ela diz é que está conforme com a lei divina. Aliás continua a ser um dogma de fé: a tradição é fonte de inspiração divina. Assim, nada de novo, nada de reformas. O Papa e a Cúria são e fazem a Tradição, e contra este dogma não há verso nem controverso, não há diálogo, não há procura de consensos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Dentro do Vaticano reina o secretismo. Nada deve ser dito. Vive-se com medo. Medo de se saber, medo de dizer, medo de dar opinião, medo, medo de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Assim se explicam os ambientes carregados que vão por dentro das cúrias de todo o mundo. Com exemplos desta natureza, da parte de quem prega o Evangelho, não é possível a fé na Igreja. Com estes pressupostos, perde-se autoridade, perde-se a legitimidade de promover e apelar à fé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Depois de tantos anos decorridos, de tantas acusações aos inimigos da Igreja, de tantas perseguições, de tantos mártires, de tanta desgraça inquisitória, só nos resta exclamar: afinal as portas do inferno estão dentro da própria Igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi ela própria que construíu o inferno que a queima e degrada cada dia que passa.. "As portas do inferno" estão dentro. &lt;em&gt;Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam. Et portae inferi non praevalebunt adversus eam".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Agora melhor se compreende. A Cúria Romana é esse inferno. As normas, ditas disciplinares, acabaram por ser a negação da mensagem evangélica. Foram e são o inferno construído dentro do castelo. Nada e ninguém a poderá vencer. Os italianos dizem: "Roma faz a fé, e o mundo&amp;nbsp;acredita".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para os crentes - não quero contribuir para a falta de fé dos outros - acreditemos no Evangelho. O resto é fogo fátuo. Sem interesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-9050527263207910671?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9050527263207910671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9050527263207910671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/02/sentido-unico-nao-ha-outro.html' title='Sentido único, não há outro!'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-6249941474741515843</id><published>2012-02-24T14:54:00.017-01:00</published><updated>2012-02-27T08:29:40.476-01:00</updated><title type='text'>Freguesias Comvida" - Semanas culturais e desportivas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Começam hoje, dia 27 de Fevereiro.&amp;nbsp;Pela Ribeirinha. Viradas para dentro, pelas tradições sociais e culturais, pelos valores de ontem e de hoje, pelas velhas e novas profissões, tendo em vista o futuro.&amp;nbsp;Um futuro que se constrói no presente. “Ribeirinha Comvida” é o programa cultural e desportivo, promovido pela Culturpico com apoio da Vereação para a cultura da Câmara Municipal das Lajes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A semana, que vai até 4 de Março, é uma semana para tudo recordar, ocasião para traçar novos caminhos, apesar dos horizontes políticos não serem os mais favoráveis e promissores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os espaços escolhidos foram os salões da Baixa e do Centro Social, além de uma oficina de carpintaria. Da participação se dará conta depois. O futuro é já amanhã, que tudo descobre, tudo revela e tudo esclarece. Um meio pequeno costuma ter sempre as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ágoras &lt;/i&gt;diárias dos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bons dias&lt;/i&gt; e das &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;boas noites&lt;/i&gt; – ocasiões tradicionais do comentário em cima do acontecimento. Os pontos de encontro são os mesmos, apenas de outros coloridos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A semana “Ribeirinha Comvida” termina no Centro Social, com um serão cultural evocando valores universais esculpidos também nos filhos da terra, e que foram também pelo mundo fora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Será ocasião para mais uma vez ser homenageado o Patriarca Alvernaz, com a apresentação pública da sua biografia, escrita por Maria Guiomar Lima, uma sua aluna da casa de Santa Luzia de Angra, onde (D. José) residiu durante os últimos anos da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Maria Guiomar Lima, é natural da Ribeirinha, de onde saiu ainda muito jovem para ir viver com a sua família para Angra do Heroísmo. Foi lá que bebeu, na fonte pura e genuína, os sabores da vida do homem que chegou a Roma, vindo de Goa, qual prisioneiro libertado, amargurado, cansado e sem ninguém à sua espera, deixando para trás uma vida de gloria, que Salazar repudiou, mas que a História glorifica e glorificará para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os heróis medem-se também pela coragem da desobediência formal ao chefe, aceitando as consequências. Foi o preço de salvar vidas, livrando-as da morte inglória. O Capitão do Exército, Manuel Bernardo Riqueza, picoense, natural de São João, bem gostaria de estar presente para testemunhar os feitos de então. Tanto que ele falava dos acontecimentos de Goa e da acção heróica do patriarca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Convém lembrar que o Patriarca sempre encontrou nos seus conterrâneos a maior consideração e respeito afectuoso. E deram provas disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Aconteceu, primeiro, com o grupo de ribeirinhenses que promoveu a erecção do seu busto junto à casa onde nasceu, assim volta a acontecer com uma senhora, também sua conterrânea, que, percorrendo os novos caminhos para a Índia, foi ao encontro dos testemunhos que era preciso conhecer, para dar a conhecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Obrigado à Maria Guiomar Lima por ter deixado aos vindouros a oportunidade de sentirem mais de perto o exemplo deste homem, nascido no Biscoito, no início do caminho do Miradouro que leva à Piedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Uma hora depois, o encerramento da semana cultural e desportiva será com o Grupo Coral das Lajes do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Outras semanas culturais idênticas, segundo nos informaram,&amp;nbsp;já estão programadas para as restantes freguesias do Concelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-6249941474741515843?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6249941474741515843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6249941474741515843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/02/ribeirinha-comvida-uma-semana-cultural.html' title='Freguesias Comvida&quot; - Semanas culturais e desportivas'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-5603415131574607673</id><published>2012-02-16T14:35:00.001-01:00</published><updated>2012-02-16T14:36:12.559-01:00</updated><title type='text'>O acordo ortográfico</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Vem sempre ao de cima o chamado acordo ortográfico. De quando em vez aparecem opiniões sobre o mesmo, geralmente, contestando. Devo dizer que também não me soam bem as regras do novo acordo. Irritante, acho-o eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Depois de uma vida inteira a praticar as normas da língua mãe – que nunca chegarei a saber todos os seus segredos – não é nada agradável ouvir imposições sobre modificações, abolições, e outras coisas. E muito menos ouvir e ler lições erradas. Dois exemplos: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Ler heroíco, que nunca foi, pois o acento nunca foi no í, para dizer que agora é heroico, sem acento no ó que sempre teve – heróico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Ler asteroíde, que nunca foi, pois o acento nunca foi no í, para dizer que agora é asteroide, sem acento no ó que sempre teve – asteróide.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Melhor se diria: antes era heróico, agora heroico; Antes asteróide, agora asteroide.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;À parte confusões desta natureza ou outras semelhantes, acho que é asneira levar a sério este acordo. Acho mais curial continuar como até aqui. Nunca o estudei, e muito menos alguma vez o pratiquei. Daí continuar a dizer “escrito na ortografia antiga”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sempre chamamos à nação da foz do Nilo de Egipto, e aos seus habitantes egípcios. Se agora passamos a dizer Egito, (sem p), teremos de dizer também egitios (e não egícios). Ou não será? A lógica já deixou de ser um arrimo para ser uma batata?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Os activos e os passivos da conta de gerência…”. O a de activos é um a aberto; se cair o c fica um a fechado; e já não é o mesmo; ficaria assim: os ativos e os passivos…. Os ativos? Ora bolas….&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não levo a mal que muitos procurem ajustar-se às novas regras. Cada um irá fazer conforme a sua formação, e conforme o amor que tenha à língua materna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Temos um património linguístico que importa salvaguardar. Não temos que alinhar com as variantes das novas línguas de origem portuguesa. Isso não aconteceu com outras. E todos se entendem convenientemente. O exemplo do inglês e do francês é bem evidente. Sou fiel aos mestres da língua: Cónego Pereira, Coelho de Sousa, Garcia da Rosa, Manuel Raimundo, além dos habituais Fernando Pessoa, e tantos outros da nossa História.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por este caminho, qualquer dia teremos que fazer novos acordos, até entre ilhas e regiões de Portugal, sobre os sons das nossas falas. Quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um homem representativo da nossa população mais antiga e rural diria assim: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“essa coisa do acordo não passa de uma tolice de todos os tamanhos”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-5603415131574607673?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5603415131574607673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5603415131574607673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/02/o-acordo-ortografico.html' title='O acordo ortográfico'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7578272215589932335</id><published>2012-02-10T09:33:00.003-01:00</published><updated>2012-02-13T15:50:59.104-01:00</updated><title type='text'>Uma nova homenagem ao Patriarca Alvernaz</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Todas as ideias são o que são, e esta pode ser uma delas. Todavia não deixo de a colocar. Ela aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Dentro de dias uma nova homenagem será prestada ao Patriarca Alvernaz na sua terra natal. Desta vez com a apresentação pública da sua biografia, escrita por uma sua conterrânea - Maria Guiomar Lima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sem adiantar o dia nem a hora – o que será feito pelos canais competentes – acho oportuno evocar memórias, que ainda perduram nas mentes de muitos residentes ou não na Ribeirinha do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O Patriarca, sempre que passava algum tempo na Baixa, na sua adega, celebrava na Ermida de São Pedro, ao lado. Coincidiu muita vez com a festa de São Pedro ou Senhora da Boa Viagem. Alguma vez aconteceu – não recordo quantas – a missa festiva, celebrada por ele, ser no adro, em frente à porta principal, virada para o povo com o canal &lt;personname productid="em frente. A" w:st="on"&gt;em frente. A&lt;/personname&gt; assembleia estendia-se por todo o caminho e adro à volta. Quase em multidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esta é uma imagem que retenho e que nunca mais esqueci. Como esta haverá muitas outras na igreja paroquial de Santo Antão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vai agora a ideia que levantei. Certamente haverá muitas pessoas, da Ribeirinha e sobretudo na América, que terão consigo memórias fotográficas desses tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ora bem. Aqui vai então o desejo final: um apelo à disponibilização de fotografias, a título de empréstimo. Que seriam recolhidas, depois seleccionadas, digitalizadas e emolduradas. Seriam escolhidas apenas quatro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Finalmente, colocadas em exposição permanente nas paredes laterais do interior da Ermida de São Pedro, a pequena Ermida onde o Patriarca celebrava, partilhando parte da sua vida com os seus conterrâneos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Dentro de dias a sua memória fica mais viva. &lt;personname productid="Em livro. Quem" w:st="on"&gt;Em livro. Quem&lt;/personname&gt; o adquirir, a cada momento o pode ter na sua frente. Lendo, recordando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E, caso seja viável a ideia que hoje levanto, quando alguém for à Ermida, ou lá entrar, também o pode ver, ligado à História daquela pequenina casa de São Pedro, primeiro Papa da Igreja. No Patriarca cumpriu-se o sinal sonoro do Vaticano, ouvido em todo o mundo: &lt;em&gt;Cristus vincit, Cristus regnat, Cristus imperat&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Depois do busto da sua imagem, erecto ainda em vida, é agora a biografia. Ambos da iniciativa dos seus conterrâneos, o segundo da autoria de uma ex- aluna em Angra do Heroismo.&amp;nbsp;As formas mais carinhosas de homenagear os entes queridos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7578272215589932335?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7578272215589932335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7578272215589932335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/02/uma-nova-homenagem-ao-patriarca.html' title='Uma nova homenagem ao Patriarca Alvernaz'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-3584331335934157444</id><published>2012-02-09T17:54:00.010-01:00</published><updated>2012-02-24T15:00:02.065-01:00</updated><title type='text'>Vender? Não é só vender...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Anda a circular uma notícia que me intrigou. Jornalistas, num programa da SIC, afirmaram que o ministro Relvas havia vendido os Estúdios da Tóbis aos angolanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ora, segundo parece, toda a documentação ou espólio da guerra ultramarina se encontra nesses estúdios. E assim sendo, parece que, têm razão, os que por lá andaram a fazer a guerra em não aceitar que esta venda se faça. Ou seja, dar ao MPLA a oportunidade de vasculhar uma história, que deveria ficar para sempre secreta, só acessível para estudo, aos portugueses, e mesmo assim só daqui a 50 ou mais anos. É uma questão que não pode acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A memória ainda está viva. Muitos ainda se recordam. Muitos ainda contam histórias. Muitos calam histórias que nunca poderão ser contadas. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A guerra é&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;aquele monstro&lt;/i&gt;….toda a gente sabe disso. E com monstros, ou monstruosidades não há convívio nem partilha possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O relacionamento humano há-de refazer-se, mas com tempo, com bastante tempo, com gerações inteiras. E é pelos valores humanos de solidariedade, de justiça, de sã convivência e tolerância que as aproximações se hão-de fazer. Não é com a possibilidade de vasculhar seja lá o que for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Alertaram-me para este assunto. Aqui deixo o meu pensamento. Que o senhor ministro acabe com o feriado do 10 de Junho, contrariado, ainda me conformo; que não dê tolerância de ponto pelo Carnaval, contrariado “à raiz quadrada”, também me conformo; mas, cuidado: fazer reformas alterando costumes é demasiado perigoso! Apesar de não me convencerem as causas aduzidas, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;concedo&lt;/i&gt; todos esses desideratos governativos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas, que venda espólios de guerra já não me conformo. A uma venda desta natureza chama-se vender &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a alma dos &lt;/i&gt;que andaram na guerra. Essa alma é nossa, muito nossa. E a alma do povo português nunca se vende. Nem ao diabo. Faz parte do nosso património colectivo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;Noticias que agora recebo dizem que a Tobis foi vendida, mas os filmes e a documentação não. Esta ficou na posse do Governo português.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-3584331335934157444?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3584331335934157444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3584331335934157444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/02/vender-nao-e-so-vender.html' title='Vender? Não é só vender...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-133533729780009608</id><published>2012-01-29T10:25:00.001-01:00</published><updated>2012-01-29T10:28:26.165-01:00</updated><title type='text'>Feriados... e feriados....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O nosso mundo político anda cada vez mais cinzento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E o cinzento até seria uma cor agradável, não fossem as indefinições e as hesitações que revela. Mas não é nada de novo no nosso país. Umas vezes foi assim, ou talvez foi sempre assim. Como o fado, um mar de lamentações e de fatalidades…Desta vez são as reformas, como se tudo fosse reforma, ou tudo tivesse de ser reformado. Ou ainda, todos para a reforma, e pronto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O meu apontamento desta semana não poderá ser extenso, nem muito burilado no articulado. Apenas claro, como manda uma das regras básicas do texto escrito – clareza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Acaba de sair ou está para sair a abolição de alguns feriados nacionais. Ora bem. É assunto, no meu entendimento, no qual nem se deveria falar. Ainda por cima pelas razões que se invocam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os feriados são marcas visíveis da nossa História. Sempre assim foram entendidos. Constituem a escola visível &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de ver e de ler durante o dia e a noite&lt;/i&gt;, de perceber e entender, de contar à criança que está ao nosso lado, sem andar a perguntar e a consultar os livros da escola. O içar da bandeira naquele dia representa uma identidade, que é nossa e de mais ninguém. Porque cada um tem a sua identidade e cada um respeita a do outro, e ninguém tem o direito de impôr seja o que for. Parece que só nós somos a excepção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Num programa televisivo tive a oportunidade de sentir quão levianas são as ideias do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“tanto me faz que seja feriado, como não seja, nada me diz este e aquele feriado, etc, etc.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E fico abismado quando são palavras proferidas por pessoas eleitas pelo povo. E a razão é simples: quem tem &lt;personname productid="o dever" w:st="on"&gt;o dever&lt;/personname&gt; de falar em nome do povo, e sempre em nome do povo, não pode cair em deslizes desta natureza. Quando fala daquela forma está a negar-se a si próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os feriados são sinais da nossa História, meus senhores. São marcos da nossa identidade. Os feriados nunca foram causa nem motivo de menos produtividade nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Alguns deputados, geralmente, quando falam de assuntos de Estado, fazendo-o publicamente em nome próprio, metem água por todos os lados. Ridicularizam-se a si mesmos e dão uma imagem negativa do Estado que juraram servir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas prometi ser breve. E claro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Não faz sentido algum abolir os feriados que se tem indicado nos últimos&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dias.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;(1950 caracteres)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-133533729780009608?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/133533729780009608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/133533729780009608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/feriados-e-feriados.html' title='Feriados... e feriados....'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-417833675574935823</id><published>2012-01-24T16:42:00.002-01:00</published><updated>2012-01-24T16:42:57.731-01:00</updated><title type='text'>Uma visita à Casa da Montanha</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Alertado, e também convidado, fomos até à Casa da Montanha no dia 14 de Janeiro, para participar numa tertúlia ambiental: divulgar a Montanha, alguns produtos da ilha, e… imaginem!...provar um chá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Confesso que, apesar da distância e do tempo não ser o mais convidativo, lá demandámos, por esses matos fora, por estradas bem conservadas, com excepção da longitudinal e alguns troços no acesso à Casa da Montanha. Ainda assim, transitáveis, sem muito solavanco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Bem conservadas, e assim e assim, repito. E é o primeiro apontamento que registo. Felizmente que, antes das crises e das troikas, as estradas do Pico foram contempladas com as atenções merecidas. Não sabemos é para o futuro. Já que conservar o que se tem é, por vezes, bem mais complicado. Mas, vamos adiante…porque isso é o que está para se ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É sempre uma novidade subir até ao alto. Subir, nem que seja um cabeço dos muitos que esta ilha tem. Mas subir à “&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Montanha”&lt;/b&gt; é sempre uma frescura, um pisar de tapete de procissão, enfeitado das mais belas flores, rodeado de animais que nos olham mansa e docemente. Sem esquecer os simpáticos melros pretos, pardais, tentilhões e canários que constantemente se cruzam, ora para a direita ora para a esquerda, nas tarefas diárias, procurando alimento, fazendo ninho, tratando dos filhotes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas não só. O olhar, o nosso olhar, vai sempre para as encostas, para o canal, para o Faial, para São Jorge, Terceira, Graciosa e tudo o que a vista alcança. Vai para o sol escondido, vai para a chuva que por vezes nos salpica, e também para o nevoeiro que nada deixa ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O percurso levou-nos à Casa da Montanha, uma estrutura recente de apoio a quantos arriscam a subida até ao cimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Arrumado o carro, para lá nos dirigimos. Fomos recebidos pelos responsáveis da iniciativa. Não fomos sozinhos. Outros já lá tinham chegado. Outros chegaram depois. Isso deixou-nos satisfeitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Afinal, um chá na Casa da Montanha, terá mais sabor rodeado de muitos outros, nas alturas da terra que pisamos. Muito longe de outros locais já consagrados da beira-mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas, antes, ouvimos o responsável, o senhor Geólogo Manuel Paulino, a dar as boas vindas. Um encontro para divulgação do que é nosso: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a Montanha, em primeiro lugar que nos acolhe; e depois os produtos da nossa gastronomia – doces, bolos e biscoitos das padarias “Dos Feitais” e “Andrade” e as ervas aromáticas da “Casa Ávila” –, que os seus responsáveis trouxeram para este encontro de Chá na Montanha. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Presentes, que responderam ao convite, alguns estrangeiros e outras pessoas ligadas à cultura. Talvez umas 50 pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Já no regresso, pelo mesmo caminho, divagámos para outros horizontes culturais, deixando para trás alguns momentos da boa divulgação da ilha: do que nela se faz ou pode fazer. Neste caso menos divulgado, mas também importante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Afinal, foi um encontro, que acabou por ser, também, um momento afectivo à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Montanha do Meu (Nosso) Destino.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-417833675574935823?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/417833675574935823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/417833675574935823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/uma-visita-casa-da-montanha.html' title='Uma visita à Casa da Montanha'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4797300846433853088</id><published>2012-01-20T08:27:00.002-01:00</published><updated>2012-01-20T08:27:43.397-01:00</updated><title type='text'>Já chegamos à Madeira?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É uma expressão comum, usada quando, por vezes, se alteram os códigos de conduta. Se calhar, nada tem a ver com a Madeira, talvez com outras regiões. Também se costuma dizer, quando tudo nos parece a torto e a direito, e exclamamos: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“isto mais parece uma república das bananas”!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ouvimos, semanas atrás, o resultado de uma lei feita no parlamento regional da Madeira, que valida o voto de um só deputado por todos os outros da sua bancada. Não sabemos se chegou a ser publicada, e se já faz parte do direito naquela Região Autónoma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A maioria dos deputados, sendo mais limitado seu número do que os anteriores, não permitiria muitas ausências. Para evitar votações negativas, nada melhor do que acautelar o resultado – fazer com que o voto de um só deputado tenha o valor de todo o grupo maioritário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao longo de todos estes anos que temos de vida democrática, temos assistido a muitos actos não democráticos e outros menos democráticos. Este que agora aconteceu é forçosamente “não democrático”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O mais grave é que aconteceu no coração do poder – na Assembleia Legislativa, onde se fazem as leis. Isto quer dizer que a corrupção, de que todos se lastimam, começa pela própria Assembleia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assim sendo, não há democracia que resista. O caminho está aberto para tudo o que vier á cabeça de cada um. Se tudo se permite, ninguém se pode admirar dos resultados daí advenientes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não vamos, neste apontamento dizer nada que já não tenha sido dito, quer a propósito deste caso e de outros, como o de Berlusconi, na Itália, que fazia aprovar leis só para seu benefício, para se livrar da justiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não falamos das imunidades e das leis viradas para os próprios detentores do poder, para as regalias em transportes, alimentação e alojamentos. Em contraste com outros, como na Suécia, que deveria ser exemplo, nós, ao contrário, começamos por dentro – o melhor &lt;personname productid="em tudo. Para" w:st="on"&gt;em tudo. Para&lt;/personname&gt;, no entender do povo que se representa, estar tudo pior. Que bela democracia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É, afinal, o contrário do que deveria ser – em primeiro lugar os eleitores, o povo que vota. E, se vota, há-de respeitar-se o seu voto. Que começa no parlamento. Com a contagem dos deputados presentes. É uma condição democrática – a presença de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por um se ganha e por um se perde. É a democracia que assim o exige. Se assim é nas urnas, também dever ser no Parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Manuel Emílio Porto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;escrito segundo a ortografia antiga&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4797300846433853088?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4797300846433853088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4797300846433853088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/ja-chegamos-madeira.html' title='Já chegamos à Madeira?'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8728530908022882044</id><published>2012-01-18T08:25:00.000-01:00</published><updated>2012-01-18T08:25:18.749-01:00</updated><title type='text'>Festa do Padroeiro</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A 17 do corrente foi dia de ir ao santo padroeiro – Santo Antão, patrono dos animais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pelo caminho recordei os pastores do mato: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ao portal das vossas vacas//Mamei leite nas tetinhas //Santo Antão vos guarde as vacas// Mais as vossas bezerrinhas”. &lt;/i&gt;Ou então: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Passei pelas vossas vacas // Mamei leite, deu-me sono // Santo Antão vos guarde as&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vacas // Mais a vós que sois seu dono&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Levei a minha prenda ao santo padroeiro, cuja freguesia o ministro Relvas quer riscar do mapa. Espero que se lembre que é seu protegido – já que também faz parte da lista dos humanos – e que o deixe em paz no seu trono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tempo esteve nublado com boas abertas, embora bastante frio. Foi dia de ver gente mais velha, também do meu tempo, e de estar com os meus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;De nada mais teria a dizer deste dia de Santo Antão. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Foi mais um, e este já está na conta&lt;/i&gt;”, diriam os mais velhotes. Mas há sempre uma nota a revelar ou a recordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os presentes a Santo Antão, em tempos recuados, eram mais a “talhada” do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;toucinho dos porcos&lt;/i&gt; do que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de bonecos de&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;massa sovada,&lt;/i&gt; como hoje acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As matanças eram quase sempre em Janeiro, o mês do Padroeiro. Os dias começavam a ser “apalavrados”, fixos, entre parentes e amigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Depois das escolhas feitas e combinadas, estava o mês de Janeiro todo ocupado. Em tal dia, sou eu, em tal dia, és tu, e assim sucessivamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O mês de Janeiro era para matar os porcos. Depois, já em Fevereiro, havia as vinhas para cavar e as primeiras sementeiras nas zonas ribeirinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os porcos, em Fevereiro, já deviam estar nas salgadeiras. Prontos para acompanhar homens e mulheres durante o dia nos campos a mondar, a tratar das sementeiras, a cuidar dos animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje, não há salgadeiras. Há os frigoríficos. Os animais já não lavram os campos nem puxam os carros. Em qualquer altura do ano se mata um porco. Tudo se modificou, tudo se liberalizou. Mais espaços para os afazeres diários, mas, entenda-se, o espírito solidário, permanece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os costumes, pois, modificaram-se. Não com alterações substanciais, mas com as acomodações exigidas pelos novos tempos. Festas menos prolongadas como convêm. Como os novos computadores – menos volumosos, mais concentrados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Santo Antão também se acomodou. Deixou de ter toucinho, apesar de ainda se matarem porcos &lt;personname productid="em Janeiro. Passou" w:st="on"&gt;em Janeiro. Passou&lt;/personname&gt; a ter mais promessas de massa sovada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em vez de ser todo o dia de festa, que começava de manhã, passou a ter a missa Solene à tarde, seguida de arrematações e procissão. Como já acontece por todo o lado, até pelo Bom Jesus. Estamos na época do mini. Mas sempre, como ainda reclama o povo crente, não todo, no seu dia próprio. A Banda, este ano, foi a de Santo Amaro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Perante as crises que atravessamos, que também atingem os santos padroeiros, só nos falta dizer que esperamos, no próximo ano, voltar, nem que seja para ver se ainda preside aos destinos da freguesia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;(2.471 caracteres)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8728530908022882044?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8728530908022882044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8728530908022882044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/festa-do-padroeiro_18.html' title='Festa do Padroeiro'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1380212526760089704</id><published>2012-01-11T09:43:00.000-01:00</published><updated>2012-01-11T09:43:10.293-01:00</updated><title type='text'>"Janeiro fora, mais uma hora"</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Diz-nos o tempo que já levamos, que o “ditado” está ligado aos afazeres dos campos e ao tratamento dos animais. Mais uma hora para amanhar sementeiras e tratar dos bichos, mais uma hora da luz do dia, mais uma pequena economia nos gastos do azeite ou do petróleo. “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Quanto mais tarde se acender a luz, maior será a economia! É preciso poupar!”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Mais uma hora”, hoje, continua a ser determinante para os afazeres, não só no campo como em noutros locais de trabalho. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nos tempos presentes – com a indignação a não querer abrandar – faz sentido voltar a esta filosofia da ocupação do tempo, medido pela luz solar. Custa voltar a ser conformista sem o querer ser. Mas tem de ser. Dois passos à frente, um atrás, ou menos ainda, sabe-se lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Estamos &lt;personname productid="em crise. Por" w:st="on"&gt;em crise. Por&lt;/personname&gt; toda a parte se fala na crise. A Europa que todos louvavam passou-nos uma rasteira, que deu em desgraça, e uma desgraça nunca vem só. E é verdade. Traz consigo outras desgraças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A Europa levou-nos para a sua mesa. Fez-nos estradas e pontes e barragens. Depois de tudo feito&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;, outra&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Europa&lt;/b&gt; mandou-nos embora. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Vocês não as ocupam, não precisam delas, vamos nós ocupá-las”. “Vamos passar&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pelo vosso país deixando lá o que nos interessa deixar&lt;/i&gt;”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Nós é que mandamos!”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E nós ficamos a olhar. De boca aberta. Ficamos pior do que dantes. Ficamos reduzidos às nossas courelas. Ao quase nada. De mãos a abanar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas…não podemos ficar imóveis. O que fazer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Temos um remédio: ocupar o tempo, saber ocupar o tempo. Porque leva à poupança, leva a mais economia. Colocando sempre em primeiro lugar o sustento, evitando usar o que nos trazem de fora. Como agora, segundo as noticias que andaram por aí, de leite espanhol a 13 cêntimos o litro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É de ficar indignado. E dizer assim: fechem já as fronteiras. Nunca mais agente se levanta. Cotas para isto e para aquilo, e não há regras para os preços? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As alternativas começam pelas nossas hortas, pelos nossos campos. Nos mercados insulares. Com produtos tradicionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Este terá de ser o caminho, embora seja de opção individual, pois nunca uma autoridade regional, ou nacional, poderá legislar sobre as escolhas de cada cidadão. Dependerá das opções, e dos preços. Aqui, sim, tem a palavra o governo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E depois, sempre tivemos outros caminhos. Os primeiros caminhos são sempre os melhores – os ultramarinos. Voltar a ter barcos para ir para longe e mais longe, sempre mais longe. (Não há amor como o primeiro). Nunca devíamos ter deixado encalhar os nossos orgulhosos barcos – o orgulho dos mares que foram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Mais uma hora” de trabalho em Janeiro, mais em Fevereiro e Março e por aí fora, é estimulo para mais produção. Para ocupação do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A nossa terra é das mais produtivas. Assim o entendam os mais novos, desabituados que andam nestas andanças e pouco motivados para estes apelos. Mas é o caminho. “Mais uma hora”. “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;De hora a hora Deus melhora, podes ter fé no rifão, mas não durmas, vai buscando remédios por tua mão”.&lt;/i&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;2570 caracteres)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1380212526760089704?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1380212526760089704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1380212526760089704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/janeiro-fora-mais-uma-hora.html' title='&quot;Janeiro fora, mais uma hora&quot;'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4243986827798442767</id><published>2012-01-09T09:31:00.000-01:00</published><updated>2012-01-09T09:31:19.723-01:00</updated><title type='text'>As nossas freguesias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Refiro-me, hoje, a todas elas em geral, sobretudo àquelas que andam nas bocas do mundo, condenadas a serem colocadas em arquivo morto, as freguesias rurais. Isto é, sem préstimo. Apenas para consulta dos historiadores, quando a história começar a ser reescrita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por enquanto, continuam as intenções e o possível desfecho. Todos esperam que esta chamada reforma não tenha passado de um simples devaneio, de político mal preparado – quiçá formado nas lojas da maçonaria – que não conhece a história do seu país, quão difícil foi a formação das freguesias e a importância que elas têm para os seus habitantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Já vimos, nos jornais, o pensamento dos deputados regionais. De alguns, bem entendido. Estou em crer que todos vão afinar pelo mesmo diapasão, o uníssono, a unanimidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E, atento e confiante, neste clima de esperança que se vive, (eu tenho esperança), voltamos a chamar a atenção para &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;o espírito de grupo&lt;/b&gt;, nado e criado à volta da igreja paroquial e da escola primária. Padres, professores, lavradores, proprietários, pescadores, comerciantes, criadores de manadas, artistas da pedra, do ferro, do calçado, da lã e do fuso, do tear e das rendas, saberes e interesses conjuntos formaram a freguesia que chegou aos nossos dias. Houve conjunto de esforços, todos no mesmo sentido. A unidade acima de tudo. Houve grupo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não queremos que tudo volte ao que era dantes. Não. Mas queremos que não se perca o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;espírito&lt;/b&gt;. A freguesia foi exemplo desse espírito de grupo. Na construção dos templos e das escolas, nas Irmandades, nas Companhias, nas Capelas do Espírito Santo e Ermidas de Santos à beira mar, nas reparações de pátios e caminhos, no abrigo que sempre encontrou para outros que vieram e se integraram. Nos tempos em que nada havia: nem água, nem luz, nem açúcar, nem sal, nem petróleo; por vezes nem farinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por necessidade aglomeraram-se. Vivendo no isolamento total, próximos uns dos outros era sempre mais consequente e seguro. Na catequese, na oração, na festa do padroeiro, nas primeiras letras. Na proximidade há mais conforto, melhor defesa, melhor entreajuda. E tudo extrapolou para a vida quotidiana. Nas matanças dos porcos, nas lavras, na manutenção dos caminhos de pedra roliça, na desflorestação, nas vinhas; em tudo o que estava relacionado com a vida de todos os dias do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É evidente que hoje não é assim. Mas…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas, há um valor que não se pode perder. É o valor da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;solidariedade ou de espírito de grupo&lt;/b&gt;. Fruto de uma mentalidade adquirida com suor e lágrimas. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Hoje&lt;/b&gt;, noutros contextos, noutros modos de vida e de novas dificuldades, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;tem pleno cabimento.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Todos, hoje, são chamados a participar na vida colectiva da região e do país. Uns, porque foram eleitos para isso. Outros, porque têm voz e podem clamar fazendo ouvir a sua voz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As freguesias rurais são ainda a base segura da ocupação do território, da sua valorização e do espírito comunitário que devemos preservar. É um crime se alguma for banida do mapa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;(2548 caracteres&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4243986827798442767?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4243986827798442767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4243986827798442767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/as-nossas-freguesias.html' title='As nossas freguesias'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4335973750035886376</id><published>2012-01-05T19:09:00.001-01:00</published><updated>2012-01-06T13:08:19.581-01:00</updated><title type='text'>O Santo Abade Antão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É a sua festa daqui a poucos dias. A 17 do mês. Neste concelho é padroeiro da Paróquia e FREGUESIA da Ribeirinha. Patrono dos que se dedicam aos animais. Dos animais domésticos, daqueles animais que são sustento e amparo de quem trabalha o campo. Porque é dos animais e do campo que vem, a todos, a vida. Mesmo para aqueles que habitam as grandes cidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ora, aqui está um bom tema para os dias que temos pela frente, celebrando Santo Antão, Padroeiro. Por isso o trazemos para reflexão, ou para uma simples leitura afectiva. Mas penso que neste momento, é mesmo bom pensar mais na terra que produz, na Freguesia, e deixar que o Padroeiro faça o resto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os homens daquela freguesia, em tempos remotos, desconhecemos como e quando, certamente guiados pelos ensinamentos da santa Madre Igreja, escolheram, para a protecção da sua actividade, o Santo Abade Antão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tido pela tradição como um santo eremita, de vida campesina, companheiro dos animais, melhor escolha não poderia ter sido feita. E se a fé foi motivo da escolha, então há que celebrar o seu dia, anualmente, no dia próprio que a santa Madre Igreja indica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esta fé ainda persiste nos tempos que correm. Ainda hoje, a pequenina igreja paroquial se abre aos fregueses e a alguns forasteiros das redondezas. Vindos do sul e do norte. Depois da missa de festa, própria para os padroeiros, a procissão e arrematações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na lírica popular recorda-se a cantiga: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Passei pelas vossas vacas//Mamei leite, deu-me sono//Santo Antão vos guarde as vacas// Mais a vós que sois seu dono. Ao portal das vossas vacas//Mamei leite nas tetinhas//Santo Antão vos guarde as vacas//Mais as vossas bezerrinhas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Uma lírica de solidariedade, confiança e de entreajuda nos destinos comuns, fruto da fé no padroeiro, são os nossos comentários desse espírito, que ainda perdura. Perdura na comunidade, e que importa salvaguardar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aconteceu e continua a acontecer. Aconteceu em tempos não muito remotos na melhor qualidade de vida. Continua a acontecer, certamente, na consolidação de maior solidariedade, para os tempos próximos. Melhor dizendo: que voltam a ser difíceis, quase como antigamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E se antigamente o espírito de comunidade existiu, seria bom que as dificuldades que se avizinham, movidas pelo ministro Relvas, não fossem a destruição desse espírito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por favor, que não haja destruição. Salvemos o espírito de grupo. Porque é no espírito de grupo, com o espírito de grupo que se vencem as dificuldades. Grandes ou pequenas. Concelhias, açorianas e nacionais. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;A freguesia&lt;/b&gt; é a imagem visível desse espírito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um pouco semelhante ao que se diz da família. Hoje está em marcha o apoio à sua coesão, que é, na verdade, o cerne da vida social. Pois o mesmo se deve dizer da freguesia, a mais pequena instituição colectiva das famílias aglomeradas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E já dentro deste combate, levantado pelo ministro Relvas, a lírica popular continua atenta, sem entender desprepositada iniciativa: &lt;em&gt;"Ao portal das vossas vacas // Mamei leite, deu-me azia // Santo Antão vos guarde as vacas // Mais a vossa freguesia&lt;/em&gt;". Ou então, compreensivamente: &lt;em&gt;"Ao portal das vossas vacas // Cortei relvas, fiquei na minha // Santo Antão vos guarde as vacas // Mais a vossa freguesia".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O Santo Abade Antão ajudou a fazer a comunidade. Vai ajudar, certamente, de novo. É o líder. Tem sido, e tem desempenhado bem o seu papel. Todos ao Santo Abade Antão – o nosso padroeiro!&lt;/span&gt; (2573 caracteres)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4335973750035886376?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4335973750035886376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4335973750035886376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2012/01/o-santo-abade-antao.html' title='O Santo Abade Antão'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-6437260529896261633</id><published>2011-12-29T08:41:00.029-01:00</published><updated>2012-01-04T07:17:13.448-01:00</updated><title type='text'>Do Natal do "Atlântida" na Ponta da Ilha... ao Natal dos "Teólogos" no grande corredor superior</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O programa “Atlântida” do Natal de 2011 abraçou toda a gente. Dos Açores, do Canadá e das Américas. Foi até aos lugares onde há gente das ilhas. Cumpriu a sua missão de serviço público. Esperemos que o senhor ministro Relvas não corte a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;relva&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;toda,&lt;/i&gt; na RTP Açores, como parece querer cortar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Se assim acontecer, desculpem a ironia, pode bem dar-se o caso de, ter sido a última viagem do programa, passar a haver menos serviço público, e o senhor ministro ficar a ser conhecido como o ministro &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;corta-relvas&lt;/i&gt;. Para depois, se poder exclamar, como o poeta&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;: “já não vem ninguém”&lt;/i&gt;,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;e o povo completar&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;: o ministro cortou tudo.&lt;/i&gt; O que seria desolador para uma autonomia que ainda há pouco nasceu. Não seria aborto, já de si mau; seria infanticídio, que é pior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Feita esta observação crítica (em nada partidária, bem entendido), e relevando a importância da ligação fraterna com toda a comunidade açoriana, espalhada pelos quatro cantos do mundo, permitam-me que releve um aspecto que terá ficado na obscuridade, após a exibição pública do programa. Foi um programa cultural&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;,&amp;nbsp;mas também de sabor pastoral.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por muito que se queira dizer, separando conceitos, afastando sensibilidades, estão intimamente ligados entre si.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Cultural e pastoral, &lt;/em&gt;dentro da Igreja Católica, são adjectivos que andam sempre de braço dado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todos os componentes que intervieram na parte musical deram mostras da sua capacidade criativa. Do que são capazes de fazer. E o mesmo sucedeu com todos os outros participantes, mormente pelo seu criador/apresentador, sobejamente conhecido, e por outros que deram o seu testemunho qualificado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Na execução dos números musicais, dentro das suas limitações - que as tem -&amp;nbsp;o Coro trouxe ao de cima os valores do natal cristão, nas suas vertentes culturais e religiosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 4;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Passadas algumas horas, e sentado a escrever duas linhas a propósito, lembrei os serões natalícios de outrora, no grande corredor dos teólogos de Angra, enfeitado de pinheiros, criptomérias e outras verduras, com luzes e luzinhas embrulhadas em papel colorido, ouvindo suavemente os alunos teólogos, (a capela da instituição) acompanhados ao piano pelo Artur Goulart, sob a direcção do Armindo da Luz, executando o vilancico “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Nasceu, nasceu, pastores&lt;/i&gt;…”, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Noite&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Feliz”&lt;/i&gt;, ou ainda o António Cordeiro, o Silvino Amaral e o José da Conceição, a executar uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bilbaína&lt;/i&gt; que começava assim: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;De colores se&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vesten los campos en la primavera&lt;/i&gt;… Mais as poesias, mais os pequenos trechos lidos, mais algum pequeno extracto de comédia ou de opereta. Costumes internos de todos os anos, de todos os natais, de todos os cursos, sempre&amp;nbsp;com novos protagonistas, de todas as consoadas e de todos os presépios, armados nas redondezas da porta de entrada, com acesso à sala de música - sala de aprender e de ensaiar. Sala de ouvir atentamente o mestre, guia seguro de vozes e emoções. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Este foi um programa que nos transportou a&amp;nbsp;todos estes&amp;nbsp;lugares e tempos recuados, menos recuados e mais recentes. Levou-nos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Aos primeiros passos, na seara, às primícias musicais, carinhosamente amparadas pela já idosa D. Alice Borba, organista competente,&amp;nbsp;nas novenas da Conceição e do Natal, na Angra&amp;nbsp;de 1963, sem esquecer a primeira visita pastoral. Uma&amp;nbsp;visita tão atribulada que deixou sua reverendíssima desorientado, borrando-se todo de tinta, quando tombava o seu juízo negativo no livro de tombo da paróquia;&amp;nbsp;na falta de acólitos qualificados, desolado, dizia: &lt;em&gt;quem pega aqui nas&lt;/em&gt; &lt;em&gt;pontas da capa?&lt;/em&gt; Uma tragédia!..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Aos teatros e aos ranchos de Natal, do Galeão dos “amaros”, "azevedos",&amp;nbsp;“correias” e “tarimbas”, sob os olhares "atentos e inquisitórios"&amp;nbsp;do Monsenhor e do Reitor; ao primeiro rancho de Natal que o condutor José Devesas&amp;nbsp;acidentou na valeta da estrada perto do cemitério da Piedade por altas horas da noite, e&amp;nbsp;que o&amp;nbsp;companheiro de oficio, Miguel, dormindo na Ribeirinha e sabendo do acidente,&amp;nbsp;socorreu prontamente;&amp;nbsp;sem esquecer, de novo, a segunda visita pastoral, pelo&amp;nbsp;porto da Prainha, em dia de muito inverno, na lancha Espalamaca, e.... outra tragédia:&lt;em&gt;&amp;nbsp;sem&lt;/em&gt; &lt;em&gt;vinho&lt;/em&gt; &lt;em&gt;nas galhetas!&lt;/em&gt; -&amp;nbsp;o começo,&amp;nbsp;da firme vontade, de&amp;nbsp;não voltar a receber terceira visita pastoral;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- À tropa da guerra&amp;nbsp;e aos natais de Sanza Pombo; das viagens à&amp;nbsp;fronteira, ao Quango,&amp;nbsp;e ao Sul de Moçamedes e às bebedeiras de um coronel amargurado com a esposa, ausente em Lisboa, sofrendo&amp;nbsp;de doença oncológica, com morte anunciada;&amp;nbsp;ainda a Cabinda e ao Maiombe, com mais um Natal, onde se encontraram os guerrelheiros inimigos para os primeiros passos da paz há muito desejada;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;-&amp;nbsp;À terra-mãe,&amp;nbsp;ilha negra, terra de baleeiros e pastores do santo abade Antão; terra do salvamento do Órgão de Tubos com o Padre Trigueiro;&amp;nbsp;terra dos xilofones da Escola do Centeno, do Manuel Xavier, do Costa e da Regina do "Grupo de Cantares"; terra que foi do Padre Rogério e da fundação do Grupo Coral que sempre incentivou enquanto&amp;nbsp; viveu junto dele; terra que quase viu destruido o trabalho que deixou, por um estranho clérigo vindo de terras distantes; terra das novenas do Bom Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;- Aos natais de hoje e de sempre. Sempre com música. &lt;/span&gt;Porque o Natal tem sempre música, em qualquer lugar, com qualquer instrumento. Até com um simples assobio. No meio das maiores tormentas, tempestades, conflitos e guerras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No programa televisivo não houve, nem comédia, nem tragédia. Houve a representação, alusiva ao presépio, pelas crianças da freguesia, houve a poesia de Dias de Melo, dita por quem sabe, houve os testemunhos dos usos e costumes natalícios, e houve a música coral. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E também a presença do jovem pároco e coralista João Ponte, que, apesar dos compromissos já assumidos, soube conciliar, dando ali o seu testemunho, sem complexos nem tibiezas; um luzeiro, no meio do deserto negro da ilha; testemunho que mais reforçou a lembrança de outros tempos,&amp;nbsp;e o&amp;nbsp;contraste com os tempos presentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O programa “Atlântida” do Natal de 2011 deu-nos a lembrança, fugaz embora, da década de 50/60 do Seminário de Angra. Por isso, e sobretudo por isso, o programa, gravado na Ponta da Ilha foi, não só cultural mas também de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;sabor pastoral&lt;/b&gt;. Apesar de ter sido feito pela laicidade de hoje, acabou por ser um reflexo dos movimentos culturais da Angra eclesiástica do século passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Foi um reflexo, sim, desses anos já longínquos. Reflexos que estão, infelizmente, a desaparecer, a desaparecer cada vez mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A verdade é que já não existe um Coelho de Sousa, um Antonino Tavares, um Edmundo Oliveira, um Piques Garcia e tantos outros – artistas da beleza e do belo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E ainda de outros, que, felizmente, fazem parte do nosso viver quotidiano, marcam a sua presença válida nos lugares onde residem.&amp;nbsp;Exemplos:&amp;nbsp;o José Rodrigues, o Armindo da Luz, o Artur Goulart, o António Cordeiro, o Avelino Soares, o &lt;personname productid="Agostinho Quental" w:st="on"&gt;Agostinho Quental&lt;/personname&gt;, o António Moniz, o &lt;personname productid="Manuel Azevedo" w:st="on"&gt;Manuel Azevedo&lt;/personname&gt;, o José Gabriel, o &lt;personname productid="Carlos Sousa" w:st="on"&gt;Carlos Sousa&lt;/personname&gt;, o António Dionísio, o J. Francisco Costa e outros que a memória já não abarca. Sentimos a sua presença, não só na feitura do programa, como, sobretudo, quando nos sentámos a vê-lo, no televisor. Esta crónica é dedicada a todos estes e outros que conhecemos, e com os quais tivemos a felicidade de conviver na &lt;em&gt;santa casa mimosa de Deus&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Terão os responsáveis de hoje, visto este programa? Não sabemos. Se o viram, terão tirado as suas conclusões. Nós tiramos as nossas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Foi um programa feito por laicos, que fazem o que podem e sabem, e para quem o fazem. Sabem o que o público deseja. Vivem dentro da comunidade e com ela se identificam. Porque se assim não fosse, nada teria acontecido. É importante acreditar, viver e sentir a comunidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Para os jovens de hoje, aconselho que alimentem o espírito, que dá vida e sabor aos dias da vida terrena. Boas Festas e Feliz Ano Novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-6437260529896261633?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6437260529896261633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6437260529896261633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/do-natal-do-atlantida-na-ponta-da-ilha_5342.html' title='Do Natal do &quot;Atlântida&quot; na Ponta da Ilha... ao Natal dos &quot;Teólogos&quot; no grande corredor superior'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-2944175601745072433</id><published>2011-12-25T08:19:00.001-01:00</published><updated>2011-12-25T08:20:59.141-01:00</updated><title type='text'>Pela noite de Natal....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Pela noite de Natal, noite de tanta alegria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;caminhando vai José, caminhando vai Maria&lt;/i&gt;” – palavras populares de uma quadra popular natalícia – acompanharam-me, na mente, durante o percurso das Lajes por São Roque até Ribeirinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para decorar o pensamento, mandei que o leitor de CDs da viatura fosse rodando o CD NATAL: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Partiram os três reis Magos”, “Natal… na província neva”, “Canção&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pastoril”&lt;/i&gt;, e outros mais. O destino era a missa do Galo, com passagem para uma visita familiar, no norte da ilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Prosseguindo, e já na Terra Alta, as luzes da ilha Dragão, ao lado, bem vivas, pareciam luzes vindas do Oriente, anunciando qualquer coisa de inusitado. Acompanharam-me sempre até à gruta de Belém – a pequenina igreja da terra natal que o ministro Relvas quer varrer do mapa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Contrariando costumes antigos, a “Missa do Galo” foi às 21 horas. O que não tem nada de extraordinário, já que noutras partes do mundo, o mesmo terá acontecido. A hora da meia-noite, na medida do tempo, não é a mesma no mundo inteiro. Os fusos horários assim o indicam. Por isso, essa coisa da missa da Meia-Noite varia de lugar para lugar. É uma questão puramente racional. Não tem nada de dogmático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É, todavia, motivo de ironia, continuar a dizer “Missa da Meia” e mais ainda “Missa do Galo”, pelas 21 horas, já que não é fácil ouvir os galos a cantar àquela hora da noite, depois do sol poente. Se por ventura acontece, logo se dirá que é de mau agoiro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Galos, a cantar a esta hora?&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mau agoiro, são desgraças de certeza&lt;/i&gt;!... Ouvi exclamar muitas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Da celebração litúrgica que ajudei a cantar, ficou-me a convicção de que ainda as pessoas aparecem. Não, todavia, com a intensidade dos tempos mais antigos. O que não é de estranhar, no contexto social dos tempos que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se a “Missa do Galo” ou Missa da Meia-Noite é às 21 horas, é questão menor. As convicções suportam as pequenas mudanças. Porque é na convicção da mente e do coração que reside o suporte do acto de fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No regresso, por outro caminho – longe dos olhares atentos e camuflados do “santo ofício”, de feminino vestida pelas costas do norte da ilha – o pensamento foi direito para o “canto” do galo, que terá de fazer-se ouvir pelos campos, hortas e quintas de toda a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;freguesia&lt;/b&gt;. Aqui, a questão já é outra, bem mais pertinente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Terá de fazer-se ouvir, o galo, na &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;freguesia&lt;/b&gt;, que o ministro Relvas quer varrer do mapa. Aqui, outro galo canta. Canta de noite e de dia. Sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pelo que a maneira de o fazer calar, não será fazer do mesmo a “consoada” da véspera da noite de Natal, mas fazer com que cante no poleiro, e só no poleiro da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;freguesia&lt;/b&gt;, e de pescoço bem levantado, para ser ouvido em TODA &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;a freguesia&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Alegre, todas as manhãs, avisando cada freguês que são horas de levantar e ir para a terra, lavrar e tratar dos animais. Lavrar e tratar da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;freguesia&lt;/b&gt; que tem dono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Pela noite de Natal&lt;/i&gt;”…, o pensamento foi ao encontro do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Presépio&lt;/b&gt; e da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Freguesi&lt;/b&gt;a. O &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Presépio&lt;/b&gt; tem futuro, enquanto houver crentes que livremente o fazem e alindam; a&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; Freguesia&lt;/b&gt; obrigatoriamente terá de ter futuro pelas mãos dos fregueses que a justificam e do governo que suportam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No percurso, o CD NATAL rodou algumas três vezes. Num percurso amaciado, com música macia e suave, que distrai e ajuda o pensamento. Numa noite estrelada, como não já via há muito. Boas Festas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-2944175601745072433?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/2944175601745072433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/2944175601745072433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/pela-noite-de-natal.html' title='Pela noite de Natal....'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-5709381711744842589</id><published>2011-12-23T14:02:00.003-01:00</published><updated>2012-01-03T16:03:45.153-01:00</updated><title type='text'>CD NATAL, agora editado</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O Grupo Coral das Lajes percorreu quase toda a música tradicional açoriana, penetrou na música religiosa e sacra e nos últimos tempos abordou a música religiosa popular: do Espírito Santo e do Natal. O círculo musical ficou assim completo. Trilhado pela primeira vez, um pouco pela rama, entenda-se, pois ainda há muito por trilhar e fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Deste último, de que hoje nos ocupamos, digo que se trata de uma pequena colecção de cânticos que fizeram parte das Cantatas de Natal dos anos anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;De todos eles, e são muitos, escolhemos 10 temas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Numa abordagem simples, começaria por destacar o contributo do Prof. Manuel Francisco Costa que interpreta, como solista, três temas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Noite de paz&lt;/b&gt;, do compositor Carlos Adolfo Adam, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Natal dos simples&lt;/b&gt; de Zeca Afonso, e &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Natal… na província neva;&lt;/b&gt; este último com música do picoense &lt;personname productid="Fernando Machado" w:st="on"&gt;Fernando Machado&lt;/personname&gt; Soares, ilustre magistrado, sobejamente conhecido e apreciado pelas suas interpretações das canções de Coimbra, e letra de Fernando Pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;- &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Natal de Elvas, &lt;/b&gt;na voz solista de Lurdes Melo&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;,&lt;/b&gt; – um bela canção popular, com letra e música da nosso Alentejo rural, superiormente harmonizada por Mário Sampayo Ribeiro;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Fazem parte da colecção, ainda:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Partiram os três reis magos, &lt;/b&gt;uma melodia popular dos Açores relacionada&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;com os Reis Magos&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Canção pastoril – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;no duo Hélder Fernandes e Francisco José Soares - um tema popular&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;açoriano, lembrando a gruta de abrigo de pastores, do interior da ilha, assemelhando-a à gruta dos pastores de Belém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Nina-nan&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;a&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; – &lt;/b&gt;também popular açoriano do nosso berço de criança, aqui feito berço de Belém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Noite Feliz, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;tradicionalmente conhecido&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;, &lt;/b&gt;talvez o cântico mais conhecido em todo o mundo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Ave Maria – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;tema clássico de sabor palestriniano do compositor alemão F. Xaver Witt que viveu entre 1834 e 1888. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E, finalmente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Em Belém&lt;/b&gt;, tradicional inglês, numa adaptação dos franciscanos de Gondomar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Natal, Natal, gloria a Deus no céu, Paz entre os homens, vitória de Deus”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O nosso comentário final:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O Natal é o tempo da música por excelência. Não há Natal sem música. Os anjos foram os primeiros a cantar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Glória a Deus nas Alturas&lt;/i&gt;. Desde então nunca mais se calaram as vozes. Aqui estão as nossas, desta Ilha. Uma afirmação cultural do tempo em que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O Grupo Coral já vai em idade avançada. Ao longo de toda ela e nas gravações que já fez – e foram algumas – todas foram feitas pelo técnico da RDP – Açores, senhor Raul Resendes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A RTP – Açores, mais uma vez, veio até nós fazer o programa ATLÂNTIDA, levando consigo as gravações deste CD. Será mais um documento para recordar. Muito agradecemos essa disponibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E muito agradecemos à Direcção Regional da Cultura/ Presidência do Governo, e à Câmara Municipal das Lajes todo o apoio prometido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Louvamos todos os cantores que participaram. Louvamos os tocadores, os melhores que temos na ilha, sem ofensa para ninguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A semente está lançada. Se foi possível este percurso, que já é longo, outros também serão possíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Com gosto, paciência e persistência, tudo é possível. Os caminhos estão sempre abertos para os que vem depois. São os votos que aqui deixamos expressos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Continuação de Boas Festas e um Feliz Ano Novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Manuel Emílio Porto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-5709381711744842589?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5709381711744842589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5709381711744842589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/cd-natal-agora-editado.html' title='CD NATAL, agora editado'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1607399258085369140</id><published>2011-12-18T09:01:00.001-01:00</published><updated>2011-12-18T09:04:29.476-01:00</updated><title type='text'>Natal de tempos idos....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Já eram quatro horas da tarde. O sol declinava bem, estava bom tempo, o mar não se mexia e a maré estava quase toda descarnada. Um simples olhar pelas encostas da rocha da Terra Alta e do Baixio, antevia uma boa maré de lapas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Era 24 de Dezembro. A mulher tinha andado todo o dia a mexer em farinha para cozer uns pães de milho para a semana seguinte. Nada melhor do que tentar apanhar umas lapas para matar a fome, logo à noite, antes de deitar. Se assim pensou, melhor o fez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Antes passou pela adega da Ponta Gorda, levando consigo um pequeno saco e um faqueiro que lá tinha. Pôs-se a caminho pela costa abaixo e foi até ao “Pacinho”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A costa estava limpa de “escalhos” de baleia. Na semana anterior o mar bravo fez limpeza profunda e não havia notícias de se terem apanhado baleias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tempo que gastou não foi muito. O suficiente para conseguir apanhar um bom prato de lapas. Elas estavam mesmo a “modos de semear”. Eram mansas e havia muitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Contente e com o saco cheio, regressou a casa. Já era escuro, e a mulher andava preocupada com a demora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Só agora? Não sabias que sou preocupada quando não vens com dia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sabia, sim. Mas, eu vi uma maré de lapas como já não vejo há muito tempo. E pensei cá comigo: e se fosse apanhar um prato de lapas para cearmos, não seria uma boa ideia? Se bem o pensei, assim o fiz. Aqui te trago para a nossa ceia de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os sinos da Igreja haviam tocado Trindades com repenico no fim, dando a entender que naquela noite era a noite de Natal. Maria tinha entendido esse sinal do sino e disse ao marido que não respondeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acenderam a candeia de azeite, sentaram-se à mesa. Sobre a mesa as lapas e o pão ainda morno, cozido durante aquela tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Estas lapas consolam, disse o Manuel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- São bem saborosas, respondeu a Maria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mais saborosas do que o frango do ano passado, lembras-te? Retorquiu o Manuel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Lembro, sim, também era véspera de Natal. Afinal, a véspera de Natal é igual a tantas outras. A nós, que ainda há poucos anos nos casámos, não chegou a dita de melhores dias. Temos que poupar…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;… E depois … tenho ali umas galinhas que andam a pôr, não queria matar nenhuma agora, sempre vão dando uns ovos que ultimamente nos têm valido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na amassaria havia um jarro com vinho que havia trazido da adega. Beberam cada um seu copo de vinho. O Manuel ainda alimentou uma conversa sobre os dois bois que estavam na atafona. Por lá passou, deitou nas manjedouras uns pastos e voltou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ainda leu o Seringador para o ano seguinte. Riram com as anedotas, o juízo do ano da Tia Brígida e outras histórias. Apagaram a candeia de azeite. A lua via-se pela janela e era ela que alumiava os contornos do quarto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Deitados, ainda conversaram um pouco. Só conseguiram pegar no sono pela madrugada. Na cama, olhando o tecto e vislumbrando alguma estrela da noite por entre um ou outro buraco do forro, os pensamentos andavam longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Entretanto, o sino tocou por três vezes e a seguir repenicou. Maria, que tinha passado por uma sonolência, disse baixinho: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Já estão a alevantar a Deus&lt;/i&gt;”!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Será que vai ser sempre assim? Disse o Manuel que também tinha ouvido o sino. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- A Maria, sentindo qualquer coisa a mexer-se no ventre, exclamou: Se Deus nos der vida e saúde, havemos de ir todos os três, daqui a um ano, à Missa do Galo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- E uma consoada melhorada, te garanto eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Decorria o ano de 1937.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1607399258085369140?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1607399258085369140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1607399258085369140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/natal-de-tempos-idos.html' title='Natal de tempos idos....'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1753135982856694269</id><published>2011-12-14T08:30:00.000-01:00</published><updated>2011-12-14T08:30:21.241-01:00</updated><title type='text'>Angola 69/71  O regresso de há 40 anos  Texto revisto, feito postal de Boas Festas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Outubro de 1969&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Caros “Crocodilos”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os tempos, à data do embarque – 20 de Outubro de 69 – já eram muito conturbados, ameaçadores de futuros incertos, tempos propícios a fugas para outros países, na busca de uma vida estável que a Pátria não conseguia dar. Muitas deserções aconteceram. O país conheceu uma sangria acentuada. O ambiente da terra-mãe era de frustração. Apesar de tudo isso, e da proximidade do Natal, foram para a guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por outro lado, é bom de ver, também era de esperança. Movimentos inconformados já se faziam sentir. A esperança minava as ruas das cidades e os pátios das universidades. A mesma esperança, feita companheira de viagem, embarcou no Niassa e não esqueceu o Natal. Foi na praça, em frente à casa do Comando, no centro da Vila, do Norte de Angola. O melhor Natal, segundo alguns.&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os jovens de ontem e homens maduros de hoje – a idade não perdoa – tiveram a oportunidade de sentir e viver os movimentos da história recente. Foram protagonistas dos maus momentos, que geralmente antecedem os horizontes de luz e de esperança. Continuam protagonistas dos desejos ainda não consumados. Parece que a História é assim feita – de utopias e de frustrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Obedientes ao poder politico-castrense, sem nunca esquecer a retaguarda, coube-lhes percorrer Angola. Conformados, partilhando a mesma sorte, foram sabendo das notícias, foram sabendo e acompanhando o desenrolar dos governos de então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E foram confrontando, comparando, tentando encontrar uma explicação que só veio mais tarde, quando cada um, já se sentia aliviado do pesadelo dos anos vividos em terras africanas. Terras lindas, cativantes, mas que, muito dificilmente, poderiam continuar a ser nossas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os anos que por lá passaram – hoje parece evidente – foram tempos de defesa da própria vida, e tempos de alimentar a confiança no futuro. O objectivo era o regresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Raro o soldado que diariamente não punha uma cruzinha no dia do mês e ano, no calendário, pendurado na camarata, “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bem ilustrado e de rosas colorido”,&lt;/i&gt; para dizer assim em tom de exclamação: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“mais um dia para trás”, “menos um dia que falta”!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O companheiro das horas mortas – o gravador e leitor de cassetes – reproduzia músicas de Zeca Afonso, Adriano, Fanhais e outros. Música de vanguarda que alimentava a esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Pergunto ao vento que passa //Por notícias do meu país”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Há sempre alguém que resiste //Há sempre alguém que diz não”. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Já lá vai Pedro Soldado //Num barco da nossa armada”. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“O soldadinho não volta //Do outro lado do mar”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As cantigas matavam a saudade e davam ânimo. E muitas do gravador passaram para alguns, que não se escondiam para as cantar, dando origem ao conjunto “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Os Crocodilos do Quango&lt;/i&gt;”, com direito a hino, o hino do conjunto, depois hino do Batalhão, cuja letra aqui se transcreve:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sozinhos e desesperados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas sempre fiéis soldados&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não viram costas ao perigo;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Fazem frente ao inimigo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas horas tristes da vida&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É Deus quem lhes dá guarida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Esteja sol ou chuva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nunca faltam ao dever;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há momentos de amargura&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por causa da vida dura,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas horas tristes que há &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É Deus quem os salvará.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na mata o esforço é forte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quantas vezes frente à morte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nunca há uma certeza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É uma vida de tristeza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas horas tristes então &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É Deus que lhes dá a mão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Coro:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São crocodilos,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São do Quango&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São de Portugal também;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É o Batalhão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Que é sempre então&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“O mais alto e mais além”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Dezembro de 71&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E o&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; regresso&lt;/b&gt; chegou. Numa caravela de luxo – o Vera Cruz, a 7 de Dezembro, na véspera da Imaculada, Padroeira de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nas Caldas da Rainha, a 5 de Novembro de 2011 – 40 anos depois, foi a comemoração dessa data. Um convívio, não de saudade, mas de emoção sadia, que brotou da mesma vivência e da mesma entreajuda. As dificuldades – quando sinceras e verdadeiramente sentidas – não esquecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Receberam parabéns os que lideraram o encontro. Libertos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;das&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;altas patentes&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;político-militares&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;das&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mitras de&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ontem e de hoje,&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dos barretes&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;recentemente restaurados&lt;/i&gt;, coube-lhes a iniciativa. Livremente assumida e concordante. Sem vigilâncias do santo ofício, nem patrulhamentos castrenses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;À mesa reunidos, com rancho melhorado, sem arroz “aos saltinhos”, os ânimos foram de alegria, por mais este encontro de sã camaradagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um silêncio e uma oração para os que tombaram fizeram parte da ementa. E uma palavra solidária, para quantos, deste Batalhão e de todos os Batalhões, regressaram estropiados, e ainda hoje sofrem os efeitos da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Angola já está muito longe. Mas é bom recordar, enquanto houver um sobrevivente. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;É uma herança sem herdeiros.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;No livro “Angola 69/71”, editado no tempo do regresso, o capelão de então escreveu: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“O teu novo campo de batalha é bem mais difícil do que este que agora termina. Não cruzes os braços. Atira-te com valentia e vencerás. Portugal confia em ti e Deus nunca te desampara”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O capelão, e todos os que tiveram no convívio das Caldas, são hoje cidadãos e cristãos de uma Pátria, cristianizada pelos antepassados. Os votos de então continuam válidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há 42 anos foi o Natal da Guerra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;, logo após a chegada ao norte de Angola. O regresso foi hoje, já passou. Daqui a dias será o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Natal na Família&lt;/b&gt;. Um Feliz Natal para todos e até qualquer dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Caldas da Rainha, 5 de Novembro de 2011, no encontro dos homens do B. CAÇ. 2889 – 40 anos depois do regresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Manuel Emílio Porto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1753135982856694269?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1753135982856694269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1753135982856694269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/angola-6971-o-regresso-de-ha-40-anos.html' title='Angola 69/71  O regresso de há 40 anos  Texto revisto, feito postal de Boas Festas'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7854326349609653507</id><published>2011-12-12T07:39:00.000-01:00</published><updated>2011-12-12T07:39:11.148-01:00</updated><title type='text'>A Igreja: um obstáculo para a fé?  Por Anselmo Borges</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;O título em forma interrogativa desta crónica foi sugerido por uma afirmação cuja autoria não pertence a nenhum teólogo perigoso, mas ao próprio Papa Bento XVI, quando era simplesmente &lt;personname w:st="on"&gt;Jose&lt;/personname&gt;ph Ratzinger: "Hoje, a Igreja converteu-se para muitos no principal obstáculo para a fé." Afinal, apenas uma constatação. É verdade que, sem a Igreja, &lt;place w:st="on"&gt;&lt;city w:st="on"&gt;como&lt;/city&gt;&lt;/place&gt; se teria ouvido falar de Jesus e do Deus de Jesus? Mas, por outro lado, lá está o teólogo J. &lt;place w:st="on"&gt;I.&lt;/place&gt; González-Faus a dizer que a Cúria é responsável por mais ateus do que Marx, Nietzsche e Freud juntos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Já aqui apresentei as ideias fundamentais da mais recente obra de Hans Küng: Ist die Kirche noch zu retten? (A Igreja ainda tem salvação?). Retomo a questão, partindo de uma entrevista sua à SWR2, a propósito do livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;A quem o acusa de ressentimento responde: "Não. Julgo que continuo a ser capaz de falar muito bem com o Papa pessoalmente. Continuamos a manter correspondência e ele sabe que a minha preocupação é simplesmente a Igreja, mas que tenho uma concepção diametralmente oposta à sua no que se refere ao caminho a seguir. Interessa-me ressaltar que não chegámos a esta situação através do Papa Ratzinger, mas como evolução a partir do século XI." Aliás, enviou o livro a todos os bispos alemães, e as reacções foram "cordiais", e também a Bento XVI, com "uma carta cortês", na qual expunha como a sua intenção é ajudar a Igreja. &lt;place w:st="on"&gt;E Ratzinger&lt;/place&gt;, num "gesto positivo", fez-lhe chegar o seu agradecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;place w:st="on"&gt;&lt;city w:st="on"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Como&lt;/span&gt;&lt;/city&gt;&lt;/place&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt; exemplo da crise que atravessa a Igreja apresenta o caso da sua própria comunidade na Suíça. Havia quatro padres, hoje não há nenhum. Há um diácono fantástico, mas ele não pode presidir à Eucaristia por não ter sido ordenado sacerdote, e não pode sê-lo, porque é casado. "É completamente absurdo. Temos de abordar uma série de pontos muito concretos: 1. o celibato tem de ser opcional; 2. as mulheres têm de ter acesso aos cargos eclesiais; 3. é preciso permitir que os divorciados participem na Eucaristia; 4. deve estabelecer-se comunidades eucarísticas entre as diferentes confissões cristãs, sem se ter de esperar outros 400 anos."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Quando se faz o diagnóstico, vai-se ter inevitavelmente à reforma gregoriana. "A doença é o sistema romano", cujo gérmen foi introduzido com a chamada reforma gregoriana de Gregório VII, no século XI. Foi aí que se introduziu o papismo, o absolutismo papal, segundo o qual uma só pessoa na Igreja tem a última palavra. Isso produziu a cisão da Igreja Oriental. Aí radica o predomínio do clero sobre os leigos e o celibato obrigatório. A Reforma não teve êxito. O Vaticano II tentou lutar contra a situação, mas, com os dois últimos Papas, entrámos no restauracionismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;O sistema de domínio romano faz com que se publiquem permanentemente documentos, sem perguntar ao episcopado nem consultar ninguém. É &lt;place w:st="on"&gt;&lt;city w:st="on"&gt;como&lt;/city&gt;&lt;/place&gt; se a Cúria tivesse o monopólio da verdade da Igreja. E por que é que os bispos mantêm o silêncio? "Porque já foram seleccionados no contexto de compromissos prévios, porque na ordenação prestaram juramento ao Papa, porque não podem falar livremente."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Mas quem vai admitir hoje que "uma só pessoa reclame para si o poder legislativo, executivo e judicial sobre uma comunidade de mais de mil milhões de pessoas?" A palavra "hierarquia" (poder sagrado) não se encontra no Novo Testamento; o que aparece é "diaconia" (serviço). "Hoje reina uma estrutura medieval que, em princípio, só se encontra nos países árabes. Recorda-nos o comunismo: baseia-se no secretário de um partido único que decide tudo. O resto foi escolhido em função da sua lealdade à linha papal. O mesmo se passa com os bispos. Mas já nem na Arábia se aceita os autocratas."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;E a terapia? Faz falta, em primeiro lugar, "voltar às origens". "É impensável que Jesus de Nazaré comparecesse numa cerimónia do Papa; ele não teria lugar. É simplesmente uma manifestação de poder pomposa e imperial, onde todos aplaudem e os senhores deste mundo participam para serem vistos e ganhar votos."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 5pt; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial; font-size: 18pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;A Igreja tem de regressar ao Evangelho. "Reclamo uma Glasnost e uma Perestroika."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria;"&gt;Diário de Notícias,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;11-12-2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7854326349609653507?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7854326349609653507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7854326349609653507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/igreja-um-obstaculo-para-fe-por-anselmo.html' title='A Igreja: um obstáculo para a fé?  Por Anselmo Borges'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7486794563371799058</id><published>2011-12-09T08:23:00.000-01:00</published><updated>2011-12-09T08:23:36.500-01:00</updated><title type='text'>Não cortar a relva a eito...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É uma metáfora, sim. E fácil de entender. O ministro Relvas parece que quer cortar &lt;em&gt;a relva&lt;/em&gt; deste jardim &lt;em&gt;à beira&lt;/em&gt; &lt;em&gt;mar plantado&lt;/em&gt;, toda por igual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A mancha relvada do Portugal interior está nas habitações dos súbditos que elegem os governos e que são a razão de ser de Portugal como nação. Cidades, Vilas e Aldeias, são os ninhos de todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Importa, por isso, o máximo cuidado em não destruir a mais pequena parcela, por muito pequena que seja. Ela faz parte integrante do todo nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando se corta a relva de um jardim, ou se monda uma área do campo aberto, há sempre o cuidado de não ferir pequenos arbustos, pequenas árvores. São esses pequenos arbustos e essas pequenas árvores que dão beleza ao ambiente e às paisagens dos nossos campos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O leitor já percebeu que estou, de novo, a referir-me às nossas freguesias do campo. Por favor, deixem-nas estar como estão. Elas sempre se habituaram a viver isoladas, mas alegres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E também, por isso, souberam criar formas de vencer o isolamento. Hoje, são exemplo, para os que foram para o poder e, por vezes, se esquecem da sua origem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por isso, peço ao senhor ministro Relvas, que não corte a relva a eito. Faça-o com cuidado. Aqui não vale a poupança, que não tem razão de ser. Aqui, sim, vale a razão da proximidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todavia, senhor ministro Relvas, deixo-lhe uma margem para cortar a relva à vontade, caminho aberto para outras manchas populacionais – as cidades. E aí faça como entender, sobretudo quando se pode e deve invocar a poupança, já que a proximidade é por demais evidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As cidades e vilas podem muito bem ver reduzidas as freguesias. A começar por Lisboa e a terminar na mais pequena vila do País.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aqui nos Açores, há três exemplos flagrantes: Horta, Angra e Ponta Delgada podem ser cidades de uma só freguesia, cada uma com a sua. Espero que as autoridades regionais tenham o bom senso de não cortar à toa, pensando pela sua cabeça e não pela cabeça do ministro Relvas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E, sobre o assunto das freguesias, basta por agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7486794563371799058?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7486794563371799058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7486794563371799058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/nao-cortar-relva-eito.html' title='Não cortar a relva a eito...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1967475139350870119</id><published>2011-12-08T06:51:00.000-01:00</published><updated>2011-12-08T06:51:07.584-01:00</updated><title type='text'>Aqui mora gente!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Voltando ao assunto das freguesias – já não digo dos Concelhos, e muito menos das freguesias incluídas nas grandes cidades, esse será ou não também assunto, veremos, – temos de convir que as freguesias do campo são as guardas avançadas do nosso mundo nacional e regional. São elas que ocupam todo o território. Foram elas que se fizeram por si mesmas, sem ordenamento de ninguém. Desde o povoamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje dão-se conselhos, impõem-se condições, para a construção de uma ou outra habitação, como por exemplo o abastecimento de água e electricidade, terrenos movediços, etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas, continuam ainda os povos do interior a escolher o lugar para a sua residência. E vamos deixar que seja assim. Em nada contradiz o desenvolvimento da comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Neste apontamento, quero deixar bem claro que não é a poupança das freguesias rurais que vai trazer mais valias à Nação. A poupança das freguesias é tão mínima que se torna ridículo apontar o seu despesismo para causa da falência do erário público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Toda a gente sabe que as nossas freguesias rurais vivem da carolice dos seus eleitos. O que recebem – se é que recebem – não dará para muita coisa, em comparação com o muito que dão gratuitamente para o bem da sua comunidade. Não lhe retirem essa vontade de contribuir e continuar a contribuir com o que podem e gostam. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Aquilo é para o bem de todos, então vamos a isso!...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Esse gosto e essa vontade já vem de longa data. O isolamento foi a causa. Párocos e Professores contribuíram para quebrar essa barreira, transformando-a em virtude de bem-fazer. É importante que se mantenha. É um valor a preservar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Olho para várias freguesias rurais que melhor conheço e vejo trabalho feito, muito trabalho feito e bem feito. E mais: uma boa parte dele feito &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gratuitamente pelos povos&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esta imagem, vejo-a diariamente, e quero continuar a vê-la, repetida, sempre repetida. É a garantia de que nada foi mal conduzido. Antes pelo contrário. É a garantia da nossa continuidade, como povo, que sempre soube construir a sua identidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A Nação inteira precisa dos seus povos, aglomerados e agarrados aos lugares que fizeram para viver. Recordo com pena que o lugar das Faias e outros, nestas ilhas, tenham sido desabitados. Ali, morava gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É preciso, ao contrário, continuar a dizer sempre: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;aqui mora gente&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antigas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1967475139350870119?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1967475139350870119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1967475139350870119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/aqui-mora-gente.html' title='Aqui mora gente!'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8814288337739907740</id><published>2011-12-03T07:56:00.000-01:00</published><updated>2011-12-03T07:56:07.539-01:00</updated><title type='text'>Os feriados que temos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São muitos? São Poucos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São os que os homens deste país foram consagrando ao longo dos tempos. Ninguém tem nada a ver com isso. São nossos e de mais ninguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Alguns, oriundos do poder religioso, foram tomados e reconhecidos pelo poder civil. Outros, criados por este, outros ainda permitidos aos povos das aldeias e das cidades. Todos eles são marcos da História. Lembram algo de importante, que não deverá ser esquecido. Abolir feriados pode ser caminho aberto para o esquecimento. E, como consequência, um pouco para a perda da nossa identidade cultural. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nunca, no passado, tivemos a sensação de que os feriados tenham contribuído para a nossa decadência, para menos produtividade e mais pobreza. Antes, foram sinais de desenvolvimento cultural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Apesar das nossas fraquezas humanas que nos levam, por vezes, à preguiça e ao bom descanso, a verdade é que nunca deixamos para amanhã o que devemos fazer hoje. Aconteceu e acontece, sim, com cada um de nós &lt;personname productid="em particular. Mas" w:st="on"&gt;em particular. Mas&lt;/personname&gt; colectivamente falando, sempre houve bom senso no aproveitamento do nosso tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Olhemos apenas para a nossa Região: temos os feriados nacionais e também temos os regionais. Os nossos – os regionais – são poucos e foram criados pelos povos cristãos destas ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Referimo-nos, primeiramente, aos dias das festas do Espírito Santo, sobretudo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;segunda e terça-feira&lt;/i&gt;, que são dias destinados às festas maiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quanto ao primeiro – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a segunda-feira&lt;/i&gt; – foi já tomado para feriado regional pelo novo poder autonómico. Não acreditamos que o mesmo poder tenha coragem de o abolir ou desfazer, em nome de alguma produtividade, ou de alguma qualquer razão oculta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quanto ao segundo – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a terça-feira&lt;/i&gt; – é, por tradição, feriado popular em algumas freguesias e vilas. E mesmo nestas não haverá coragem de alguma oposição. Temo somente, que alguns chefes de serviços imponham a presença dos trabalhadores, não lhes permitindo celebrar esse dia juntos dos seus, nas suas comunidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E, finalmente, porque também se celebram as grandes festas do Santo Cristo, do Bom Jesus ou da Senhora da Serreta (e possivelmente outras) – além dos padroeiros espalhados por todas as ilhas – manda o bom senso político da governação, que se mantenha o hábito de ser feriado nesses dias. E que não se aumentem as burocracias para a justificação de alguma ausência ao serviço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não temos feriados a mais. Mesmo naquelas ilhas onde há sempre festas ou touradas por toda parte. Mas, serão os responsáveis locais a decidir. Pensamos que cada ilha poderá continuar a usufruir dos costumes que sempre soube cultivar, sem prejuízo do seu desenvolvimento e actividade económica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São poucas as actividades que não poderão ter feriados. A pecuária que obriga todo o lavrador a alimentar e a ordenhar as vacas todos os dias, e por conseguinte as fábricas que são obrigadas a laborar o leite que recebem. As pescas que exigem o seu processamento nas respectivas fábricas conserveiras. As mercadorias que entram e saem nos portos e aeroportos. Os doentes nos hospitais que esperam pela saúde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O feriado é para assinalar algo que foi importante na História. Os que temos não prejudicam em nada o nosso desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, aguardemos pelo que parece estar para vir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8814288337739907740?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8814288337739907740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8814288337739907740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/os-feriados-que-temos.html' title='Os feriados que temos'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-9115255912746986618</id><published>2011-12-02T10:13:00.000-01:00</published><updated>2011-12-02T10:13:27.315-01:00</updated><title type='text'>Ridendo castigat mores...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“A coisa &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Procurava identificar o ponto crítico de cada fenómeno”. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;(Marco Gomes, in A União de 22.11.11)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O ponto crítico de cada fenómeno será &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;a&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa.&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ora bem. Poucos se preocupam com a definição de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa. Coisa&lt;/b&gt; pode ser um pouco de tudo, geralmente no singular, bem definida, concreta: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Aquela coisa, esta coisa&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;outra coisa&lt;/i&gt;. Ou no plural: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;aquelas coisas, estas coisas,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;outras coisas&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O ponto crítico de um fenómeno depende da natureza do próprio fenómeno. Se for uma granada de mão, o ponto crítico será quando ela rebentar. E a explosão será a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas olhemos para a outra banda da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa&lt;/b&gt;. Mudemos o termo &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa,&lt;/b&gt; que é feminino, para o masculino. Logo teremos o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coiso.&lt;/b&gt; E aqui, o termo torna-se fosco, manhoso. O &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coiso &lt;/b&gt;já não é tão universal como a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa.&lt;/b&gt; Não se diz &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;este&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;coiso, aquele coiso, outro&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;coiso&lt;/i&gt;…Também não diz &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estes coisos, aqueles coisos, outros coisos.&lt;/i&gt; O &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coiso&lt;/b&gt; é quase um ente abstracto, embora a sua presença seja uma realidade insofismável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não é, pois, um ente mental. É real. E vive ao lado da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;coisa&lt;/b&gt;. E a sua função é provocá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Quando se provocam explodem. Está encontrado o ponto crítico, que se chama simplesmente A COISA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Está assim feita a análise de uma afirmação que parecia complicadíssima de entender. Afinal, uma &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;coisa &lt;/i&gt;tão simples.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;E.Porto&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-9115255912746986618?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9115255912746986618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9115255912746986618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/ridendo-castigat-mores.html' title='Ridendo castigat mores...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7283706850931442198</id><published>2011-12-01T10:05:00.004-01:00</published><updated>2011-12-03T18:10:36.135-01:00</updated><title type='text'>Por enquanto...vamos esperar para ver</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O meu conterrâneo, Professor Hélder Fernandes, lançou lamentações de indignação no jornal "O Dever" de&amp;nbsp;1 de Dezembro,&amp;nbsp;acerca do que se tem dito sobre a possibilidade de algumas freguesias virem a ser extintas. Concretamente referia-se à Ribeirinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Embora pressinta que nada de bom está para vir e que a indignação é sempre legítima, vou tentar tranquilizar aqueles que comungam das mesmas preocupações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Foi o poder regional que criou a nova freguesia. Foi a primeira. Já depois dela criou outras freguesias. O poder regional, pois, tem esse poder: de criar e extinguir freguesias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E dentro desse poder regional dei o meu contributo para a criação da freguesia da Ribeirinha. Nos arquivos do poder legislativo lá está a leitura do documento, feita antes de cada discussão. Ocupava o lado esquerdo do velho amigo Álvaro Monjardino. Tive no centro da discussão, e também votei a seu favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com estas recordações quero dizer, que também ficarei triste, se as previsões, provenientes de muitos lados, se vierem a concretizar. Não se estranha que venham das populações. Estranha-se, sim que venham de quem nada tem a ver com a organização administrativa da região. Tordesilhas já vai longe! (Para bom entendedor, meia palavra basta).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por toda a parte vemos trabalho feito. Nos arruamentos, nos muros de vedação, nos caminhos novos que rasgou, no seu porto da Baixa, nas reparações governamentais e autárquicas, na sua nova Sede da Junta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Penso, todavia, que ainda não terá chegado o tempo para levantar grandes lamentos. Estamos ainda nas expectativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas há pressupostos a ter em conta, e eles devem ser referidos. S&lt;/span&gt;e se quer reordenar o território em nome da poupança, teremos de ser frontais e dizer, preto no branco, poupar, sim, mas a começar por cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Isso mesmo. O poder regional – Assembleia Regional e Governo Regional com todas as suas Secretarias – teriam de situar-se numa só ilha. Só com esta mudança muito dinheiro se pouparia. Além disso, hoje, com as comunicações electrónicas, tudo se resolve em minutos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E depois, sim, façam-se os respectivos estudos. A organização autárquica já vem de muitos anos, séculos. Foi sempre criada por causa das pessoas. Foram elas que fizeram os seus concelhos, as suas freguesias, vilas e cidades. Foram elas que se impuseram, escolhendo os lugares para viver. Foi o seu trabalho, o seu dinamismo. O património urbano da freguesia ou da vila, ao povo pertence. Desde o primeiro povoador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não é alterando, nesta área, seja o que for que se vai levar à poupança, e à maior economia da Região. Pelo contrário. Quanto menos oportunidades se derem às pessoas, menos será possível o seu desenvolvimento. E este começa pela casa onde se habita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nesta fase, temos de ter em conta o seguinte: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;será o&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;poder regional a liderar todo o processo&lt;/b&gt;, se o mesmo vier a ser posto na mesa para discussão, (o que francamente, ainda não acredito). E não creio que os deputados da Região tenham coragem para falar em nome dos eleitores, aprovando leis contra os mesmos eleitores. E aqui, já não me refiro só ao povo da Ribeirinha, mas outros também. Um pormenor: será que nas próximas legislativas regionais, os partidos vão &lt;em&gt;referendar nos seus manifestos eleitorais&lt;/em&gt; alguma alteração neste sentido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por enquanto, estamos no guarda-vento da porta de entrada da grande catedral do poder. As portas ainda não se abriram. Apenas se ouvem passos perdidos e apressados nos corredores por detrás dos altares. Vamos esperar para ver e ouvir no desenrolar das cerimónias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para o Professor Hélder Fernandes a minha sintonia total. “Vamos lutar, a esperança é a última coisa a morrer”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7283706850931442198?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7283706850931442198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7283706850931442198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/12/por-enqauntovamos-esperar-para-ver.html' title='Por enquanto...vamos esperar para ver'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4785875059067651922</id><published>2011-11-29T06:47:00.000-01:00</published><updated>2011-11-29T06:47:28.837-01:00</updated><title type='text'>O Fado é do mundo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sim, senhor! Passou de Portugal e dos portugueses para o mundo inteiro – toda a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tal como ficamos contentes com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a humanidade da&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nossa Montanha&lt;/i&gt; e de outras parcelas, também agora manifestamos o nosso contentamento. E desta vez, por uma razão especial – trata-se de um bem imaterial, que é uma cantiga, muito querida dos portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O fado, como cantiga, está consagrado. Já estava consagrado. Pela voz de muitos homens e mulheres. Que ficaram para a história, e que, felizmente, hoje já tem lídimos representantes, seus seguidores. O futuro desta cantiga está assegurado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O fado, cantiga popular portuguesa, apresenta uma cor singular, muito de acordo com a história dos portugueses. Uma história feita de viagens longas, de ausências prolongadas, de encontros e confrontos dolorosos, de angústias e desilusões. Também de muitos amores e desamores, de afectos e desafectos. E de muitas tragédias. O fado lembra isso mesmo – a sina de um povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É uma canção de intimidade. De saudade profunda. De alma cheia, de coração grande, como a saudade que “arrocha o coração”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O fado, como canção musical, é de uma estrutura simples. Geralmente feita de acordo com a medida da quadra popular. Quatro frases, uma ou outra repetida, e está feita a música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Faço estes apontamentos, pensando que a mesma estrutura também entrou na cantiga religiosa e sacra. Há exemplos já experimentados neste campo. Nem sempre bem conseguidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Claro que não estou a ver uma celebração religiosa feita com fados. Ninguém vai a uma igreja, à missa dominical, para ouvir fados. Estes têm lugar na sua casa própria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Outra coisa é ver a composição musical em forma de fado, na sua estrutura e na sua medida, destinada ao ambiente sacro. Temas, naturalmente, para ocasiões especiais&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;, como entradas, ofertórios, meditação, acção de graças.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Trago aqui, para exemplo feliz, o tema dedicado ao Bom Jesus, com letra de Albino Terra Garcia, e já muitas vezes executado nas festas de Agosto no seu Santuário desta Ilha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra que por lá passou, bastante satisfeito se sentia quando ouvia cantar aquele tema. Assim dizia: vai ao encontro da piedade popular. “Até parece que é cada um a dizer o que lhe vai na alma”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Ó meu Senhor Bom Jesus // Sou peregrino do amor// Venho pedir uma graça // Para aliviar minha dor”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estas palavras são a confirmação do que se diz do fado: uma canção que fala de dentro para fora. Uma canção com alma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O mesmo se diz, pois, quando se entra no campo da fé, da fé de quem acredita, que canta o que sente no seu íntimo. É isso mesmo: é a alma que se manifesta através da poesia e da música popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Convém aqui recordar o que se diz da música &lt;personname productid="em geral. A" w:st="on"&gt;em geral. A&lt;/personname&gt; música não são apenas as notas, as pausas, os compassos, as modelações próximas ou arrojadas, a partitura. A música está acima disso tudo: a música é vida, é alma, é expressividade. A música há-de dar ao ouvinte a ideia de alguma coisa que vem de dentro para fora. E isso nota-se no rosto de quem toca um instrumento, ou de quem canta um tema qualquer. Basta reparar nos rostos dos executantes de uma orquestra, desde a batuta até aos grandes tambores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Leio que em Lisboa já se fizeram liturgias com músicas de fado. Nunca ouvi. Não creio em colagens, pois, nesta área, são simplesmente desadequadas e impróprias. Creio, sim, em construções novas. Baseadas na forma popular. Da poesia e da música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Agora, que o fado foi considerado património da humanidade, bem posso dizer, mais à vontade, que &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Montanha do Meu&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Destino&lt;/b&gt;, canção com letra de José Enes, é um autêntico fado dedicado à &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Montanha que nos viu nascer.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E mais não diria. Todavia, já que alguém levanta a hipótese de outros bens imateriais, como o Cante Alentejano, sou levado a exclamar: e a nossa Chamarrita do Pico?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É melhor dar o dito por não dito. Alguém, de imediato diria: antes o hino do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;senhôsantcrist!!!,&lt;/i&gt; ou, antes as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vuelhas!!!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ironias, à parte, deliciemo-nos com um bom fado. Cantado pela Amália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4785875059067651922?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4785875059067651922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4785875059067651922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/o-fado-e-do-mundo_29.html' title='O Fado é do mundo'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-5597977665059249965</id><published>2011-11-25T10:33:00.001-01:00</published><updated>2011-11-25T10:34:19.901-01:00</updated><title type='text'>No fim das colheitas...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;"O milho das Almas”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;"O milho da Conceição"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O milho cultivava-se no mais pequeno pedaço de terra. Nas hortas ribeirinhas e na meia encosta de enxada e alvião na mão; nos terrenos lavradios com bois de lavrar; e também mais no alto, em roças de relva e giesta, já em Maio adiantado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os milhos, colhidos, eram secos no forno. Poucos usavam as “burras de milho” ao ar livre. Depois de cada fornada – por vezes diariamente – as esteiras, feitas de junco das lagoas do mato, eram estendidas no chão da loja ou no quarto maior da casa. Sobre elas se colocavam as maçarocas tiradas do forno, prontas para serem debulhadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Sentados sobre a esteira, de pernas estendidas que apoiavam uma laje de pedra inclinada, a mão direita dava inicio à debulha, friccionando a maçaroca na pedra, caindo os grãos sobre a esteira. Nem todos tinham a máquina de debulha, um luxo só para os mais abastados. Dos que haviam regressado da rica América.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As secas dos milhos eram deveras trabalhosas e extenuantes. Na rua, bem perto da cozinha, era importante ter a lenha necessária. Gravetos para o acender do lume e achas para depois aquecer o forno. Importante ainda ter a lenha abrigada, por causa da chuva. Lenha alagada não arde, evidência pura que as mulheres da cozinha bem sabiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Feitas as temporadas das “secas dos milhos” – talvez umas três semanas de debulhas diárias, por vezes, mais – as caixas de pinho quase enchiam, consoante as produções relativas ao ano &lt;personname productid="em curso. Havia" w:st="on"&gt;em curso. Havia&lt;/personname&gt; anos bons e anos maus. Tudo se avaliava no fim das colheitas. Tudo se apaziguava e amansava nos dias seguintes, até às próximas sementeiras. O pão de milho era o mais importante numa casa. Para este ano vamos ter, para o ano que vem, sabe Deus!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas as pessoas também acreditavam que não estavam sós neste mundo. Eram agradecidos e sabiam que precisavam das bênçãos de Deus para as boas colheitas. Por isso, não se esqueciam dos parentes falecidos que lhe tinham deixado as propriedades, nem da protecção dos santos para a natureza que fazia germinar a semente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Para os parentes falecidos, ou para as almas, como se dizia, colocavam pares de maçarocas sobre o adro da Igreja, no dia de Todos os Santos. Era o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“milho das almas”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Uma imagem que ainda recordo – toda a parede do adro cheia de maçarocas, de uma ponta a outra. No mesmo dia, depois da missa, eram calculadas em alqueires, e depois arrematadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Para a protecção dos Santos, era a festa da Senhora da Conceição, a contemplada. Nas vésperas da festa, todas as casas eram visitadas, pedindo-se a cada família uma quantia, conforme as suas posses – um “razoila&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;”&lt;/i&gt; de meia quarta, uma quarta, por vezes um alqueire. Todo esse milho, em grão e já seco, era colocado sobre o sobrado, no canto da capela-mor. No dia da festa era arrematado. Era o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“milho da&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Conceição”&lt;/i&gt;. Recordo anos de mais de um moio de milho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O milho das almas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;o milho da Conceição&lt;/i&gt; são dois momentos de uma tradição que praticamente desapareceu. Hoje, já quase nada de semelhante aparece. Os tempos já são outros. Já pouco milho para grão se semeia. Só alguns, por gosto e tradição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas, tendo em atenção as crises que andam entre nós, não sabemos se algo voltará a acontecer. Os terrenos são os mesmos. Ainda existem. As pessoas e as mentalidades é que são outras. Será que o futuro aponta de novo para o campo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A festa das Almas já passou e a da Senhora da Conceição está quase a chegar. Aqui deixo, neste apontamento, uma lembrança dos tempos que já foram. Para os velhos recordarem. E os novos, de alguma forma, também lerem, esperando que não tenham de passar por costumes desses outros tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Era assim, na Ribeirinha deste Concelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-5597977665059249965?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5597977665059249965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5597977665059249965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/no-fim-das-colheitas.html' title='No fim das colheitas...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-884970365752169731</id><published>2011-11-22T20:56:00.001-01:00</published><updated>2011-11-22T20:56:14.161-01:00</updated><title type='text'>Os mercados do dinheiro...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Andou Bento XVI, mais uma vez, pela África. E um dos assuntos que abordou nas suas conversas e discursos foi a tentação dos mercados. “Afastai a submissão incondicional às forças dos mercados ou das finanças, bem como ao nacionalismo exacerbado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ora bem. Não é só o Papa que o tem dito. As crises que hoje nos batem á porta são mesmo fruto desses mercados. Não dos nossos mercados do pé da porta; daqueles onde vamos, quase todos os dias, fazer as compras para casa. Mas dos grandes mercados financeiros que compram e vendem dinheiro, e sempre em troca de dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quando o objecto do negócio é a compra e venda do dinheiro, está tudo perdido. Salve-se quem puder. É a forma de todos andarem dependentes uns dos outros. E sempre a avaliarem da credibilidade deste e daquele. Uma escravidão. É a nossa opinião, até que nos provem o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nem que fosse de propósito, chegou-nos às mãos um texto do terceiro presidente dos EUA, Thomas Jefferson, que diz assim: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo o americano alguma vez permitir que os bancos privados controlem e emissão da sua moeda, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;seus pais conquistaram&lt;/i&gt;”. (Whashington, DC – 1802).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Todos os países, ou governos, têm o seu Banco Central. Numa União de países são os Bancos centrais que vigiam e cuidam dos dinheiros de todos os povos que pertencem à União. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Em primeiro lugar está o poder dos governos, o chamado poder político, o único poder legitimado, e só depois o poder das finanças. Nunca o poder do dinheiro em primeiro lugar. Se não for assim, não será possível continuar a sonhar com a Europa, e quantas vezes – já aconteceu – com as próprias nações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A Comunidade, ou estabelece regras iguais para todos – iguais para todos, repito – ou então destrói-se a si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-884970365752169731?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/884970365752169731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/884970365752169731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/os-mercados-do-dinheiro.html' title='Os mercados do dinheiro...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-58314135307955991</id><published>2011-11-20T06:55:00.001-01:00</published><updated>2011-11-20T21:39:22.385-01:00</updated><title type='text'>Que grande perspicácia!!!!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sabem porquê? Ora leiam:&lt;personname productid="em Angra. Uma" w:st="on"&gt;&lt;/personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Regulamento interno&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não pôde conhecer as pessoas que morreram antes de ter nascido. Não poderia conhecer as pessoas que viriam a nascer depois de ter morrido. E durante a sua existência estaria limitado por uma série de condicionalismos incontornáveis, como sejam o espaço, a matéria, a energia, o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O fim da certeza&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Para estar aqui não podia estar ali. Quando estava aqui não podia estar ali. E, portanto, não podia estar aqui e ali agora. Não podia estar no mesmo instante em dois lugares distintos”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;In Jornal “A União”, de 19.11.11 – Marco Gomes, Director&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Agora, comentando...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nem que fosse &lt;personname productid="La Palisse. A" w:st="on"&gt;La Palisse. A&lt;/personname&gt; velhota da Ponta da&amp;nbsp; Ilha diria, talvez ainda melhor: “&lt;em&gt;esta foi tirada do cu com um pauzinho”, &lt;/em&gt;ou&lt;em&gt; &lt;/em&gt;então&lt;em&gt; "ficou com o cu a arder"&amp;nbsp;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 4;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quem manda, manda, dizia aqui neste lugar, há dias. E é assim. Quem manda acaba por ter este exemplo pela frente, compete-lhe a responsabilidade toda. Como diz o velho ditado popular: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“ a culpa não é do ovo, é da pata que o pôs”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Q&lt;em&gt;uousque tandem?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Manuel Emílio Porto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-58314135307955991?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/58314135307955991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/58314135307955991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/que-grande-perspicacia.html' title='Que grande perspicácia!!!!'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-3801624930775560595</id><published>2011-11-17T06:43:00.001-01:00</published><updated>2011-11-17T06:43:35.881-01:00</updated><title type='text'>A História repete-se?...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Costumamos dizer que a história se repete. E a verdade é que muitas vezes tem sido assim. Em 1910 veio a República. Com partidos, democracia e muitas promessas. Que nunca souberam acertar nos objectivos que programaram. Que tanto fizeram e desfizeram que deram azo ao 28 de Maio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Veio um iluminado que disse: é este o caminho e ninguém mais bufa. Assim vivemos os tempos de Salazar e Caetano, que também cansou demasiado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Veio o 25 de Abril, com promessas, partidos e democracia. Muita coisa foi feita, muita coisa parecia ir sempre para melhor. Mas, novamente parecem repetir-se os tempos fracassados dos outros anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ora bem. Não sou o primeiro a fazer esta análise, talvez demasiado simplista. Mas contém muito de verdade. Os nossos escritores souberam muito bem retratar os tempos da primeira República. Muitos têm tido o cuidado de os trazer de volta, e, para espanto de tudo e de todos, o diabo é que são mesmo muito parecidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acabo de chegar das terras do continente. Durante um dia tive a companhia de muitos homens que foram companheiros há 40 anos por terras de Angola. Para além do confronto das idades já longas, e das diferenças fisiológicas que se adquirem ao longo dos anos, veio a sensação das utopias e dos fracassos. E as conversas foram longas e animadas pela tarde fora, ora misturadas com feitos e façanhas dos tempos idos, ora regadas com as boas pingas do Douro e do Alentejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os povos greco-romanos foram sempre povos de características muito especiais. Muito dados às emoções fortes, às máfias, às corrupções, aos jeitos e às cunhas para tudo resolver na vida, apesar de terem sido berço da onda evangelizadora que veio de Belém. Entraram na União sem saber bem como, ou então a União não soube acautelar as linhas mestras da boa conduta solidária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os povos saxónicos, mais dados ao intelecto racional e calculista, foram sempre mais consistentes no seu desenvolvimento colectivo e solidário. Os choques, pois, mais cedo ou mais tarde, iam acontecer, como sempre, aliás, aconteceram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Muitos dinheiros chegaram a Portugal e à Grécia para criar estruturas. Elas aí estão, e o desenvolvimento estagnou, ficou com era. Não se criou riqueza para justificar os investimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Muitos barcos se abateram. Vieram outros mais modernos, mas parece que a produção não aumentou. Temos hoje boas estradas, mas não temos produtos a caminho da Europa e outros países. Se antes éramos uns pobrezinhos, hoje somos uns mendigos com caminhos abertos para outros nos virem trazer á porta as coisas de que necessitamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas, há, garantem-me, quem veja capacidade de levantar a cabeça e de sermos capazes de continuar Portugal. A história repete-se, é verdade! O que virá a seguir? Vivemos tempos muito complicados, mas de esperança. É a nossa convicção, como a de muitos, felizmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-3801624930775560595?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3801624930775560595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3801624930775560595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/historia-repete-se.html' title='A História repete-se?...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8249823445612123433</id><published>2011-11-13T10:01:00.001-01:00</published><updated>2011-11-13T10:06:20.919-01:00</updated><title type='text'>Quem manda, manda....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A 6 de Junho passado, tomava para título de opinião, a expressão comum de “Mete-se pelos olhos dentro”. Era uma opinião, baseada em factos concretos que aconselhariam outra solução. Pelos vistos, não nos enganámos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quase diariamente, costumava passar pelo jornal “A União”. As opiniões que lá se tombavam eram apelativas, sobretudo quando assinadas por credenciais de nome feito e respeitado. Exemplos: Bispo Marcelino, Dentinho, Monjardino e outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Confesso que a partir de algum tempo a esta parte, comecei a reparar com uma coluna que, só por si, desfaz o crédito do próprio jornal, ofusca a qualidade, e me diz ser melhor passar adiante. É como se de repente, nos aparecesse pela frente uma outra pessoa, toda de aparências tresloucadas, semelhantes aos doentes mentais da Casa de saúde de São Rafael.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os escritos, que não entendo, não compreendo, nem sei o que pretendem, do novo director, são isso mesmo: palavras e só palavras. Sem nexo nem tino. Assim não. Mas faço uma pergunta: é a união pastoral para a nova evangelização?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Continuo a dizer: os jornais entregam-se a leigos formados. A pastoral, em suplemento, distribui-se nas igrejas, à porta da entrada. Assim vimos em muitas igrejas e catedrais da França, Espanha e Portugal, por onde andámos nos últimos tempos. “Mete-se pelos olhos dentro”. Quem manda, manda; os resultados aí estão. Onde param os “doutores da lei” e as consciências esclarecidas da velha Angra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Manuel Emílio Porto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8249823445612123433?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8249823445612123433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8249823445612123433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/quem-manda-manda.html' title='Quem manda, manda....'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4992991272213065546</id><published>2011-11-07T18:11:00.002-01:00</published><updated>2011-11-07T18:12:33.410-01:00</updated><title type='text'>Angola 69/71 - Quarenta anos depois</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;(&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Encontro dos homens que foram militares da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 2889). &lt;/b&gt;Caldas da Rainha, Salão Milénio, 5 de Novembro de 2011 pelas 12 horas.&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Caríssimos “crocodilos”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Outubro de 1969&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os tempos, à data do embarque, já eram muito conturbados, ameaçadores de futuros incertos, tempos propícios a fugas para outros países, na busca de uma vida estável que a Pátria não conseguia dar. Muitas deserções aconteceram, o país conheceu uma sangria acentuada, da qual ainda hoje se ressente. A juventude é a maior força de uma nação, um princípio válido para todo e qualquer sistema político. Assim se dizia então, hoje diz-se e amanhã também se dirá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, se por um lado o ambiente português era de frustração, de “à rasca”, como hoje se diria, também já era de esperança. Os governos pareciam indecisos. E alguns movimentos inconformados, já se faziam sentir por todo o país. A esperança já minava os corredores dos poderes e das instituições públicas e privadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Tiveram estes homens de hoje, aqui presentes, na Pátria que os viu nascer, a oportunidade de sentir e viver os movimentos da história recente. Foram protagonistas dos maus momentos, que geralmente antecedem os horizontes de luz e de esperança. São ainda protagonistas dos desejos ainda não consumados. Parece que a nossa História é assim feita – de utopias e de frustrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Houve um antes da primeira República. Houve um antes do 28 de Maio e por fim, houve um “antes do 25 de Abril”, que foi feito e construído na base dos que não fugiram nem viraram a cara. Todos foram desse tempo. Fomos assim protagonistas de utopias e, pelo que hoje vemos, também somos de fracassos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Obedientes ao poder de então, sem nunca esquecer a retaguarda, coube-nos percorrer Angola. Conformados, de forma íntima, na privacidade, partilhando com os colegas da mesma sorte, foram sabendo das notícias, foram sabendo e acompanhando o desenrolar das políticas do poder instalado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E foram confrontando, comparando, tentando encontrar uma explicação que só veio mais tarde, quando cada um, já se sentia aliviado do pesadelo dos anos vividos em terras africanas. Terras lindas, cativantes, mas que, muito dificilmente, poderiam continuar a ser nossas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os anos que por lá passaram – hoje parece evidente – foram tempo de defesa da própria vida, e tempo de alimentar a confiança no futuro. O objectivo, na alma de cada um, era o regresso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Regressar, constituir família, procurar uma profissão, e ajudar a construir a sua verdadeira Pátria. A sua preocupação dominante foi planear e sonhar o futuro que depois mais tarde encontrou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Era raro o soldado que diariamente não punha uma cruzinha no dia do mês e ano, no calendário, pendurado na camarata, “bem ilustrado e de rosas colorido”, para dizer assim em tom de exclamação: “menos um dia que falta”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Este pormenor foi revelador do que, depressa, me apercebi, quando lá cheguei, alguns dias mais tarde. O regresso era a obsessão do dia a dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um companheiro das horas mortas, sempre levado a tiracolo – confesso que tive um deles – foi o gravador e leitor de cassetes com músicas de Zeca Afonso, Adriano e outros. Muita música de vanguarda se consumiu naquelas terras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Felix Titling&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;oi o bálsamo que suavizava, dava ânimo e coragem para o dia seguinte. Depois de cada audição, a alma ficava mais cheia, mais corajosa e carregada de esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Pergunto ao vento que passa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por notícias do meu país”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Há sempre alguém que resiste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 35.4pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há sempre alguém que diz não”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Já lá vai Pedro Soldado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Num barco da nossa armada”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“O soldadinho não volta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Do outro lado do mar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Para descontrair, que também foi importante, lá ia uma cantiga popular:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Eu fui ao Pico piquei-me&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Piquei-me lá num silvado;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nunca mais eu vou ao Pico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sem o Pico ser mondado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Estas cantigas penetravam até aos ossos. Matavam a saudade e davam ânimo. E muitas do gravador passaram para alguns, que as cantávamos também. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Acompanhadas pela carolice do António Baptista Martins, no acordeão e do Manuel Pinheiro de Oliveira, no violão, e de mais uns quantos, cujos nomes agora não recordo. Era o conjunto “Os Crocodilos do Quango”. Que até teve direito a um hino, o hino do conjunto. Não recordo o autor da letra, mas revelava a fé que acompanhava a juventude de então:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sozinhos e desesperados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas sempre fiéis soldados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não viram costas ao perigo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Fazem frente ao inimigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas horas tristes da vida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É Deus quem lhes dá guarida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Esteja sol ou chuva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nunca faltam ao dever;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há momentos de amargura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por causa da vida dura,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas horas tristes que há &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É Deus quem os salvará.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na mata o esforço é forte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quantas vezes frente à morte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nunca há uma certeza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É uma vida de tristeza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas horas tristes então ´&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É Deus que lhes dá a mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Coro:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São crocodilos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São do Quango&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;São de Portugal também;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É o Batalhão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Que é sempre então&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O MAIS ALTO E MAIS ALÉM.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assim se consolidou um objectivo comum – o regresso. O regresso que agora justifica este encontro comemorativo de profunda emoção humana. Não de saudade, mas de emoção sadia, que brota da mesma vivência e da mesma entreajuda. As dificuldades – quando sinceras e verdadeiramente sentidas – não esquecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Caberia aqui recordar uma ou outra história. Mas ficam para as conversas durante a tarde. Todos terão algo a dizer ou a recordar um ao outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Da minha parte trago comigo duas recordações. Uma nada agradável, a outra ficou-se pela curiosidade. Começo pela primeira: Foi um regresso de Massau para Negage, via Destacamento do Cuango e Foz do Massanza, &lt;personname productid="em avi￣o Dornier" w:st="on"&gt;em avião Dornier&lt;/personname&gt; que fazia o reabastecimento de víveres e correio. O piloto, Alferes Boavista, lembrou-se de atirar tiros para o rio e dar voltas sobre si mesmo. Amarrado a qualquer coisa no lugar das batatas e das cebolas, dando voltas em parafuso, já não via nada de nada. Tudo me parecia escuro. Quando aterrei no Destacamento do Quango, logo caí quase inconsciente. Soube depois, dizia o piloto aviador, que os tiros foram para turras que estavam no rio. Nunca ninguém soube dessa certeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um outro episódio foi, quando, numa passagem pela C.Caç. 2605, também em Massau, o Capitão me ter convidado para um passeio ao lado de lá da fronteira. Aceitei e fomos em barco pneumático. Fomos direitos a uma pequena povoação. Tivemos pouco tempo, falavam francês, e olhavam-nos de riso amarelo; mas deu para ver uma mulher a fritar minhocas, muito parecidas com as minhocas das couves. Disserem-me que eram para comer. Arrepiei-me com aquela explicação, tive receio daqueles olhares estranhos e disse ao Capitão: vamos já para Massau. Voltamos em paz e não vimos crocodilos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E, voltando de novo, à solidariedade vivida durante dois anos, aqui encontramos a razão de ser destas comemorações. Que ninguém se escandalize por isso. Só os que passaram por África, na guerra é que sabem. Mais ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Novembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Resta-me elogiar quem liderou este encontro. Quem pesquisou, quem procurou saber o paradeiro de quantos hoje aqui vieram. Dizem-me que no centro das diligências feitas estão o &lt;personname productid="Ant�nio Mendes" w:st="on"&gt;António Mendes&lt;/personname&gt; e o Manuel Oliveira. Parabéns a eles. Do primeiro recordo, quando, conduzindo o Unimog, eu ia ao lado, à frente. Do segundo, quando pegava na viola, e dávamos largas às cantigas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Finalmente, uma saudade para os que tombaram, e uma palavra solidária, para quantos, deste Batalhão e de todos os Batalhões, regressaram estropiados, e ainda hoje sofrem os efeitos da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não vale hoje, aqui, avaliar o que aconteceu a cada um dos vivos, durante estes 40 anos passados. Pena, naturalmente, para os que já faleceram. Coragem e força, para os doentes. Coragem e força para cuidar da saúde. Parabéns pelos sucessos que também os houve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os tempos de Angola já estão lá muito longe. É importante recordar enquanto houver um sobrevivente. Não deixamos esta herança a ninguém. É nossa e vai connosco. Por isso, esperamos que ela se repita por muitos anos ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;No livrinho “Angola 69/71”, que cada um trouxe consigo, o último texto foi escrito pelo capelão de então. Cito o derradeiro parágrafo: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“O teu novo campo de batalha é bem mais difícil do que este que agora termina. Não cruzes os braços. Atira-te com valentia e vencerás. Portugal confia em ti e Deus nunca te desampara”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Convém dizer que o Capelão de então era eu. Se hoje não posso sê-lo, por novo estatuto definido, sou-o pela natureza da mesma fé. Somos todos cidadãos de uma Pátria, que foi cristianizada pelos nossos antepassados. Independentemente das opções confessionais de cada um, a solidariedade é universal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por isso peço um minuto de silêncio e uma oração pela memória dos que por lá ficaram e pelos que já faleceram. (Pausa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Os votos que então expressei no livrinho citado foram votos sinceros. Felicidades para todos. Foi um prazer este reencontro. Até qualquer dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Manuel Emílio Porto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4992991272213065546?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4992991272213065546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4992991272213065546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/11/angola-6971-quarenta-anos-depois.html' title='Angola 69/71 - Quarenta anos depois'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-364264095452177262</id><published>2011-10-20T06:41:00.000Z</published><updated>2011-10-20T06:41:17.296Z</updated><title type='text'>A INDIGNAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;No dia 15 de Outubro, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a indignação&lt;/i&gt; alastrou por todo o mundo. Começou, em Maio, por Espanha e já percorreu o mundo todo. Até na América do Norte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No nosso País, a indignação já vem sendo manifestada de algum tempo a esta parte. Hoje, ninguém sabe até onde vai chegar. É a grande preocupação do tempo presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fomos para a Europa. Uma grande união de países. Um mundo de desenvolvimento. Com os mesmos direitos e os mesmos deveres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas, nem sempre a união planeada resulta em união efectiva. Os percursos são, por vezes, interrompidos por interesses emergentes, alguns deles escondidos à espera da ocasião propícia. E esses interesses surgiram. Camuflados alguns de velhos nacionalismos. E, num ápice, a União treme. E não há quem diga, basta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje, o mais surpreendente é vermos as nações a serem governadas por terceiros. A mesma moeda é cobiça muito forte para grandes negócios. São os mercados do dinheiro. Vai-se ao mercado comprar dinheiro. Não compreendo este processo lá muito bem. É algo que me ultrapassa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ora, a mesma moeda entre as nações associadas, deve ser gerida somente por essas mesmas nações, através dos seus próprios Bancos, e nunca ser gerida por mercados, que são, no caso presente, autênticos tumores malignos. Os mercados de dinheiro devem ser totalmente proibidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A União Europeia vive contaminada. E está a ser tratada com uma “quimioterapia” que pode levá-la ao colapso total. E só há uma solução – extrair já o tumor maligno. Fora com esses mercados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma União exige plena concordância. Como um moinho nas suas engrenagens interiores. As rodas dentadas têm de estar de acordo com outras rodas, também dentadas. E todas devem funcionar, como dizia o velho carpinteiro, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ao doce&lt;/i&gt;. Se um dente falhar, tudo se parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O mesmo tem de ser feito na União Europeia. Ou a máquina funciona com todos a fazerem o mesmo, do mesmo modo e com os mesmos critérios, ou então tudo se quebra em mil pedaços. E a indignação pode transformar-se num pesadelo muito grave.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sempre ouvimos dizer que a História se repete. Tivemos um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;antes de 1910&lt;/i&gt;, tivemos um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;antes do 28 de&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Maio&lt;/i&gt; e tivemos um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;antes do 25 de Abril&lt;/i&gt;. Teremos de novo à beira de um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;antes qualquer coisa?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É mesmo para dar &lt;personname productid="em indigna￧￣o. O" w:st="on"&gt;em indignação. O&lt;/personname&gt; que nos vale e nos amansa um pouco, é que a crise não é só nossa. É de todo o mundo. O que nos leva a pensar que os políticos responsáveis não são apenas os nossos. Fazendo parte do mundo globalizado, fomos todos arrastados, inevitavelmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os nacionalismos encobrem tendências perigosas. É bom saber isso. E também é bom saber que a indignação pode levar à violência. Tudo, menos isso. E oxalá que tudo termine em bem. É que já ouvi falar em novas guerras na Europa…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estarei de volta lá p’lo São Martinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-364264095452177262?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/364264095452177262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/364264095452177262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/indignacao.html' title='A INDIGNAÇÃO'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8494678603266109025</id><published>2011-10-19T05:22:00.001Z</published><updated>2011-10-19T05:30:02.165Z</updated><title type='text'>UM ANO DA FÉ</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Logo após o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ano sacerdotal&lt;/i&gt; – para muitos de má memória, uma dor de cabeça para as cúpulas sacras, para outros nem tanto, para o grande público nenhuma novidade – chega agora um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ano da Fé.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Muitos tiraram conclusões e todos esperavam indicações ou processos mais eficazes. Muitos continuam à espera da estaca zero que não apareceu. Mas, se assim se deseja, assim se faça, mesmo continuando com a tradicional suspeição, incómoda e persistente. O remédio mais eficaz para a cura ficará para depois. Assim sendo, vamos, agora, ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ano da Fé&lt;/i&gt;, à &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Porta Fidei”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O Papa pode decretar os anos, semanas, meses e dias que entender, sobre os mais diversos motivos religiosos. Tem poder para isso. Está nas suas funções &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de ligar e desligar.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sabemos todos que não há conflitos – já os houve na história – entre a razão e a fé, entre a ciência e a fé. A fé está para além da razão, do intelecto, do próprio ser. A fé é um dom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O que se aceita, ou o que é importante ter em conta, são os motivos exteriores que podem levar ao despertar do acto de fé. O Papa pode e deve apresentar esses sinais exteriores, despertadores de fé ou de crença. Todavia, a sua aceitação é sempre livre. Brota de dentro como um dom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Aqui não cabe lembrar o passado histórico em que a fé era imposta sob ameaça das mais horríveis torturas e até da morte. Esses tempos não voltam mais, mas por vezes, quando pensamos em Trento e nas formas da apresentação das doutrinas ou simples normas, e mesmo nas soluções encontradas para a formação específica dos cristãos, vem sempre a linguagem da ameaça: quem não acreditar será excomungado, quem não seguir este caminho será afastado. A espada do Santo Ofício está sempre pronta para o golpe final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Esta linguagem ainda não foi abolida. E estes processos nada podem contra a fé. São inimigos da fé. A fé é um acto interior, convive com toda a liberdade interior do ser humano. Nada pode impedir ou condicionar o acto de fé. A fé é incompatível com processos desta natureza. Não pode viver sob a ameaça. Deus não ameaça ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 4;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sem pôr em causa a ideia do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ano da Fé&lt;/i&gt;, talvez, de melhor alcance ou eficácia, tivesse sido preferível seguir a ideia proposta pelo movimento “Nós Somos Igreja” – &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;uma&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;década de&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Povo de Deus.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Seria uma forma de chamar os leigos para dentro, para a participação, tendo em conta melhor formação, mais efectivo compromisso, mais renovação. Uma forma de celebrar&amp;nbsp;e trazer de volta as luzes do Vaticano II, agora quase nos seus 50 anos. Apelar a uma Igreja colectiva, e não apenas de uns poucos. Na distribuição de encargos, como seja a escolha dos Bispos, e outras escolhas. Nos últimos anos foram mais as más escolhas do que as boas. Temos exemplos, flagrantes em débito de competências de muita e variada ordem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E a fé? A fé é o resultado de tudo o que se faz, se pratica ou se aprende. Os sinais sempre presentes acabam por levar ao acto de fé. É assim que ela se desenvolve e cresce.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“É urgente considerar mais o carisma do que o género. O Papa é livre de introduzir normas para mulheres e homens, casados ou não, que são chamados pelo Evangelho”. “Manter a tradição viva e enfrentar as necessidades contemporâneas não é contraditório”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“O magistério tem de aceitar os direitos humanos e as regras da democracia dentro da Igreja. Igualdade de direitos para homens e mulheres é indispensável”. Continuando tudo como sempre tem sido, a fé continuará a debilitar-se e a desvanecer-se. Disso ninguém tenha dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Uma década de “Povo de Deus”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt; será mais eficaz para os objectivos do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ano da Fé&lt;/i&gt; que agora começa. Não seria apenas um ano, seriam dez anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8494678603266109025?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8494678603266109025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8494678603266109025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/um-ano-da-fe.html' title='UM ANO DA FÉ'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8615536654034855415</id><published>2011-10-16T21:54:00.000Z</published><updated>2011-10-16T21:54:12.032Z</updated><title type='text'>FILARMÓNICA LIBERDADE LAJENSE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Acabam de ser inaugurados os novos melhoramentos da Filarmónica Liberdade Lajense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Apesar de ter sido convidado para a mesma inauguração, faltou pouco para não estar presente. E tudo pela simples razão da memória não ter funcionado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando me perguntaram, nas redondezas da Escola das Lajes, se não estava na Filarmónica, nada respondi, estupefacto. De imediato recordei o convite, e também de imediato – já estava na hora – fui até à Filarmónica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pois, sim senhores, ouvi as palavras simpáticas do actual Presidente - o jovem músico António Francisco bem como as palavras do senhor vereador Mário Tomé, em nome do senhor Presidente da Câmara, ausente por motivos de força maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Percorri as instalações agora inauguradas e fiquei com a melhor das impressões. A Filarmónica das Lajes possui, nesta data, ambiente condigno, para as actividades musicais, culturais e recreativas que venham a ser programadas para as Lajes do Pico, bem como para os convívios anuais das festas mais representativas, como sejam as festas do Espírito Santo, do Natal, do Carnaval, e outras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;À semelhança de outras sociedades filarmónicas da Ilha, a FLL tem condições para responder às mais variadas iniciativas culturais que venham a desenhar-se para aqueles espaços agora inaugurados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Parabéns aos lajenses, à direcção, aos músicos e ao industrial que se encarregou das obras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Convém não esquecer – é sempre bom recordar – o apoio sempre imprescindível de toda a comunidade lajense. Uma Filarmónica vive dos músicos. Mas os músicos não vivem sem terem o apoio de quantos fazem parte da comunidade. Um músico isolado é uma voz no deserto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A sociedade é de toda a comunidade. E é, nesta data festiva, a preocupação principal a ter em conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ascrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8615536654034855415?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8615536654034855415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8615536654034855415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/filarmonica-liberdade-lajense.html' title='FILARMÓNICA LIBERDADE LAJENSE'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7595150490047817805</id><published>2011-10-15T05:07:00.002Z</published><updated>2011-10-15T07:51:15.103Z</updated><title type='text'>A ESCOLA DAS LAJES DO PICO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Já deixámos a Escola. Ainda não há muitos anos. Quando a deixámos, em jeito de brincadeira, costumava dizer assim: “Já não posso aturar rapazes”. “Já não tenho idade para isto”. Porque andei quase sempre envolvido na Educação Musical, também costumava dizer: “Já cantei de mais”. Agora preciso de silêncio e passar o tempo a ouvir o pouco que ainda consigo ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Deixámos, é verdade. Mas, ainda há qualquer coisa que trago registado. Comigo levo alguma amargura. Não por falta de apoios escolares. Sempre os tivemos, e sempre soubemos ultrapassar as lacunas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas porque nunca usufruímos de um bem físico que as outras escolas sempre tiveram desde o seu começo. Refiro-me, naturalmente, a um auditório, um espaço adequado e preparado para eventos culturais e pedagógicos para uma boa parte das disciplinas escolares, mormente línguas e música, além das reuniões escolares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E as causas nasceram logo no início, com a construção da própria escola. Divergências internas, afeições desmedidas, por vezes fanáticas, impediram melhor localização da Escola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Hoje, a Escola continua sem Auditório, sem pátios, sem Ginásio, sem campo de jogos e outros espaços interiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Continua a Vila das Lajes sem uma Escola devidamente localizada e apetrechada. Convém, agora que se fala em adiamentos que não estavam previstos, pensar de uma vez por todas, que uma escola se faz &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;por causa dos&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;alunos&lt;/b&gt; e não por uma outra qualquer razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E porque se faz de raiz, que se faça em espaços amplos, capazes de darem resposta às valências da Escola. Que o adiamento agora surgido, seja apenas um adiamento, e nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7595150490047817805?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7595150490047817805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7595150490047817805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/escola-das-lajes-do-pico.html' title='A ESCOLA DAS LAJES DO PICO'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-9206551436063449256</id><published>2011-10-12T09:57:00.000Z</published><updated>2011-10-12T09:57:48.187Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIO...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O nosso D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, também faz, como lhe compete, os seus comentários, merecedores, como também é óbvio, de outros comentários. O senhor cardeal fez o seguinte comentário:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Nenhum político deixa a política de mãos limpas&lt;/i&gt;”. Este comentário revela que todos os políticos são maus políticos. Ora, não será bem assim. O senhor Cardeal sabe, melhor do que ninguém, que o político se ocupa das coisas do bem público. Se algum político não faz como devia, é outra questão. Há políticos que saem de mãos limpas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O mesmo se poderia dizer dos padres que ele fez e nomeou: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Todos eles tem as mão limpas nos compromissos que assumiram? &lt;/i&gt;Quantos também andam de mãos sujas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Responder desta forma não é anti-clericalismo. É a verdade que a tradição demonstra. E cada vez mais o vem demonstrando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há bons e maus políticos e há bons e maus padres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Para ambos há éticas comuns e específicas. Os fracassos e as virtudes são comuns aos dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O senhor Cardeal Patriarca sabe muito bem, e melhor do que ninguém, que estas coisas são assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Deve ser da velhice…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-9206551436063449256?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9206551436063449256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9206551436063449256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/comentario.html' title='COMENTÁRIO...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-184596404949555185</id><published>2011-10-11T06:23:00.000Z</published><updated>2011-10-11T06:23:40.107Z</updated><title type='text'>FOI A 11 DE OUTUBRO DE 1962</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Estamos a celebrar os cinquenta anos do Concílio Vaticano II. Um Concílio que apontou reformas que vingaram e que foram recebidas, de braços abertos, por responsáveis – e foram muitos – e pelos povos que as acolheram e fizeram delas práticas dos caminhos de Deus.&lt;u style="text-underline: double;"&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nesta ilha e em muitas outras, os responsáveis da diocese – o penúltimo, felizmente, ainda vivo – reorganizaram e puseram em marcha reformas da piedade popular. Seguiram a orientação conciliar. Fizeram trabalhos, aprovados e louvados por muitos outros responsáveis do país inteiro, que passaram por esta e outras ilhas. Com plena aceitação dos devotos e crentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Passados que são cinquenta anos, chegou a altura de consolidar e fazer crescer. De consolidar, indo ao encontro dos povos, que sempre tiveram disponíveis para ajudar, com verdade e transparência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Será a melhor forma de celebrar este aniversário conciliar. Com ajustamentos que são sempre possíveis, mas sem acusações a ninguém, muito menos acusações toscas, que, geralmente, são de nula eficácia. Em vez de ajuntar, afastam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O uso do vernáculo foi a maior conquista. Todos entendem a língua mãe. Isso arrastou consigo maior exigência – transparência nas linguagens e nos sinais. As imagens e as metáforas ficaram mais acessíveis aos espíritos menos preparados. Foi o caminho aberto para uma consciência formada, na busca de práticas transparentes e não aparentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As metáforas dificilmente se justificam quando agressivas e selvagens. A não ser que as intenções sejam mesmo, como está acontecendo em muitos sectores, destruir o que de bom trouxe aquele Concílio Ecuménico. Uma forma de o fazer é acusar os que trabalharam para o pôr &lt;personname productid="em pr￡tica. N￣o" w:st="on"&gt;em prática. Não&lt;/personname&gt; creio que por aqui já se tenha chegado a esse ponto. Mas, quando se recorre à metáfora do abutre para denegrir tudo e todos, algo de preocupante anda por perto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O quadro alegórico do sábado de Lurdes, com a figura de D. José Alvernaz, veio recordar as esperanças do tempo conciliar. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Talvez a melhor imagem alguma vez&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;trazida ao cortejo etnográfico da festa&lt;/b&gt;. Por isso, aqui o invoco, como pretexto para dar uma palavra de esperança, e repudiar a agressividade de quem não sabe ou não entende.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A alegoria do Professor Hélder Fernandes não poderia ter sido mais oportuna e feliz. Oportuna pelo cinquentenário que se celebra, pela colaboração que este “&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;homem do Pico&lt;/b&gt;” (juntamente com D. José da Costa&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;Nunes, para só me referir à ilha do Pico), deu àquele grande evento, e consequentemente a lembrança do ar fresco que entrou nos espíritos em todo o mundo cristão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Foram muitos os que desde o princípio tudo fizeram por ir ao encontro das reformas, de as pôr em prática, de aperfeiçoar, melhorar as maneiras de ver e compreender os caminhos da fé. Caminhos de luz e claridade. Sobretudo da possibilidade de mais participação. Eles não andaram enganados. Antes, pelo contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Talvez fosse melhor empreender o que de muito ainda há por fazer. Parabéns ao Professor Hélder Fernandes pela alegoria que nos trouxe nos últimos dias de festa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nunca perturbámos nem perturbaremos a dinâmica do crescimento. Somente avaliaremos as afirmações toscas e desajustadas que por vezes temos a infelicidade de ler.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-184596404949555185?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/184596404949555185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/184596404949555185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/foi-11-de-outubro-de-1962.html' title='FOI A 11 DE OUTUBRO DE 1962'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1497477808762960130</id><published>2011-10-09T05:48:00.000Z</published><updated>2011-10-09T05:48:25.783Z</updated><title type='text'>Auditório para o Museu dos Baleeiros</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na visita estatutária que o Governo Regional fez à Ilha, nos primeiros dias de Outubro, o presidente do Governo anunciou a construção de um Auditório, integrado nas actuais instalações, em terrenos contíguos, adquiridos para esse efeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assim aconteceu na pequena sala do Museu, no dia &lt;metricconverter productid="4. A" w:st="on"&gt;4. A&lt;/metricconverter&gt; comitiva governamental e alguns convidados seguiram atentamente a apresentação do projecto pelo seu autor, arquitecto Rui Pinto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O novo Auditório tem capacidade para cerca de 98 lugares sentados. Tem um aspecto acolhedor, de sabor marinheiro, bastante ajustado à história daquela instituição cultural, e com as condições necessárias para espectáculos musicais, incluindo gravações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fica assim satisfeita a lacuna existente – de um espaço mais alargado, para dar resposta aos eventos culturais que o Museu promove ao longo do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na verdade, o pequeno salão do Museu tem sido escolhido para numerosos eventos culturais. Por lá tem passado os mais variados, desde o lançamento de livros, palestras, exposições permanentes e temporárias. É ocasião para relevar o seu grande contributo ao meio lajense e de toda a ilha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todavia, notoriamente se sentia a exiguidade do pequeno salão. Por isso, a construção do Auditório que agora se anuncia, vem melhorar e valorizar bastante os espaços do Museu. Uma nova obra que o seu director, dedicado e competente, acompanhará, com o zelo e o carinho que sempre tem dedicado àquela entidade museológica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Alguns dirão: a Vila das Lajes tem espaços condignos para a cultura. É verdade, tem. Todavia, é o Museu que melhor vocação apresenta para alguma actividade cultural mais específica. Dentro daquela casa tudo fala da alma e da vida do passado, com projecção no presente e no futuro. Tudo é apelativo. São as nossas raízes. É o nosso centro cultural, por excelência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mais uma razão para agora ser dotado de mais um espaço. Assim, a pouco e pouco, se constrói, se melhora e se acarinha o que é nosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1497477808762960130?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1497477808762960130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1497477808762960130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/auditorio-para-o-museu-dos-baleeiros.html' title='Auditório para o Museu dos Baleeiros'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-3859061144009521593</id><published>2011-10-04T05:32:00.000Z</published><updated>2011-10-04T05:32:06.009Z</updated><title type='text'>Filarmónica de Berlim põe música na Teologia de Hans Kung</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Uma obra para coro e orquestra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“A Filarmónica de Berlim põe música na teologia do sacerdote católico e professor universitário Hans Kung, sancionado pelo Vaticano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Segundo informou a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Fundação Ética Mundial&lt;/b&gt;, presidida pelo teólogo suíço de 83 anos, na obra para coro e orquestra de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;uma hora e meia de duração&lt;/b&gt;, o compositor brtitânico Jonathan Harvey deu à partitura os pensamentos de Kung sobre as religiões mundiais. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;O mesmo Kung é o autor do libreto.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A obra consta de 6 capítulos, cada um correspondente a um princípio da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Declaração de Ética Mundial de 1993&lt;/b&gt;, da qual Kung foi redactor. Nesta Declaração ressalvam-se os valores comuns das grandes religiões que poderiam servir de base para um mundo mais justo e sem violência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Kung não deu detalhes sobre a música, mas assegurou que a composição contempla nos seus 6 capítulos as tradições musicais do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;budismo, hinduísmo religiões chinesas, judaísmo, islão e cristianismo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A estreia acontecerá a 13 de Outubro sob a batuta de Simon Rattle e nela participarão também o coro da Rádio-Televisão de Berlim, assim como um coro juvenil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Kung foi perito do Concílio Vaticano II e colega em tempos universitários de teólogos de renome mundial da sua época como Karl Rahner, Yves Congar, Henri de Lubac, Hans Urs von Balthasar e &lt;personname w:st="on"&gt;Jose&lt;/personname&gt;ph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Em 1979 o Vaticano retirou-lhe a faculdade de ensinar por causa do seu livro “Infalível”, onde critica o dogma da infalibilidade papal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;No entanto Kung continuou a ensinar Teologia Ecuménica na universidade alemã de Tubingen”. (in Religion Digital – 3.10.2011).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Comentário – É uma notícia positiva. Vem realçar o pensamento humano sobre ética religiosa, contributo importante para uma formação mais ampla e consistente da fé dos homens de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Fica-nos a curiosidade de ouvir, um dia, essa obra musical.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-3859061144009521593?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3859061144009521593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3859061144009521593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/filarmonica-de-berlim-poe-musica-na.html' title='Filarmónica de Berlim põe música na Teologia de Hans Kung'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-1304811255697868348</id><published>2011-10-02T06:42:00.000Z</published><updated>2011-10-02T06:42:06.501Z</updated><title type='text'>Vale a pena ler</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O texto seguinte é de um pensador e teólogo brasileiro, chamado Leonardo Boff. Cada leitor tirará a sua conclusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Actualmente há muita decepção com a Igreja Católica institucional. Está a dar-se uma dupla emigração: uma exterior, pessoas que abandonam simplesmente a Igreja, e outra interior, as que permanecem nela mas não a sentem já como um lugar espiritual. Continuam a acreditar apesar da Igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não é para menos. O Papa actual tem tomado algumas medidas radicais que tem dividido o corpo eclesial. Assumiu um caminho de confrontação com importantes episcopados, o alemão, e o francês, ao introduzir a missa em latim; articulou uma reconciliação rebuscada com a Igreja dos seguidores de Lebfebre; viciou as principais intuições renovadoras do Concílio Vaticano II, especialmente o ecumenismo, negando absurdamente o título de “Igrejas” às igrejas que não sejam a Católica e a Ortodoxa; como cardeal, foi gravemente permissivo com os pedófilos; a sua relação com a sida roça os limites do inumano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A Igreja actual mergulhou num inverno rigoroso. A base social de apoio ao modelo antiquado do actual papa é formada por grupos conservadores, mais interessados nas realizações mediáticas, na lógica do mercado, que em propor uma mensagem adequada aos graves problemas actuais. Oferecem um “cristianismo-lexotan” apto para acalmar consciências angustiadas, mas alienado perante a humanidade sofredora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É urgente animar estes cristãos em vias de emigração com o essencial no cristianismo. Não é seguramente o da Igreja, que não foi objecto da pregação de Jesus. Ele anunciou um sonho, o reino de Deus, em contraposição ao reino de César; Reino de Deus que representa uma revolução absoluta das relações, desde as individuais até às divinas e cósmicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 3;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(…)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O movimento de Jesus é certamente a força mais vigorosa do cristianismo, mais do que as Igrejas, por não estar enquadrado em instituições nem aprisionado em doutrinas e dogmas. É composto por todo o tipo de gente, das mais variadas culturas e tradições, até por agnósticos e ateus que se deixam tocar pela figura valente de Jesus, pelo sonho que anunciou, um reino de amor e liberdade, por uma ética de amor incondicional, especialmente aos pobres e aos oprimidos, e pela forma como assumiu o drama humano, no meio de humilhações, torturas, e execução na cruz. Apresentou uma imagem de Deus tão íntima e amiga da vida que é difícil prescindir dela até por quem não acredita &lt;personname productid="em Deus. Muita" w:st="on"&gt;em Deus. Muita&lt;/personname&gt; gente diz: “se existe Deus, tem de ser como o Deus de Jesus”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Este cristianismo como caminho espiritual é o que realmente conta. Um movimento que passou rapidamente a ser uma instituição religiosa. No seu seio elaboram-se as distintas interpretações da figura de Jesus que se transformaram em doutrinas e foram recolhidas pelos evangelhos oficiais. As igrejas, ao assumirem carácter institucional, estabeleceram critérios de pertença e de exclusão, doutrinas com referência identitária e ritos de celebração próprios. O óptimo é que caminhem juntos. O decisivo é, em todo o caso, o caminho espiritual. Este tem futuro e anima o sentido da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O problema da Igreja romano católica é a sua pretensão de ser a única verdadeira. O correcto é que todas se reconheçam mutuamente, pois todas elas revelam dimensões diferentes e complementares da mensagem do nazareno. O importante é que o cristianismo mantenha o seu carácter de caminho espiritual. Ele pode sustentar tantos cristãos e cristãs perante a mediocridade e irrelevância em que caiu a Igreja actual”. L. Boff&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-1304811255697868348?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1304811255697868348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/1304811255697868348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/10/vale-pena-ler.html' title='Vale a pena ler'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-888316096883919804</id><published>2011-09-30T06:41:00.000Z</published><updated>2011-09-30T06:41:56.522Z</updated><title type='text'>AUTARQUIAS, AS NOSSAS CASAS COMUNS...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Porque estão próximas, porque estão vocacionadas para os complementos indispensáveis. São elas que acodem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Num dos nossos últimos apontamentos, alertava para a necessidade de cada vez mais serem consolidadas. Quanto aos serviços que prestam às populações e quanto à necessidade das mesmas continuarem com vida, bem perto de nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No dia 26 de Setembro ouvimos o primeiro-ministro, anunciar uma reforma que pode levar à extinção de freguesias ou de autarquias. Em nome de maiores poupanças e em nome de maiores eficácias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Naturalmente que a partir de agora por todo o país muitas vozes se vão levantar. Uns vão apoiar, outros nem tanto, outros vão ter que se conformar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As análises decorrerão nos partidos políticos, nas associações de desenvolvimento económico e cultural. Os jornais darão conta do que acontecerá, ou irá acontecer. Também os particulares dirão do que pensam. Estaremos atentos ao que nos vai dizer o governo regional e a oposição regional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Somos do grupo dos particulares, e sem pretensões. Mas de amor ao que é nosso, que importa defender, nunca abolir ou extinguir. E somos por melhores eficácias e por menor despesismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O espírito associativo poderá ser uma boa experiência. Mas vamos esperar para ver e depois comentar. Estamos no Pico, e é no Pico e nos Açores que temos a nossa expectativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vivemos uma autonomia conquistada, e por isso pensamos que os ajustamentos que se tenham de fazer, passam necessariamente pelo Governo Regional e pela Oposição Regional. Não acreditamos que seja a República a mexer e a impor o que quer que seja na orgânica das nossas administrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A ir por diante o que foi anunciado, a orgânica do Governo também está ameaçada. Por isso, terá que ser reajustada. As poupanças começam por aí, e só depois se estendem às autarquias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aguardamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-888316096883919804?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/888316096883919804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/888316096883919804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/09/autarquias-as-nossas-casas-comuns.html' title='AUTARQUIAS, AS NOSSAS CASAS COMUNS...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-5358987599936251328</id><published>2011-09-26T11:26:00.001Z</published><updated>2011-10-02T08:25:53.391Z</updated><title type='text'>BENTO XVI na Alemanha</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Na Alemanha, a Igreja está optimamente organizada. Mas, por detrás das estruturas, por ventura existe também a correlativa força espiritual, a força da fé de um Deus vivo? Sinceramente devemos afirmar que se verifica um excedente das estruturas em relação ao Espírito. Digo mais: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a verdadeira crise da Igreja no mundo ocidental é uma crise de fé. Se não chegarmos a uma verdadeira renovação da fé, qualquer reforma estrutural permanecerá ineficaz”.&lt;/i&gt; São palavras do Papa. O sublinhado é nosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Aqui ousamos tombar o nosso isolado comentário:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Uma visão global dos fenómenos religiosos, quanto à prática cristã dos crentes e seguidores da Igreja Romana, na Europa e também em Portugal e suas ilhas, leva a esta conclusão – falta de fé, ou talvez uma prática de fé titubeante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Todavia, temos de procurar ir ao encontro de mais alguma coisa, sobretudo quando se volta a falar e a insistir de que a Igreja é a hierarquia e o resto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é o rebanho&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;das ovelhas&lt;/i&gt;. Parece que se quer andar para antes do Vaticano II, onde directamente se afirmava: a Igreja é o clero, o resto é o rebanho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Este movimento retrógrado tem levado muita gente à desilusão e ao afastamento. O resultado é uma espécie de divórcio, ou como alguns dizem, de cisma silencioso. Seria bom não confundir afastamento com falta de fé. A fé, se estava, continua a lá estar. Os afastados continuam a ter fé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quando o Papa diz que a crise da Igreja é uma crise de fé, ficamos sem saber a que Igreja se refere. Se à Igreja – &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Povo de Deus&lt;/b&gt;, pós conciliar –, se à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Igreja Hierárquica&lt;/b&gt;, de sabor pré conciliar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na Igreja – Povo de Deus, pós conciliar – há falta de fé, mas há abertura e receptividade, sempre houve e continua a haver. Seria temerário atribuir a falta de fé ao Povo simples que vive o seu dia a dia e que gosta de mais fazer. Convém saber um pouco das suas razões. Resumidas, são elas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Falta de fé de quem preside ou dirige; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;se os detentores do poder mostram aparências de puro laicismo, como se pode acreditar neles, no que dizem e no que fazem?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Falta de cuidados nas celebrações; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;se as palavras são prefabricadas, lidas sem convicção, porque não foram estudadas, as músicas apimbalhadas, como se pode ter fé numa aparência que não engana?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Estas razões acabam por ser as causas, todas provenientes da Igreja Hierárquica, e de espírito pré-conciliar, que julga ter &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;todo o poder no&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;céu e na terra.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Aqui, apesar de todos os pergaminhos, realça mais o aparato do que a verdade. Já nos alertava para este fenómeno o saudoso Padre Dr. Manuel António Pimentel quando desabafava: ”boas pessoas, sim, mas não tem fé”; “boa pessoa mas não tem carisma”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A crise da Igreja é uma crise de fé. Uma afirmação verdadeira, sim, não por ter sido dita pelo Papa, mas por ser evidente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sabemos que é dentro da Igreja Hierárquica que os entraves mais se acumulam. Nos seus meandros proliferam as verdadeiras causas que ela mesmo criou, imprimiu e acumulou durante séculos, em nome do poder que a sustenta. Uma teia de que tudo está interligado e definido. Um inferno que nada poderá contra ela, pois ela mesmo o criou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas os tempos não perdoam, e hoje já não há &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pátios dos gentios&lt;/i&gt; que resistam. Todos falam da secularização, como se ela fosse um grande mal. Mas não é, e já se começa a aceitar como dado adquirido. Todavia, não é o bastante. Falta dar passos em frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Se o caminho a seguir tiver que ser o da secularização, como tudo parece indicar, então que se acabem com todos os equívocos. Que se acabem de vez com todas as leis impeditivas do desenvolvimento interior da natureza humana. (Não se compreende que as altas esferas do Vaticano não tenham ainda assinado a Carta dos Direitos do Homem). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A fé já começa a revelar-se como o cumprimento de um rito. Os homens e as mulheres serão sempre livres de o fazer. Para assumir compromissos entre si ou não. Em toda a parte. Na sociedade, na família, no emprego. Para tudo bastará uma só pedra – Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Felizmente que, neste ponto de vista, há fé abundante. Por toda a parte. Até nos que se dizem ateus. É verdade que pode não ser fé adulta, consciente, segundo os cânones dos espertos em teologia, mas fé suficiente para acreditar em Deus na figura de Jesus Cristo. E isso basta para se ser cristão. É bom lembrar que a fé não se mede aos palmos nem ao metro. A medida está dentro de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há muito melhoramento por fazer por dentro da casa mãe. Os “pátios dos gentios” vão estar virados para esse lado? Não creio. Há muitas barreiras a quebrar. Entretanto a crise de fé continuará a aumentar, apesar das boas estruturas materiais que hoje existem por todo o lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-5358987599936251328?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5358987599936251328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5358987599936251328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/09/bento-xvi-na-alemanha.html' title='BENTO XVI na Alemanha'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-3577192403885798635</id><published>2011-09-17T09:31:00.006Z</published><updated>2011-10-13T15:01:03.939Z</updated><title type='text'>ALAMANAQUE DO PICO... barómetro do Triângulo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Novamente recebi em casa o livrinho do senhor Manuel do Rosário, que, por suas mãos, ou por um portador, deixou na caixa do correio. Por isso, o meu muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Costuma dizer-se que os almanaques servem para dispor bem. Por entre verdades consagradas, sempre se dizem meias verdades, algumas anedotas e fazem-se previsões que geralmente, ou nunca acertam ou então ficam-se pela metade. Por vezes também se dizem novidades e se dá lugar à criatividade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O adágio de “&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ser de&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;almanaque”&lt;/b&gt; está aqui neste livrinho muito bem expresso. Basta estar atento. Espero que esta crónica também assim seja entendida pelo autor e leitores de: &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;“crónica de almanaque”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Começando pelo princípio, ficamos a saber que o ano 2012 vai ser bissexto e que começa ao Domingo, e que por isso vai ser um ano de “alguma animação”. Fiquei satisfeito por esta primeira previsão. Andamos todos com necessidade de mais ânimo e melhor ânimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os domingos começam por ser do Tempo Comum, depois são da Quaresma, Depois da Páscoa e Depois do Espírito Santo. No Advento além de 4 domingos há mais o 5º domingo, que não sei se já tem o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nihil obstat&lt;/i&gt; de Bento XVI. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas também não importa, pois há muita coisa que se faz e pratica sem ter a aprovação papal, e ninguém vai para o inferno por causa disso. Cuidado, todavia, por cuasa da censura do "santo ofíco" que, por vezes, aparece bem disfarçado nas costas do norte da ilha! E também pelo sul lançando impropérios contra o vento!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A “6 de Agosto comemora-se os 150 anos da devoção ao Bom Jesus de São Mateus do Pico, e 50 anos do Cardinalato de D. José da Costa Nunes”. Aqui, a previsão é minha: os santos padroeiros da ilha&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;, &lt;/b&gt;quais &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;romeiros de&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;longe&lt;/i&gt; vão ir à Procissão do Bom Jesus&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;.&lt;/b&gt; É uma previsão &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“de almanaque”,&lt;/i&gt; feita, neste caso, pelo cronista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quanto aos santos padroeiros, pouco se indica. Sendo um guia para usos e costumes das ilhas do triângulo, falta mais qualquer coisa. Um exemplo, logo em Janeiro: 15 de Janeiro, Santo Amaro – festa do Padroeiro na freguesia de Santo Amaro; 17 de Janeiro – Santo Antão – festa do Padroeiro na Ribeirinha; 20 de Janeiro – São Sebastião – festa do Padroeiro na Calheta do Nesquim. E assim sucessivamente à volta das ilhas do triângulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No campo das adivinhas transcrevo a primeira: “qual é a diferença entre o vinho verdelho do Pico e o 25 de Abril?” Confesso que não adivinhei e fui ver: “o verdelho quanto mais velho melhor, o 25 de Abril quanto mais velho pior”. Nem toda a gente vai gostar que se diga, mas… os que gostam do verdelho vão dizer que sim, os amantes da política vão dizer que não. A verdade é que as datas acabam por serem esquecidas, o vinho renasce todos os anos. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Longe da vista, longe do coração”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nos provérbios escolho o seguinte: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Julho por&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;excelência é o melhor porto dos Açores&lt;/i&gt;”. Confesso que andei com a cabeça à roda e não consegui entender. Mas é assim mesmo: ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é de almanaque&lt;/i&gt; ou já &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;começo a ficar&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;velho&lt;/i&gt;, o que é capaz de ser o mais certo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quanto a datas históricas, confesso que não estou a ver o Convento de Mafra ligado ao século XIII. Estou em crer que lhe falta ali o algarismo romano V, cinco. Será também &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de almanaque&lt;/i&gt;? Neste caso, não creio, pode ser até uma errata, o que também se admite, e até fica bem, numa publicação deste género.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para finalizar, a melhor verdade deste almanaque está em uma quadra de Luís G. Rosa que diz assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Se produzir e poupar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Faz bom governo no mundo;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não produzir e estragar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Leva os países ao fundo”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É caso para dizer: se os nossos homens das finanças publicas assim pensassem…Mas a verdade é que não ligam ao Almanaque, não o lêem. Se o lessem sabiam como fazer! E voltando atrás em relação às previsões, mais uma que paira já no ar: o Papa, à semelhança dos tempos medievais que aprovava a criação de nações, vila e aldeias, prepara-se para extinguir algumas autarquias! As bulas já estão anunciadas. Pelo menos em rascunho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E pronto. Foi a minha leitura parcial. O resto é para se ir lendo ao longo do ano, ver as luas, as sementeiras, as festas móveis e outras curiosidades da tradição. O tempo, esse, quase nunca bate certo. Anda todo descontrolado, mas as imagens do Pico que são prenúncio de bom ou mau tempo, aqui se encontram. Foi a Montanha o nosso primeiro barómetro, e ela é vista pelas três ilhas. É uma questão de fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como sempre ouvimos dizer: “a fé é que nos salva”. Obrigado ao senhor Manuel do Rosário, desejando boas vendas. Comprando o Almanaque do Pico, estamos a consumir o que é feito nos Açores. Uma boa norma, em falta, no Juízo do Ano. E uma forma da "coisa se ir tornando menos preta".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-3577192403885798635?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3577192403885798635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3577192403885798635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/09/alamanaque-do-pico-barometro-do.html' title='ALAMANAQUE DO PICO... barómetro do Triângulo'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-119271549410348280</id><published>2011-09-09T08:52:00.001Z</published><updated>2011-09-09T10:24:29.772Z</updated><title type='text'>SINCERAMENTE, OBRIGADO...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Acabo de receber o livro “&lt;personname productid="Jos￩ Vieira" w:st="on"&gt;José Vieira&lt;/personname&gt; Alvernaz, Patriarca das Índias, Arcebispo de Goa e Damão”, escrito por Maria Guiomar Lima, que teve a gentileza de mo enviar, de Lisboa, onde reside.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Maria Guiomar Lima, ainda criança, residente com seus pais na Ribeirinha, foi, na década de 1950, juntamente com eles, para Angra. Nesta cidade fizeram a sua vida e ela fez os seus estudos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não recordo essa partida, nem recordo algum momento ocorrido &lt;personname productid="em Angra. E" w:st="on"&gt;em Angra. E&lt;/personname&gt; durante estes anos todos não tive mais notícias da sua família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todavia, há poucos meses tive a notícia de que Maria Guiomar Lima havia feito a biografia de D. José. De imediato, logo me despertou a curiosidade de fazer a sua leitura, já que de alguns episódios da vida de D. José, fui testemunha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Também terá sido por sua influência que fui parar a Angra do Heroísmo. Sempre, durante a sua vida, trocámos correspondência e por muitas horas conversámos. Em Angra, poucas vezes; muitas, na Baixa, no balcão da sua adega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Por isso deixo aqui as minhas congratulações de apreço e simpatia para com a autora desta meritória obra, de tão ilustre figura que foi o último Patriarca das Índias, nosso conterrâneo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Já li o livro quase todo, e sobretudo as viagens, as consultas e as diligências que Maria Guiomar fez para trazer à “tona da água” a vida de D. José Alvernaz. Não vou aqui relatá-las todas, apenas algumas. Ou melhor, tocar num ou noutro porto da viagem que teve de fazer até às costas do Malabar para colher a informação possível, nos arquivos e nas pessoas ainda vivas, que conheceram D. José.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os caminhos, agora não marítimos, para a Índia, foram menos perigosos, sem adamastores, nem tormentas, mas minuciosos e pacientes. Também difíceis e complicados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A Maria Guiomar Lima teve a felicidade do estudo acompanhado e personalizado de D. José, depois do seu regresso definitivo a Angra. Ia com frequência às aulas gratuitas que o Patriarca concedia a quem o procurava. Foram as primeiras fontes de informação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Vieram depois outras. A Sociedade de Geografia de Lisboa, a Biblioteca Nacional, os jornais A União, &lt;personname productid="O Dever" w:st="on"&gt;O Dever&lt;/personname&gt;, Correio dos Açores, A Voz de São Francisco Xavier, O Heraldo, A Índia Portuguesa e A Voz de Macau, além de outros, foram passos obrigatórios, portos dos primeiros abastecimentos para tão longa viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O trabalho foi orientado pelo Professor Doutor Artur Teodoro de Matos que aconselhou Maria Guiomar a “procurar as pessoas que conheceram o último Patriarca das Índias”. E ela foi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Começou pelo Arquivo Histórico Ultramarino, depois o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Foi a Roma ver o que podia encontrar no Pontifício Colégio Português onde estudou Alvernaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Conversou com ex-combatentes em Diu e em Goa, como os senhores João Aranha e Manuel Bernardo, este último natural de São João do Pico, e que já há muito tempo sabia e falava da investigação da autora. Conversou com Pezart Correia, com o&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;neto de Vassalo e Silva, antigo Governador de Goa, com Adriano Moreira e muitas outras individualidades que foram do tempo do Patriarca na Índia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Concorreu a uma bolsa de estudos da Fundação Oriente, para viagem de estudo de pouca duração. A bolsa foi-lhe atribuída e lá foi até Goa, Damão e Diu e depois até Cochim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nestas curtas estadias teve oportunidade de consultar e ouvir os ecos deixados por Alvernaz nas terras do Oriente. Em sacerdotes ainda vivos, Cúria Diocesana, Boletim Eclesiástico de Goa e pessoas cristãs, responsáveis por instituições da Igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Neste apontamento, muito mais não cabe dizer. É melhor o conselho para a aquisição desta biografia. Quem tiver oportunidade de ler esta obra, não deixe de olhar para os Agradecimentos (ou relato de uma investigação) a partir da página 247. Talvez seja mesmo bom começar por aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;No conjunto, e pelo que me é dado recordar, a biografia está fiel a tudo o que se passou na vida deste homem do Pico&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;. &lt;/b&gt;Meno&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;s&lt;/b&gt;, naturalmente, a sua simplicidade e humildade que o tornava reservado no que mais lhe tocava o coração, no que tinha de mais íntimo. Essa virtude levou-a consigo. É a virtude dos santos, e ele foi um santo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Transcrevo o que está escrito nas primeiras linhas do livro: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Era Outono de 1962, o Concílio Ecuménico Vaticano II ia começar. Um homem alto, magro, de barbas brancas desembarcou no aeroporto de Roma vindo do Oriente. Queimado pelo sol, usava a batina clara e o chapéu dos bispos missionários e parecia exausto com o olhar cansado de quem não dormia há muito. Procurou uma cara conhecida entre a multidão que aguardava passageiros, mas não viu ninguém à sua espera e baixou a cabeça ainda mais abatido. Em seguida endireitou-se, firme, espadaúdo, pegou na sua pequena mala de viagem e tomou um transporte público para o centro da cidade”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Parabéns à Maria Guiomar Lima por esta viagem à índia, à descoberta das obras e feitos que por lá deixou &lt;personname productid="Jos￩ Vieira" w:st="on"&gt;José Vieira&lt;/personname&gt; Alvernaz, filho da Ribeirinha do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sinceramente, obrigado pela gentileza da oferta que me mandou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;(escrito nas ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-119271549410348280?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/119271549410348280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/119271549410348280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/09/sinceramente-obrigado_09.html' title='SINCERAMENTE, OBRIGADO...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-4801726232012845996</id><published>2011-09-03T08:39:00.000Z</published><updated>2011-09-03T08:39:06.446Z</updated><title type='text'>IMAGENS DE TEMPOS IDOS...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ocorrem-me &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;imagens de tempos idos&lt;/i&gt;, quando o velho “João Janeiro” levava consigo algum neto para as lavras, situadas na freguesia da Piedade. No Caminho Largo, na Canada do Império, na Ponta da Ilha, no Caminho de Cima ou no Cabeço da Altamora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Duas boas juntas de bois puxavam o arado, enquanto o neto, atrás da rabiça, no rego aberto, lançava o grão que havia de dar a maçaroca. O sol da Primavera ainda era manso e por vezes a chuva impedia que o trabalho do dia ficasse completo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Há que abrigar, vem aí mais&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;um sargo!...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ocorrem-me &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;imagens de tempos idos&lt;/i&gt;, de idas e vindas às novenas da Piedade, passando pelas sementeiras de Abril e Maio. Olha, o milho nasceu bem e tem maçarocas gradas! &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vai dar uns 30 alqueires!&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sempre na companhia de devotos e devotas da Senhora, os caminhos velhos do Miradouro e os novos da nova estrada para o Norte eram sempre percorridos ao som de cantigas que ecoavam por entre faias, incensos e urzes, à luz do luar e do céu estrelado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Era Setembro e os frutos da terra já maduravam. Alguma maçaroca se colhia para assar no dia seguinte. O neto tinha esse privilégio. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vai apanhar uma!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ocorrem-me &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;imagens de tempos idos&lt;/i&gt;, quando a novena começava com a preparação da luz necessária, feita na sacristia pelo próprio Padre Soares. Era a luz incandescente a petróleo. Desfeita a escuridão da noite, vinham as condições de se ver alguma coisa: ler as orações e as letras do canto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As romarias &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dos tempos idos&lt;/i&gt; não eram de muita gente. Imperava o isolamento, poucos tinham rádio, a estrada para o norte da Ilha estava a fazer-se. Trabalhava-se de sol a sol nos campos, nas vinhas e nos matos. Chegava-se tarde a casa, cansado, já com vontade de encostar à cama. Não havia o automóvel. Só a pé ou de burro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Era o tempo do vapor da carreira de quinze em quinze dias, dos iates, da caça à baleia e dos primeiros atuneiros. Só às tantas da noite se saboreava o aconchego do lar. Já não havia tempo de mais nada….&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Nas ofertas da festa, eram os produtos da terra: inhames, batatas, cebolas, figos, uva, melões, melancias, galináceos, bolos, coscorões, doces. A Filarmónica dava os primeiros passos, e tocava num estrado sobre as paredes do adro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As festas da freguesia da Piedade – ao longo de todo o mês de Setembro, nas suas três invocações – Senhora da Piedade, Senhora da Rocha (hoje Senhora da Boa Viagem) e Senhora das Mercês – são ligações do coração do homem para o homem. Do homem que procura arrimo e amparo para as agruras da vida. Do homem isolado que suplica misericórdia, que suplica uma feliz deslocação para os que vão e vem de longe, do homem que sabe agradecer a felicidade dos desejos conseguidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Este monte de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;imagens ocorridas de tempos idos&lt;/i&gt; é uma espécie de síntese da terra que habitámos, como sendo a melhor terra do mundo. Foram a imagem desta Ponta da Ilha que merece hoje o reconhecimento de quantos a habitam e teimam &lt;personname productid="em habitar. Raz￣o" w:st="on"&gt;em habitar. Razão&lt;/personname&gt; tem os que lutam por melhorá-la, usando e abusando da santa teimosia dos que acreditam que tudo é possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Hoje, os tempos são outros. Tudo anda a modificar-se. Para melhor, sem dúvida. As mentes, por vezes, sofrem de esquecimentos. E o futuro tem urgência em saber que nada pode ser esquecido nem destruído, mas melhorado, reformado e repensado se for preciso. Para que o desejo e a utopia tenham consistência e o assento seja na primeira fila.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As maçarocas, hoje, são outras. Outros os meios. Outros os processos. São três ainda as Senhoras da Piedade. Ainda podem muito, mas já não são como eram. São menos milagreiras. Compete aos homens fazer o que lhes compete fazer. Ou melhor: continuar a fazer o que ainda está por fazer. “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Fia-te na Virgem e não corras, se queres ver como é….”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os tempos idos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt; têm de dar lugar aos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tempos novos&lt;/i&gt; que já chegaram e que aí vêm numa pressa desalmada. O que hoje serve, amanhã já não serve. Toda a atenção é pouca, perante tanta correria vertiginosa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-4801726232012845996?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4801726232012845996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/4801726232012845996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/09/imagens-de-tempos-idos.html' title='IMAGENS DE TEMPOS IDOS...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-3799773383924116952</id><published>2011-08-29T07:11:00.004Z</published><updated>2011-08-31T09:59:13.442Z</updated><title type='text'>Agora que as festas se foram....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O mês de Agosto foi intenso em manifestações culturais – religiosas e seculares. Muitas andaram juntas, outras separadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É bom cultivar a unidade cultural, pois é uma matriz nossa que já vem de longa data. Mas não vem nenhum mal ao mundo se os costumes se alterarem. Por uma razão ou outra sempre se deram transformações ao longo dos tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estamos quase a celebrar os cinquenta anos do Concílio Vaticano II. Um Concílio que apontou reformas que vingaram e que foram recebidas, de braços abertos, por responsáveis – e foram muitos – e pelos povos que as acolheram e fizeram delas práticas do caminho de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nesta ilha e em muitas outras, os responsáveis, o último de então, felizmente, ainda vivo, reorganizaram e puseram em marcha reformas da piedade popular. Seguiram a orientação conciliar. Fizeram trabalhos, aprovados e louvados por muitos bispos que passaram por esta e outras ilhas. Com plena aceitação dos devotos e crentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É tempo de consolidar e não destroçar. É tempo de consolidar indo ao encontro dos povos, que sempre tiveram disponíveis para ajudar a crescer. Será a melhor forma de celebrar os cinquenta anos do Concílio Vaticano II.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O elemento humano, sempre presente e sempre determinante, é importante, na sua total abrangência. Lembrando corpo e alma, não pode relegar para segundo plano a fé e a transparência, e tornar-se semelhante à máquina. Nem a palavra é a da máquina, nem a música é a da máquina. Ambos são do coração. Tem de brotar de dentro. Da partilha de todos e não de um só. E o Concílio apontou para essa meta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O uso do vernáculo foi a maior conquista. Todos o entendem. Isso arrastou consigo maior exigência – transparência nos hábitos e nos costumes, nas linguagens e nos sinais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E ficaria por aqui, não fosse o quadro alegórico do sábado de Lurdes, qual clarão luminoso vindo das entranhas do tempo, e que apresento aqui, como a melhor resposta para o que atrás deixo escrito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Com efeito, e logo no início, apareceu um dos quadros mais belos de quantos tem vindo às Lajes por estas festas, e este ano, verdade se diga, que foram todos bons.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&amp;nbsp;A figura de D. José Alvernaz, rodeada pelos seus mais directos colaboradores de Goa, Damão, Diu e Cochim,&amp;nbsp;veio recordar-me a sua chegada a Roma, vindo do Oriente, sozinho, com a sua mala e sem ninguém à espera, como conta a sua biógrafa Maria Guiomar, para participar no grande evento convocado por João XXIII.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A alegoria do Professor Hélder Fernandes não poderia ter sido mais oportuna e feliz. Oportuna pelo cinquentenário que se aproxima, e consequentemente pelos benefícios que trouxe. E feliz porque revela o carinho, bem vivo, à figura de D. José, das gentes da sua terra natal. Parabéns ao Professor Hélder Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Foram muitos os que desde o princípio tudo fizeram por aperfeiçoar, melhorar as nossas maneiras de rezar e de melhor compreender os caminhos da fé. Aquele quadro alegórico veio recordar-me João XXIII e Paulo VI. Veio dar a resposta certa, no momento certo, por tudo aquilo que se fez nesta e noutras ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Hoje os tempos são outros. Já passaram quase cinquenta anos. Muito longe ainda das metas apontadas. Vivemos o período da história em que se procuram novos caminhos, às vezes pouco&amp;nbsp;incongruentes e incoerentes.&amp;nbsp; Talvez, por isso, há quem recorra ao argumento fácil e à metáfora selvagem do abutre&amp;nbsp;para explicar o que não consegue, ou não sabe explicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mais uma vez, parabéns ao Professor Hélder Fernandes pela alegoria que nos trouxe nos últimos dias de festa. Talvez a melhor catequese daqueles dias festivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-3799773383924116952?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3799773383924116952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/3799773383924116952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/08/agora-que-tudo-se-foi.html' title='Agora que as festas se foram....'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-6178044860055363488</id><published>2011-08-26T10:22:00.000Z</published><updated>2011-08-26T10:22:10.270Z</updated><title type='text'>UNIÃO MUSICAL DA PIEDADE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A Filarmónica que primeiro vi e ouvi na minha vida foi a “música da Piedade”, dirigida, suponho eu, pelo senhor Manuel Racha e depois pelo saudoso Padre Francisco Soares. Foi na festa de São Pedro, na Baixa, num palco improvisado, feito de estacas e restos de tábuas de pinho, num curral de vinha, onde hoje se situa o Salão “Ninho de Águia”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tinha acabado de nascer a Filarmónica. Tinha poucos anos. Dava os primeiros passos. Já lá vão uns anos acrescentados. Por volta de 1946/47?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Agora, percorridos estes anos todos, chegou o dia da mesma Sociedade Filarmónica inaugurar a sua sede social, lugar condigno, correspondente à qualidade que hoje manifesta nas suas actuações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Começo por este pormenor, por me parecer o mais adequado num acontecimento desta natureza. Qualquer trabalho merece sempre ser recompensado. Aqui aplica-se o princípio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A Filarmónica da Piedade tem demonstrado qualidade nos seus trabalhos musicais. Isso deve-se ao empenho dos seus músicos que procuram aperfeiçoar-se. Muitos jovens, vejo-os lá bem encaixados, atentos e compenetrados do seu específico trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Esta inauguração vem premiar o trabalho feito e proporcionar melhores condições para se procurar o aperfeiçoamento que hoje todos apreciam. Porque, é bom recordar, todos hoje procuram isso mesmo – melhor qualidade. E a cultura é uma vertente muito sensível, que se revela, sobretudo, pela qualidade que apresenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Destaco nesta inauguração a presença da Orquestra Sinfónica Juvenil de Lisboa. Pelo apelo que fez aos jovens para a boa música, a música erudita, a música de qualidade. E sobretudo pelos novos horizontes que podem motivar os jovens na carreira musical. Seria imperdoável não aproveitar este agrupamento para “apadrinhar” a festa da nova sede social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Todavia, o que se diz do músico, também se diz do público. Os grupos musicais existem para serem ouvidos atentamente. Cabe neste apontamento uma palavra de amor para os que se dedicam á música – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;querem ser ouvidos com atenção.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Do público também se exige qualidade. O músico faz uma preparação intensa, para poder corresponder com a melhor qualidade possível. O público mais não fará do que responder também com qualidade. Como? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ouvindo em silêncio absoluto. É um sinal de respeito por quantos se esforçam por apresentar um bom produto. Em música é assim, e não pode ser de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Se nos arraiais o público troca impressões, conversa, grita, ninguém estranhará. Mas numa sala, ou num salão, o mesmo não acontece. Nem os telemóveis se permitem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As Bandas são uma das melhores imagens do povo. Pela forma como se apresentam, pela qualidade musical que conseguem, pela atenção que lhe prestam, pela apresentação e arrumo da sua Sede Social. Uma Banda é o espelho de uma comunidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Convém destacar, neste apontamento, as outras valências do novo edifício. Que se estendem para outros horizontes sociais da freguesia, como sejam as festas de maior movimento de pessoas – as festas do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nesta festa esperava encontrar mais público. Talvez por não ter sido escolhido o melhor dia, talvez por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aos poucos vamos construindo o futuro. Esperemos que as “crises”, que sempre hão-de vir, não façam abrandar a concretização de novos sonhos, nem façam morrer o que muito custou a construir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Parabéns à “música da Piedade”. Parabéns a toda a freguesia desta Ponta da Ilha, que suporta a “União Musical da Piedade”. Parabéns à ilha inteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;texto escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-6178044860055363488?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6178044860055363488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6178044860055363488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/08/uniao-musical-da-piedade.html' title='UNIÃO MUSICAL DA PIEDADE'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-939319574040460166</id><published>2011-08-25T09:42:00.001Z</published><updated>2011-08-25T10:05:53.193Z</updated><title type='text'>Voltando à semana que decorreu...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um apontamento para o jornal, feito “a priori” do acontecimento, corre o risco de falhar por omissão. Assim aconteceu no que escrevemos na semana passada. Decorria a Semana dos Baleeiros, e já tinha alinhavado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;esta semana que decorre, &lt;/i&gt;antes de ela começar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Volto assim atrás para registar dois momentos que me pareceram relevantes, a não hesitar em repetir nos anos vindouros. São eles relacionados com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;o que temos neste Pico.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na segunda-feira – e depois de assistirmos à actuação do Grupo Folclórico de São João – presenciámos o nascimento da Chamarrita, tal como ela nasceu nos tempos recuados, na sua originalidade, do meio do povo. Sem ajuda de ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Num instante, a coqueluche dos tocadores da ilha – desculpem a hipérbole, sem ofensa para ausentes credenciados – perfilaram-se sobre o palco, demandaram em “fúria por aí fora”, ao comando do Canarinho, dando entender a todos, que ali “não se estava a brincar”, mas a sério, proclamando: “todos ao terreiro cada um com seu par”! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não se fizeram rogados. Encheram o campo com um, dois, três e mais grupos. Um redemoinho animado de corpos ritmados e cadenciados, com as vozes de ordem de movimento seguinte, e do repenicado trrrrrrr…..&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;quase sem fim. Não levou muito tempo, estava o terreiro, transformado em autêntico &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;chamarritódromo&lt;/i&gt;. Ficou esta imagem a não perder de vista, e desculpem o brasileirismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 5;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na terça-feira fui ao fado a São Pedro. Coisa que não fazia por esta festa. Devo confessar que aguentei até ao fim. E que agora me apetece dizer o que senti durante o tempo que lá estive, com a máxima atenção e silêncio profundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não conhecia os artistas convidados. Todos foram excelentes, cantores e tocadores. Corresponderam ao que o Sidónio deles disse na apresentação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas – desculpem-me o coração – os primeiros, os nossos dois homens do Pico, que apareceram, que abriram o espectáculo, cada um com três temas, mais uma vez demonstraram o que são, o que podem e o quanto valem. O Professor &lt;personname productid="Manuel Costa" w:st="on"&gt;Manuel Costa&lt;/personname&gt; e o Engenheiro &lt;personname productid="Jos￩ Ferreira" w:st="on"&gt;José Ferreira&lt;/personname&gt; foram os reis da noite. E foram-no, sabem porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Porque fazem da música que cantam um prazer íntimo que os acompanha, e não profissão de carreira, condicionados. Cantam porque gostam e cantam para quem gosta. São livres dos mercados. E quem é livre pode transbordar o que sente e o que lhe vai na alma. Assim vale a pena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mais uma vez ficou demonstrado que temos por aqui, na ilha, gente capaz de fazer e animar a festa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Parabéns ao Sidónio por ter voltado ao que era seu. Ao lugar do ponto de partida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E pronto. Acabei a minha nota da semana, completando a posteriori, o que não disse na semana passada. É o que resulta dos apontamentos feitos antes dos eventos anunciados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;texto escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-939319574040460166?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/939319574040460166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/939319574040460166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/08/voltando-semana-que-decorreu.html' title='Voltando à semana que decorreu...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-2621774391479016413</id><published>2011-08-14T10:02:00.000Z</published><updated>2011-08-14T10:02:21.356Z</updated><title type='text'>Espírito Santo - um CD da nossa fé e firmeza</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É o título do CD que o Grupo Coral das Lajes do Pico vai apresentar ao público na sessão inaugural da semana dos baleeiros no próximo dia 22. Transcrevemos o que lá se diz no intróito de apresentação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“As músicas deste disco, na ordem como se apresentam, podem ser o retrato de um dia de festa do Senhor Espírito Santo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O homem açoriano e cristão, perante o mistério dos tremores de terra e dos vulcões, implorou ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Deus Altíssimo, &lt;/i&gt;a protecção divina: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;atende-nos, acolhe-nos, ajuda-nos, Senhor &lt;/i&gt;(1). Na aflição iminente promete “levar a Coroa” e torna-se Mordomo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na casa de família, canta-se o Hino do Senhor Espírito Santo (2&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;)&lt;/i&gt; e fazem-se as últimas orações – as mesmas que se haviam feito durante a semana anterior: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Adoremos com afectos d’alma, ó Espírito Santo Divino”…, “As vossas glórias são imortais, que a orar não podem lábios mortais” &lt;/i&gt;(3). Logo, de imediato, todos se preparam para o cortejo processional até à Igreja Paroquial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na oferta dos dons, perante o altar, agradecem-se as dádivas recebidas&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;: “Nos meus lábios põe o canto de louvor e gratidão; pelas dádivas sem fim que nos dás por tua mão” &lt;/i&gt;(4). Por fim, a Coroação e o regresso à Casa do Povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Durante o jantar, e mais tarde, durante o arraial da distribuição do pão e do vinho, aparecem os foliões, dando largas à alegria espelhada nos semblantes de quantos participam nos festejos: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Estas mesas foram postas hoje com grande amor;&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;foram postas em louvor do Altíssimo Senhor&lt;/i&gt;” (5). E já nos festejos adiantados pela tarde fora, voltam, cantando: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Divino Espírito Santo traz graça que&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Deus mandou &lt;/i&gt;(6) e também &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Pastores, à serra (7); &lt;/i&gt;e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ó Senhor Espírito Santo &lt;/i&gt;(8). Ao cair da tarde, transbordando de alegria, cantam ainda: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Recolhei-vos pomba branca, que anda caçador em terra” &lt;/i&gt;(9).&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A noite já vem perto. É a hora de bater Trindades e de recordar que foi por obra e graça do Espírito Santo que a Virgem concebeu e deu à luz um Filho – o Verbo Redentor, ao qual tudo se deve. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bateram Trindades nas velhas herdades&lt;/i&gt;. Importa descansar e sonhar. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“E o sonho que seja, tal qual numa igreja, a Virgem num trono e um anjo a cantar” &lt;/i&gt;(10)&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt; O repouso do crente que, acabando de cumprir a sua promessa, pode agora dormir de consciência tranquila.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Finalmente – sendo a segunda-feira do Espírito Santo o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Dia da Região&lt;/b&gt;, e acontecendo ser este o dia de festa – todos assumem as suas raízes nas palavras de Natália Correia: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Deram frutos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;a fé e a firmeza&lt;/b&gt;//No esplendor de um cântico novo://Os Açores são a nossa certeza//De traçar a glória de um povo&lt;/i&gt;” (11).&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A religiosidade popular impera, continua viva&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E concluiria, agora para completar este apontamento jornalístico, com as palavras &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;fé e firmeza&lt;/b&gt;, ambas extraídas do mesmo conceito do pensamento humano, para apregoar a toda a gente, que foi a fé do povo e a sua firmeza que nos trouxeram até aqui. Esta é a nossa herança, que importa consolidar ainda mais. A música deste disco é um pequeno contributo para consolidar ainda mais essa herança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Texto escrito na antiga ortografia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-2621774391479016413?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/2621774391479016413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/2621774391479016413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/08/espirito-santo-um-cd-da-nossa-fe-e.html' title='Espírito Santo - um CD da nossa fé e firmeza'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8607935247135971236</id><published>2011-08-08T09:57:00.001Z</published><updated>2011-08-13T10:02:21.861Z</updated><title type='text'>As festas são sinais que falam....</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E ocasiões para revelar o que somos e temos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Uma festa das nossas aldeias – seja ela qual for – revela sempre alguma coisa das pessoas, das suas capacidades, dos seus sonhos satisfeitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por estes dias – no Bodo de Leite, no São João Pequenino, na Feteira, na Baixa, na Liga dos Amigos, na Mãe de Deus, e talvez ainda mais – somos confrontados com imagens de piedade e devoção, de trabalho e canseira em terra e no mar, de cor e luz, de arte e beleza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os palcos movem-se, e quando é preciso constroem-se com meia dúzia de paus de faia ou de incenso, como se fazia antigamente, e sobre eles desfilam os mais diversos artistas, talvez os menos cotados, que não conseguem lugar nos grandes aglomerados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Também neste campo da arte, nem todos conseguem ir aos melhores palcos. É como no futebol: nem todos sabem jogar como o Falcão ou o Nuno Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas têm lugar e têm espectadores que os admiram e lhe batem palmas. Quem passou por esses lugares de festa popular deu por isso. E, se calhar, alguns deles agradaram mais do que outros que tiveram a sorte de pisar os palcos das maiores festas. Vimos isso com uma dança da Terceira, na tarde de domingo passado, sobre um palco improvisado no poço da Telha. A festa do Chicharro era naquele sítio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E nas Ermidas e Paroquiais, quando é o caso, o religioso tem o seu lugar. É bom lembrar que a festa tradicional, geralmente, começa por aí. Mas, cuidado: já não é assim em todos os lugares. As festas ficam-se apenas pela presença secular e laica. Uma atitude que importa respeitar, pois está em conformidade com as vontades das comunidades. E ninguém se admire se a tendência aumentar e se transformar &lt;personname productid="em costume. Nos" w:st="on"&gt;em costume. Nos&lt;/personname&gt; dias que correm, mais se acentuam as distâncias entre as cúpulas do poder e os povos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Todavia, a ideia do poder absoluto já não consegue impor-se. Cada vez mais há pessoas que aceitam partilhar. O poder e os povos juntam-se, dão as mãos e fazem. Foi o que vimos no porto da Baixa – todos se juntaram, todos andavam satisfeitos, não faltou nada sobre a mesa posta em cima do cais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os produtos do mar abundaram e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a crise andou longe&lt;/i&gt;, ninguém deu por falta dela. Tudo isto é o resultado de livre aceitação, de crença. Quem acredita faz o seu caminho. Os povos na concretização dos seus objectivos juntam-se, e fazem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ali recordei o Padre João Domingos – com quermesse instalada a favor da homenagem a ser-lhe prestada no aniversário dos seus 100 anos no ano de 2012. Foi ele que apontou o rumo certo – os melhoramentos do caminho da Baixa, a central comunitária, as canseiras burocráticas para a Ribeirinha ser freguesia; e nunca deixou de sentar-se diante das crianças a ensinar o Pai Nosso e a Ave Maria. Muito do seu exemplo foi determinante no ambiente urbano da freguesia. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Era teimoso&lt;/i&gt;, diz-se, mas nunca foi absoluto, e deixou trabalho feito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Outra lembrança de acontecimento importante foi o ramal que dá acesso àquele porto, antes por entre falésias íngremes de estafar quem subia ou descia. Foi obra das gentes da terra, sem projectos, nem adjudicações, nem concursos, obra do 25 de Abril, logo inaugurada pelo Comandante Sá Vaz, que veio da Horta, propositadamente para aquele efeito. Aquele Ramal continuará a ser popularmente chamado de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ramal do Porto da Baixa&lt;/i&gt;. No meu pensamento será o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ramal “Comandante Sá Vaz&lt;/i&gt;”. Foi eu próprio, que o fui buscar à Madalena para esse efeito, e depois voltar a colocá-lo no cais de regresso à Horta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Todas estas imagens me ocorreram durante a tarde de domingo passado, no arraial da festa do Chicharro, bem saboroso para quantos o provaram. Ainda recebi um convite para ir ao São Caetano, lá no porto do Galeão. Coitado deste santo que nunca teve nada por &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;causa da proximidade do Bom Jesus!&lt;/i&gt; Talvez por essa razão, recordando fracassos antigos, optei por ali continuar, com o canal em frente e São Jorge, invejoso, a olhar para esta rampa, toda colorida, pequena, mas cheia, muito cheia a transbordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Importa, sim, olhar para as capacidades e os contributos que as comunidades põem em marcha na concretização dos seus momentos escolhidos, para celebrar o que lhes vai na alma, seja de fé seja de cidadania. Importa muito ir por onde indicam e gostam. Não gostam mesmo nada é de quem lhes imponha, seja lá o que for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Este mês tem sido pródigo. Nas esplanadas e comércios abundam os programas. São sinais positivos que importa realçar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8607935247135971236?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8607935247135971236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8607935247135971236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/08/as-festas-sao-sinais-que-falam.html' title='As festas são sinais que falam....'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7202976144681959285</id><published>2011-08-02T10:56:00.000Z</published><updated>2011-08-02T10:56:14.011Z</updated><title type='text'>Maré Cheia, bem cheia, rasa...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não se trata da preia-mar nem da baixa-mar. Nem tão pouco da designação popular atribuída à preia-mar – &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;maré&lt;/b&gt;-&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;cheia.&lt;/b&gt; Trata-se, sim, de uma metáfora. Com raízes no movimento das marés, com certeza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Descendentes de pescadores e de baleeiros – residentes pela diáspora e em sintonia com os actuais residentes – habituados às águas do mar que as viam subir e descer todos os dias, resolveram congregar esforços e encher a freguesia das Ribeiras com &lt;personname productid="o maior" w:st="on"&gt;o maior&lt;/personname&gt; número possível de naturais. Daí a designação de Maré-Cheia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por estes dias assim acontecerá. Os naturais daquela freguesia, e residentes noutras partes do mundo, movimentaram-se nos últimos anos, no sentido de todos se encontrarem, em convívio fraterno.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O cartaz é elucidativo quanto ao programa deste encontro. Para além de outros ingredientes, escolhidos para a celebração desta enchente, surge de imediato a refeição escolhida – Sopas do Espírito Santo no dia 8.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sendo freguesia de pescadores e de baleeiros, naturalmente poderiam ter optado pelo caldo de peixe. Mas não. Escolheram as Sopas do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Este pormenor da refeição escolhida poderá não ter surgido por acaso. Os povos costumam ter o seu dia-a-dia todo preenchido, quase sempre de forma rotineira, sem tempo, por vezes, para o diálogo e o convívio aberto e descontraído. Assim acontecia nas fainas da pesca e da baleia. Nem tempo havia para o descanso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Também os povos costumam ter ocasiões mais selectivas, mais culturais, mais íntimas. Geralmente com a mistura do religioso com o profano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aqui, poderá ter sucedido o mesmo. Nesta freguesia – como em muitas outras nesta ilha – são as refeições da festa do Espírito Santo que congregam mais público, despertam mais entusiasmo e alegria. Celebrar o Espírito Santo é quase um dever sagrado. E nesta freguesia foi sempre tradição acentuada, sempre feita com maior relevo e aprumo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Convém, todavia, referir que a tradição do Espírito Santo, além de ser religiosa, é também cultural, vai para além do simplesmente religioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nos tempos certos andam juntas. Neste encontro, porém, como não é promessa a cumprir, prevaleceu a segunda. O primeiro sempre mais restrito, o segundo mais universal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Maré-Cheia é aproximação das pessoas, é encontro fraterno do cidadão secular que revisita lugares e costumes da sua terra natal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A cultura tem um carácter muito nobre – não exclui. A cultura é viva. Nas casas, nos salões, nas ruas, nas decorações, nos foguetes, na música. Por outras palavras, dá ambiente ao convívio que é de todos. É pela cultura que os povos se identificam, redundante é repeti-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os caldos de peixe e outros ingredientes da saudade ficaram para outras ocasiões não menos vividas. O programa é extenso, e não se esgota no indicado para o dia 8.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Além do mais, este acontecimento &lt;personname productid="em Santa Cruz" w:st="on"&gt;em Santa Cruz&lt;/personname&gt; das Ribeiras, na minha modesta opinião, é assunto relevante. Que marca o mês de Agosto de 2011 na Ilha do Pico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Há que louvar uma iniciativa desta natureza e dar-lhe o devido relevo. Um apelo à reunião de todos os ausentes, na terra mãe, não acontece todos os dias. Estão todos de parabéns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A todos saúdo, sem excepção. Mesmo sem saber se estará presente, (escrevo este apontamento no dia 1 do corrente), lembro o companheiro das primeiras viagens para Angra a caminho do seminário – o Orlando Quaresma. Nestes dias, ausente ou presente, estará com todos os seus, um alento para a vida presente e uma força para os anos da idade terceira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Na tua figura, caro amigo, saúdo os mentores da iniciativa apontando-a como exemplo das boas iniciativas que raramente acontecem. Não é todos os dias que vemos uma freguesia inteira da diáspora voltar à terra-mãe, juntar-se aos que ficaram, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;encher a&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;freguesia,&lt;/i&gt; para celebrar a vida. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A maré vai encher, vai ficar rasa!&lt;/i&gt; Um aplauso do tamanho da Montanha! &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;-altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;- texto escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7202976144681959285?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7202976144681959285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7202976144681959285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/08/mare-cheia-bem-cheia-rasa.html' title='Maré Cheia, bem cheia, rasa...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-7765179210362685129</id><published>2011-07-31T16:05:00.000Z</published><updated>2011-07-31T16:05:56.800Z</updated><title type='text'>Mais outras novas coisas velhas...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Parecem estar a chegar, ou já vem chegando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O Cardeal Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano, anda a recomendar que a comunhão dos fiéis se faça, como antigamente – na boca e de joelhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Tudo indica que será mais uma reconquista de Bento XVI. É uma prática que ele próprio vem implementando, e por isso se admite que depressa será outra norma a recuperar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;As opiniões e os comentários já se fizeram sentir; não no sentido de uma rejeição total, mas numa aceitação com reservas, já que sempre houve respeito no acto de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ser&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de pé&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;na mão.&lt;/i&gt; Na última Ceia, Cristo não meteu o pão na boca dos Apóstolos, foram estes que lhe pegaram e o tomaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Os mais obedientes, escrupulosos e submissos vão aceitar. Vendo diabos em toda parte, vão lançar anátemas aos quatro ventos contra os que não aceitarem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Outros vão continuar como até aqui. E se &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;o poder&lt;/i&gt; for de imposição, serão menos a incomodar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Cada dia que passa, são dados passos à retaguarda. Todos os dias o castelo é remendado e retocado com mais materiais fora de uso. Remendos para pouca duração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Hoje em dia, a cal já não se aguenta nas paredes dos edifícios. Hoje usa-se tinta, que é bem mais resistente. Parece que em Roma ninguém pensa nisso. Por onde andará o Espírito Santo? Deve ter fugido para longe!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um outro ponto em concreto é a ordem de Ratzinger: “Todos pr’ó confessionário!” A muitos, deu vontade de rir, pois até se julgava que tinha sido abolido, tal a “assiduidade” que se vem notando de algum tempo a esta parte…Móveis vazios, cada vez mais vazios. Lá dentro, ninguém. Fora, muito menos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A verdade é que os tempos andaram depressa, e muita coisa ficou para trás… Recuperar agora? Não será tarde de mais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;confessor da nossa praça&lt;/i&gt; dizia, ainda não há muito tempo: “estive aqui duas horas e ninguém apareceu, estão todos santificados”! É bem possível que tenha razão. Estamos todos santificados. A consciência de cada um é que manda. Esta é a imagem que vemos por toda a parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Vem aí mais novas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;velhas coisas…&lt;/i&gt; No nosso ponto de vista, podem vir todas e mais algumas. Estão condenadas ao fracasso, porque são remédios fora de prazo, caducos, já não fazem efeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-7765179210362685129?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7765179210362685129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/7765179210362685129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/07/mais-outras-novas-coisas-velhas.html' title='Mais outras novas coisas velhas...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-6574318384404634229</id><published>2011-07-30T08:36:00.000Z</published><updated>2011-07-30T08:36:59.663Z</updated><title type='text'>Estratos de uma carta corajosa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Estimado irmão e Bispo&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;N.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não esperava que você, bispo da Diocese de N. embora nomeado contra a vontade e o sentir maioritário dos sacerdotes e de muitos fieis da Comunidade Diocesana, fosse capaz de enfrentar o seu Conselho Presbiteral com uma prepotência e menosprezo sem precedentes, os ofendesse com a análise e valor que fez do processo seguido até hoje na igreja diocesana e o comportamento e papel que nela desempenharam os seus sacerdotes. O modo de pronunciar-se foi inaudito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Desejo recordar-lhe que um grupo de sacerdotes da cidade de N. escreveu a propósito da sua nomeação: “A eleição dos bispos, segundo a tradição da Igreja, era feita com a presença e participação de presbíteros, os bispos mais próximos e, sobretudo, do povo cristão, já que era este quem mais e melhor poderia conhecer a conduta do candidato e assim poder aceitá-lo ou repudiá-lo. Este protagonismo do Povo de Deus era considerado de tal importância que se chegava a dizer: “eleger sem povo, é eleger sem contar com Deus”. “Ninguém seja dado como bispo a quem não o quer. Procure-se o desejo e o consentimento do clero, do povo e dos homens públicos”. “Não se imponha ao povo um bispo não desejado”. (São Cipriano, bispo de Cartago).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É do domínio público como nesse Conselho Presbiteral, você desqualificou, sem nenhum fundamento a conduta teológico pastoral dos seus sacerdotes e comunicou ter decidido transladar os seminaristas para o Seminário de N. sem contar para nada com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(…) Isto fere a sensibilidade actual com as exigências de diálogo, participação, discernimento na comunidade, respeito dos direitos de todos e mostra ausência das atitudes básicas de todo o cristão: corresponsabilidade, humildade, serviço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Você acredita que foi investido de autoridade para proceder assim, mas à luz do Evangelho e da tradição cristã, nós vemos que está em contradição e em desacordo com os princípios e o espírito do Vaticano II.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(…) Eu espero que os seus propósitos, por muito que neles acredite, não prevaleçam, para o bem de todos e por fidelidade ao mesmo Evangelho. Acreditará que a sua visão é a verdadeira; nós acreditamos que você defende uma interpretação subjectiva, pessoal, com falta de verificação comunitária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não estranhará este meu manifesto, pois não posso entender que a maioria dos seus sacerdotes, com entrega, competência e zelo, que você parece desconhecer, em vez de estimular e apoiar o seu labor pastoral, os desautorize desta maneira perante a igreja inteira. Em muitas ocasiões tive a prova da qualidade e magnífico trabalho destes sacerdotes. (…)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(…) Peço desculpas pelo meu atrevimento, mas com a idade a que cheguei e com a experiência acumulada, faz-me compreender muito mais os meus irmãos, desculpá-los setenta vezes sete e compreender que não está no juízo nem na condenação o amoroso desígnio do Pai, mas na entrega, na compreensão, na aproximação aos meus irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Senhor Bispo, os caminhos que levam ao Pai são infinitos, mas o que nos foi legado é o de Jesus, Filho do Pai, que veio ao mundo para humanizar o homem caído. O Pai foi primeiro para Ele: pô-lo em pé, fazendo-se um de tantos, para estar mais próximo e compartilhar com outros a sua filiação divina e assim tornar-nos participantes do seu amor e ternura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(…) Rogo-lhe perdão pela minha ousadia. Não o faço pela minha santidade que não a tenho, mas pelo amor do Pai que desde menina me fez experimentar o seu amor profundo. Ensinaram-me sempre que Deus é Amor; Amor que sai ao meu encontro, me ama, e se entrega por mim. Este é o meu Deus, nele confio e não temerei, porque é a minha força e a minha luz é o Senhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(…) Falei com sinceridade, motivada pela dor e pela indignação de tantos que vem sofrendo nesta porção formosa da nossa igreja. Asseguro-lhe que o faço por amor à igreja, e a si em concreto, de um modo especial pela responsabilidade que tem, pois também é filho e vítima das suas circunstâncias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 3;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com respeito e amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;(Segue a assinatura de uma senhora de 85 anos))&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;A explicação que deixo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;: Tive o cuidado de ocultar os nomes e os lugares, que são europeus. É importante a coragem da autora desta carta – uma senhora de 85 anos. Mais importantes ainda são os conteúdos doutrinais e históricos, sobretudo os que se referem à maneira como eram escolhidos os Bispos. Por isso não resisti em colocá-los aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-6574318384404634229?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6574318384404634229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/6574318384404634229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/07/estratos-de-uma-carta-corajosa.html' title='Estratos de uma carta corajosa'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-9129247639577931965</id><published>2011-07-26T09:58:00.002Z</published><updated>2011-08-08T18:29:34.549Z</updated><title type='text'>Falemos claramente...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;D. José Policarpo, ainda não há muito tempo, disse, numa entrevista, que “teologicamente não há nenhum obstáculo à ordenação de mulheres”. Acrescentava que, nas circunstâncias actuais, “era melhor não se falar no assunto”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Muitos comentadores se referiram às palavras do Cardeal, e as repercussões nos meios eclesiásticos não se fizeram esperar. Ao ponto do mesmo Cardeal, mais tarde, ter vindo esclarecer o que havia dito, quase dando o dito por não dito. Digamos que…terá levado um puxãozinho de orelhas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas o assunto não morreu e continua activo e actual em meios próximos da Igreja. Com mais intensidade em sectores que já ultrapassaram as normas vigentes, e que se movimentam livremente nas comunidades, com plena aceitação destas, que são, quer se queira quer não se queira, a razão de ser da própria Igreja. Dentro das cúpulas da própria Igreja a questão não tem discussão. Parece ser assunto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;diabólico&lt;/i&gt;…”É melhor não se falar mais nisso!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Neste apontamento introduzimos, com oportunidade, a questão da manutenção do celibato como condição para as ordens. É assunto recorrente, e volta a sê-lo de novo, agora com o governo irlandês a acusar o Vaticano de ter encoberto durante anos seguidos os abusos sexuais cometidos por clérigos. Ao ponto de um elemento do Vaticano pedir ao Papa a destituição de todos os bispos irlandeses, e do primeiro ministro irlandês afirmar que não compete ao Papa governar a Irlanda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Começa assim a intensificar-se a perplexidade dos crentes, em todos os continentes, perante uma lei e a sua prática. Uma espécie de conflito permanente, difícil de compreender, numa instituição que insiste, por um lado, na consciência formada, e por outro, dando flanco aberto a uma condescendência permissiva. “Faz o que eu digo e não faças como eu faço”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;E a perplexidade ainda mais se acentua, quando se procura a solução nos mesmos remédios de sempre: rezar muito, encobrir e nada dizer. Há que salvar a dignidade da instituição, abafando e calando. “É melhor não se falar mais nisso”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Não é de estranhar, pois, que por melhor juízo que se faça, cada vez se acentua mais a duplicidade de vida por parte de muitos que aceitaram cumprir a lei do celibato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por todos os continentes, a paisagem é esta: Uns, todos conservadores, tradicionalistas, integristas, puritanos e pudicos, movem-se pelos corredores das cúrias e dos passos episcopais a excomungar tudo e todos. Outros, liberais, universalistas, humanos, circulam no meio dos povos, ignorando os anátemas, orientando-se e solidarizando-se com os que vivem ao lado, vivendo e sentindo a vida. A única luz que levam consigo a indicar o caminho é a conformidade com os preceitos do Evangelho. Levam o essencial, o mais importante. E dizem que é mais importante a obediência à consciência do que às vozes provenientes das cúrias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O Concílio Vaticano II não foi muito longe nos assuntos que envolvem a sexualidade humana. Mas deixou uma norma incontroversa que abre caminho á renovação e ao rejuvenescimento da vida da Igreja: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Toda a forma de discriminação nos direitos fundamentais da pessoa por razão de sexo deve ser vencida e eliminada, por ser contrária ao plano divino”. &lt;/i&gt;Esta recomendação está por fazer, e é imperioso que se cumpra. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Durante muitos séculos, houve bispos e padres casados. Até houve papas casados. O casamento nunca foi, por lei divina, obstáculo ao desempenho do ministério. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Hoje, todos sabem, só na Igreja Romana, esta norma é exigida para exercer uma função eclesiástica. &lt;personname productid="Em outras Igrejas" w:st="on"&gt;Em outras Igrejas&lt;/personname&gt; reconhecidas essa norma não existe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A situação no mundo inteiro é de expectativa e descrédito &lt;personname productid="em reformas. Do Vaticano" w:st="on"&gt;em reformas. Do Vaticano&lt;/personname&gt; surgem apelos à continuidade: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;nem mulheres clérigos nem celibato&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;opcional&lt;/i&gt;. Só falta intimidar com a fogueira da inquisição. É melhor não se falar no assunto. É causa fechada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Apesar de tanta discórdia e de muitas “vergonhas” – são estas normas que conseguem manter o estatuto de grandeza e de poder. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É, afinal, a grande razão: manter o poder de grandeza acumulada pelos séculos. Quando o celibato se tornar opcional e as mulheres forem admitidas ao ministério, quase tudo se desmorona e cai em cacos. É o medo de tudo perder. A Igreja instituição vive cheia de medo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Joaquin Pereia, bilbaíno, sacerdote e teólogo, na apresentação do seu livro “La jerarquia está usurpando a voz de &lt;personname productid="la Iglesia" w:st="on"&gt;la Iglesia&lt;/personname&gt;”, à pergunta se havia mudado alguma coisa na Igreja, respondia assim: “as coisas na vida não são brancas ou negras. São grisalhas. O mesmo na Igreja. Eu creio que em alguns aspectos se avançou, e outros em que se retrocedeu. Parece-me que desde o Concílio Vaticano II se deu a confluência de dois grandes vectores: por um lado, neste momento, para um observador externo, o problema da direcção geral da Igreja que quer voltar aos bastiães antigos, e por isso retrocede, crispa-se, zanga-se, vive do medo e da preocupação por esse medo “laicista e secularista”…Isto é um desastre, porque não leva senão à irrelevância na igreja. E à seita. Ao gueto.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Como, à irrelevância? Perguntaram de novo. “Isso mesmo, irrelevância. A Igreja, se para alguma coisa existe, é para dizer uma Palavra à sociedade. Mas a sociedade não vai ouvir uma Igreja que diz: “ou passais por aqui, ou não há nada a fazer”. Por isso eu creio que no momento actual muitos cristãos se sentem no escuro. Só ouvem irrelevâncias, assuntos irrelevantes, e por isso debandam…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas há que dizer que o Concílio significou um momento extraordinário, que sintetizou o pensamento do Papa João XXIII: “que a Igreja sempre tem de reformar-se, com as janelas abertas ao mundo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quando digo que “outra Igreja é possível”, refiro-me à igreja de Jesus, pois tenho a impressão que esta igreja que temos não é a igreja de Jesus.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 4;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quando aqui chegámos, para dar por terminado este apontamento, tivemos conhecimento do seguinte documento, proveniente de 300 párocos austríacos, com a data do passado dia 19 de Junho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Nós, sacerdotes, estabelecemos, no futuro os sinais seguintes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;1 – Rezaremos, no futuro, em todas as missas, uma oração pela reforma da Igreja. Tomaremos a sério a palavra da Bíblia: “Pedi e recebereis”. Diante de Deus, existe a liberdade de expressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;2 – Não negaremos, em princípio, a Eucaristia aos fiéis de boa vontade. Especialmente aos divorciados com segundo casamento, aos membros de outras igrejas cristãs, e, em alguns casos, também aos católicos que abandonaram a igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;3 – Evitaremos celebrar, na medida do possível, aos domingos e dias de festa, mais de uma Missa. É melhor uma liturgia da Palavra organizada localmente que as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tounées litúrgicas&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;4 – No futuro, consideraremos celebrar uma liturgia da Palavra com distribuição da Comunhão – uma Eucaristia sem sacerdote. Desta forma, cumpriremos a nossa obrigação dominical em tempo de escassez de sacerdotes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;5 – Não cumpriremos a proibição de pregar estabelecida para laicos competentes e qualificados e para professores de religião. Especialmente em tempos difíceis é necessário anunciar a palavra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;6 – Comprometemo-nos a que cada paróquia tenha a sua própria cabeça responsável: homem ou mulher, casado ou solteiro, a tempo inteiro ou parcial. Não haverá fusões de paróquias, a não ser mediante um novo modelo de sacerdote.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;7 – Por isso, vamos aproveitar todas as oportunidades para manifestarmos publicamente a favor da ordenação de mulheres e de pessoas casadas. Vê-los-emos como companheiras e companheiros, bem-vindos ao serviço pastoral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Sentimo-nos solidários com os companheiros que por se terem casado já não podem exercer as suas funções, e também com aqueles que ainda mantém uma relação contínua prestando serviços como sacerdotes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Ambos os grupos, com a sua decisão, seguem a sua consciência como nós fazemos com a nossa proposta. Nós vemo-los, assim como ao papa e aos bispos, como nossos irmãos. Não sabemos que mais se possa ou deva exigir à fraternidade. Um só é o nosso Mestre, e todos nós somos irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É isto o que queremos que suceda, é por isto que queremos rezar. Amen.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Domingo da Trindade, 19 de Junho de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Finalmente, o meu comentário.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt; Sempre admirei o Cardeal D. José Policarpo. Ainda hoje o admiro. Ainda mais por saber que ele, pessoalmente, também está de acordo com as reformas que muitos proclamam. Só que, no posto em que se encontra, nada mais pode dizer. Disse o que lhe parecia certo. Esqueceu-se que era Cardeal. E levou um puxão de orelhas. Muitos andam calados, cheios de medo também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Alguns leitores desta área da cultura religiosa, dizem-me: “continua, sempre alguma coisa aparece, sempre alguma coisa se diz”. Acrescento que estou muito longe de outros tempos. Aprendi por mim próprio. Tiro tempo para ler e estar a par do que se diz. E continuo a aprender. Melhor não falar nestes assuntos? Pelo contrário, escrevendo claramente….sem complexos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-9129247639577931965?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9129247639577931965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/9129247639577931965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/07/falemos-claramente.html' title='Falemos claramente...'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-5393478343958056994</id><published>2011-07-22T07:37:00.002Z</published><updated>2011-07-22T16:35:53.745Z</updated><title type='text'>Apesar da crise.... a festa há-de fazer-se!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Este meu apontamento já vai fora do tempo. Já lá vai uma festa e as outras já devem ter fechado os programas. Todavia, e por isso mesmo, pode ser mais um motivo de festa. Ele aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;As festas são maiores ou menores conforme as posses. Em tempos de crise, naturalmente que serão menores. Mas mesmo assim, há sempre lugar para uma saída, e para uns laivos de boa disposição. Rir, faz bem e é próprio do ser humano. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ridendo castigat mores&lt;/i&gt;, com todo respeito, e sem ofensa, pois não se trata disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É verdade que as festas maiores começaram com as festas de Lurdes e respectiva semana dos Baleeiros. Depois estenderam-se pelas outras vilas da Ilha, e mais outras do Arquipélago. Tenho a impressão de que tudo começou pelas Lajes do Pico. Estarei totalmente errado? É o que menos importa saber. Continuemos, então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Depois de tanta competição, ou coisa parecida – aparece o apelo à rotatividade, à contenção de gastos, e ao “cada um faça como puder”. Não é que se pressintam grandes contendas. No entanto, nestes casos, uns pós de ironia até suavizam e amansam os ânimos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por isso não entro nestes malabarismos complicados. Fico pelo que me parece mais óbvio – cada um faça como pode, sem desperdiçar os apoios dos vizinhos. A ilha, e o Concelho em particular, têm tudo o que é preciso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assim sendo, faço a seguinte análise ao Concelho das Lajes, já que dos outros, por estarmos ultrapassados, não importa fazer qualquer análise. Na verdade, o Concelho das Lajes, dentro das suas fronteiras: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Têm Bandas suficientes (São João, Lajes, Santa Bárbara, Ribeiras, Calheta e Piedade), para todos os dias da semana à noite no palco central da Vila;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Têm um Grupo Folclórico, para um dia de maior movimento, ou à escolha;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Têm uma Orquestra, para uma ou duas noites, à escolha também;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Ainda têm um Grupo Coral para uma noite dentro de um salão à escolha;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Têm o grupo Trovas do Sul;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Têm o grupo “Kádacasa”;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Têm o grupo de teatro Multieremà;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Têm várias Marchas, prontas a desfilar;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Tem grupo de Fados e de “Velhas”;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Têm talvez muitos mais grupos que não conheço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;- Têm Botes Baleeiros suficientes para a sua Regata habitual (Lajes, São João, Ribeiras, Calheta e Piedade);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Todos estes grupos serão a custo zero. Que mais é preciso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um artista famoso? Sei lá… Talvez a artista “Deolinda” que tem uma cantiga que diz: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“que parva que eu sou”…&lt;/i&gt;; mesmo assim, ia ser caro de mais, e parvos, é o que não falta!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Por conseguinte, têm o Concelho motivos para fazer a festa, e contar com o povo como nos anos anteriores. Afinal, o que não faltam são as festas! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O cartaz das festas da Madalena foi dos melhores que já vi: “Uma montanha de festa à tua espera”. Por aqui, essa montanha vai espalhar-se pelas ruas, pelos pátios (temos agora um novo e atraente pátio, ali mesmo perto das portas do mar), e pelas lagoas do mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Mas, atenção: uma hipérbole é sempre uma forma enfática de dizer e mediatizar. Esperamos que a Montanha, a verdadeira, com o seu ventre adormecido, se aguente assim como está, e que não se espalhe, como outras que vomitaram nos quatro continentes, impedindo aviões e pessoas de fazerem a sua vida normal. Queremos que ela ali se mantenha, firme, hirta, imponente, a nossa maior maravilha das festas que fazemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;No campo religioso, suponho que ainda tudo será como dantes. Em épocas de crise, todos são “apanhados”. Até o valor do sermão da festa pode ficar nos pregadores da ilha. Sempre é mais uma ajudinha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Li, algures, a seguinte afirmação: “Por maior que seja o buraco em que te encontres, sorri, porque, por enquanto, ainda não há terra por cima”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Boas Festas para todos, pois uma festa, onde não há lugar à boa disposição, não é festa nem é nada! Vamos todos tornar a festa ainda maior. Todos “pr’ós terreiros”, “pr’às águas da lagoa do mar” e pr’á procissão”!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Já agora, não se esqueçam de passar, no dia 7 de Agosto, pelo Porto da Baixa para provar um caldinho da festa do chicharro, e depois no dia 14 pelo&amp;nbsp;São João Pequenino e no mesmo dia pela Feteira da Calheta na festa da Cabra e da Cavala. São tradições que começam a impor-se. Tudo é festa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;-altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;-texto escrito na ortografia antiga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-5393478343958056994?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5393478343958056994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/5393478343958056994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/07/apesar-da-crise-festa-ha-de-fazer-se.html' title='Apesar da crise.... a festa há-de fazer-se!'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-8003482412640117791</id><published>2011-07-21T08:48:00.000Z</published><updated>2011-07-21T08:48:40.788Z</updated><title type='text'>Como o fermento</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Dentro de dias serão as festas tradicionais do Bom Jesus. O texto seguinte, com o título em epígrafe, é de um conceituado teólogo do nosso tempo. O conteúdo poderá estar em sintonia com a mente dos crentes que lá vão. Também poderá ser a chave de abrir a janela para deixar entrar luz mais suave e matizada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;“Com uma audácia desconhecida e inesperada, Jesus surpreendeu toda a gente que o escutava proclamando o que até então nenhum profeta tinha dito: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Deus já está aqui, com a sua força criadora de justiça, abrindo caminho,&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;para fazer a vida dos seus filhos, mais humana e&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ditosa”&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;É necessário mudar. Temos de aprender a viver acreditando nesta Boa Notícia: o reino de Deus está chegando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Jesus falava com paixão. Muitos sentiam-se atraídos com as suas palavras. Em outros fervilhavam dúvidas. Não será loucura? Donde vem a força de Deus a transformar o mundo? Quem poderá mudar o poderoso império romano?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Um dia Jesus contou uma parábola muito pequena. Tão pequena e simples que muitas vezes passou despercebida dos cristãos. Diz assim: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O reino de Deus é semelhante a uma mulher que tomando a levedura e, misturando-a em três medidas de farinha, consegue fermentar toda a massa.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Aquela gente simples sabia de que falava. Todos sabiam e tinham visto as suas mães preparar o pão no pátio da casa. Sabiam que a levedura ficava “escondida”, mas não permanecia inactiva. De forma silenciosa e oculta ia fermentando tudo por dentro. Assim é Deus a actuar no interior da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Deus não se impõe a partir de fora, mas a partir de dentro. Não domina com o seu poder, mas atrai com o seu amor para o bem. Não força a liberdade de ninguém, mas dá-se gratuitamente para tornar mais ditosa a vida. Assim temos de actuar também, se quisermos abrir caminhos para o seu reino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Está a começar um tempo novo para a Igreja. Os cristãos vão ter que aprender a viver em minorias, dentro de uma sociedade secularizada e plural. Em muitos lugares, o futuro do cristianismo dependerá, em boa parte, do nascimento de pequenos grupos de crentes, atraídos pelo evangelho e reunidos à volta de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Pouco a pouco, aprenderemos a viver a fé de maneira humilde, sem fazer muito ruído nem dar grandes espectáculos. Já não se cultivará tanto desejo de poder nem de prestígio. Não se gastarão forças em grandes operações de imagem. Buscar-se-á o essencial. Caminhar-se-á na verdade de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Seguindo os seus desejos, cada um tratará de viver como “fermento” de vida sã no meio da sociedade. Com um pouco de “sal”, que depressa se desfaz, a vida moderna terá mais sabor evangélico. Virá depois o contágio, o estilo de vida de Jesus a irradiar a força inspiradora do seu Evangelho. O cristão crente passará a vida fazendo o bem. Como Jesus.” (José António Pagola).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A leitura do texto, apesar de não ser uma tradução exemplar, é compreensiva, está ao alcance de quantos caminham até ao Bom Jesus: – de São Mateus, da Calheta e da Criação Velha. Os comentários serão de cada leitor. Como se impõe.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;-altodoscedros.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150332417436391850-8003482412640117791?l=altodoscedros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8003482412640117791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150332417436391850/posts/default/8003482412640117791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altodoscedros.blogspot.com/2011/07/como-o-fermento.html' title='Como o fermento'/><author><name>Manuel Emílio Porto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01904013483764246268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150332417436391850.post-5431685211045137569</id><published>2011-07-13T18:37:00.000Z</published><updated>2011-07-13T18:37:54.270Z</updated><title type='text'>No rescaldo da feira...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Só há um caminho a seguir – o nosso, e na companhia dos nossos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;No final da feira, o grupo “Alma de Coimbra” cantou. E terminou o seu canto com o nosso &lt;personname productid="Jos￩ Ferreira" w:st="on"&gt;José Ferreira&lt;/personname&gt; a cantar a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Chamateia&lt;/b&gt;. No texto desta canção há a quadra seguinte: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Mas no terreiro da vida // o jantar serve de ceia // e mesmo a dor mais sentida // dá lugar à Sapateia”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ora bem. Foi das poucas vezes em que todos os ingredientes se juntaram no mesmo palco com cenário apropriado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O nosso caminho está no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terreiro da vida&lt;/i&gt;. E, embora o jantar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;já não sirva de ceia&lt;/i&gt;, a verdade é que o terreiro continua, e é no terreiro que todos se movimentam e tudo se ajunta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os campos, os nossos campos continuam a chamar. E a dizer a toda gente que são capazes de nos dar aquilo que quisermos. Basta que lhe atiremos umas “mancheias” de sementes e uns punhados de fertilizantes, para logo de seguida nos dizerem: colham, é vosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os nossos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terreiros&lt;/i&gt; são dos melhores. Podemos confiar neles porque são de palavra. Nem sempre são planície, pois fazem parte de ilhas vulcânicas, mas mesmo em socalcos, são de garantia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nos nossos campos, os animais encontram o melhor dos ambientes para se desenvolverem, crescerem e darem prazer aos seus criadores. Encontram sustento de qualidade para dar progresso a esta terra, feita de ilhas dispersas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os nossos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terreiros,&lt;/i&gt; como já foi no passado, são também dos melhores para os produtos hortícolas de ir à mesa do jantar. Em tempos de crise, sempre é bom não esquecer esta vertente. De fora, não vem nada de melhor qualidade. Talvez, umas frutas de climas exóticos e pouco mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na exposição de produtos, lá estava patente o que acabamos de dizer. Desde os produtos lácteos até aos vinícolas. Do mel aos doces caseiros. Dos livros aos artesanatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A Feira Agrícola Açores foi essencialmente agrícola. Era essa a sua especialidade. E, no nosso ponto de vista, conseguiu os seus objectivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nós vivemos &lt;personname productid="em ilhas. O" w:st="on"&gt;em ilhas. O&lt;/personname&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terreiro&lt;/i&gt; esteve em evidência, por entre os cabeços do Caminho Largo, na freguesia da Piedade. Do outro lado dos cabeços, ficava o mar imenso, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a planície&lt;/i&gt; dos Açores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na verdade, somos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terreiro,&lt;/i&gt; mas também somos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;planície&lt;/i&gt;. Esta segunda merece um evento que fale e diga da sua história paralela? Talvez não precise de tanto, pois, todos os dias se fala dos mares, dos pescadores e dos pescados. Quem passa perto dos portos de pesca tem ocasião de ver o que se faz diariamente. Todos os dias, ou com frequência, é a imagem que se vê, aqui bem perto, no pequeno porto – uma espécie de presépio à beira costa plantado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Talvez como complemento. Muitos dos que estavam no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;terreiro&lt;/i&gt; também tem um pé nas águas, e talvez tenham saído mais cedo para acudir ao barco que esperava. Faltou isso mesmo: mais qualquer coisa para chamar a atenção dos mares que ficavam para lá dos cabeços. Não foi, todavia, nenhuma pecha. Talvez seja eu mesmo que assim pensei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fica o tema desta crónica – o nosso caminho é este. São os nossos campos e os nossos mares. Na companhia dos nossos. Dos que falam a nossa língua, dos que falam e entendem das mesmas coisas, e fazem a sua vida dentro das mesmas fronteiras – na terra e no mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em ambos, haverá sempre &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a dor mais sentida&lt;/i&gt;. E haverá sempre lugar para a sapateia. A noite ia calma e ameaçava chuva miúda. Ninguém arredou pé. Foi o que senti, naquela noite de 10 do corrente, na encosta do Cabeço da Era, por entre pinheiros, faias e incensos, ouvindo a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Chamateia &lt;/b&gt;– ali feito&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; sapateia,&lt;/i&gt; vestida de capa e batina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;s
